Cronista Ronaldo Salgado: ESPÍRITO COMUNITÁRIO NÃO É PRA TODOSVou dizer logo uma coisa pra vocês - se é que coisas se dizem (eu acho que se vivem): frequento a Comunidade das Quadras há 52 anos. Tenho amigos e amigas a perder de vista. Ou de contas! Se é que amizade é uma questão contábil ou matemática. Pra mim não! Sou de coração e afeto. Respeito e carinho. Amizade e festa. Sou cúmplice e me considero inteiro dentro da comunidade. Sei que não sou importante pela minha condição de professor aposentado. Mas também o sei que, em matéria de afetos, amo e sou amado por muitos e muitas que fazem das Quadras um oásis existencial de torrencial vida no meu coração peregrino, aventureiro, apaixonado por gente, febril em manifestar companheirismo, fraternidade, emoções, desejos, vida e poesia no cotidiano. Uma rodinha de amigos vira festa churrasqueira. Transforma o Sol em cúmplice de alegrias. Faz valer a pena o espírito comunitário onde muitas vezes a gente é o outro; o outro é a gente. Claro que há diferenças intelectuais e ideológicas - mas isso é de mínima importância, quando o que está no tabuleiro do xadrez existencial não é o xeque-mate, mas o "se achegue que a gente é de amor!" Digo, sem medo, que ja bebi em todos os bares da Comunidade das Quadras, Coração da Aldeota. Em todos encontrei amigos e amigas. - até amores! No meu mapa ou biográfico ou astrológico ou existencial, tá escrito em letras comuns que a comunidade me ensinou a viver. Cada pessoa de lá tem um pedacinho no meu construto como ser humano - se fiz mestrado em Literatura Brasileira na Universidade Federal do Ceará (UFC), fiz doutorado em vida na Comunidade das Quadras. Aulas etílicas, exercícios poéticos, canções de fraternidade. Conhecimentos vitais na compreensão de si mesmo e do outro. Corpos e espíritos libertos de amarras embrutecidas e apodrecidas na tessitura da existência comunitária, real, concreta, cúmplice do que a vida pede. Necessita. Exige para que alcancemos um tiquinho de felicidade, mesmo que fugaz! Quem sabe vive! Quem não sabe...
Cronista Ronaldo Salgado: ESPÍRITO COMUNITÁRIO NÃO É PRA TODOSVou dizer logo uma coisa pra vocês - se é que coisas se dizem (eu acho que se vivem): frequento a Comunidade das Quadras há 52 anos. Tenho amigos e amigas a perder de vista. Ou de contas! Se é que amizade é uma questão contábil ou matemática. Pra mim não! Sou de coração e afeto. Respeito e carinho. Amizade e festa. Sou cúmplice e me considero inteiro dentro da comunidade. Sei que não sou importante pela minha condição de professor aposentado. Mas também o sei que, em matéria de afetos, amo e sou amado por muitos e muitas que fazem das Quadras um oásis existencial de torrencial vida no meu coração peregrino, aventureiro, apaixonado por gente, febril em manifestar companheirismo, fraternidade, emoções, desejos, vida e poesia no cotidiano. Uma rodinha de amigos vira festa churrasqueira. Transforma o Sol em cúmplice de alegrias. Faz valer a pena o espírito comunitário onde muitas vezes a gente é o outro; o outro é a gente. Claro que há diferenças intelectuais e ideológicas - mas isso é de mínima importância, quando o que está no tabuleiro do xadrez existencial não é o xeque-mate, mas o "se achegue que a gente é de amor!" Digo, sem medo, que ja bebi em todos os bares da Comunidade das Quadras, Coração da Aldeota. Em todos encontrei amigos e amigas. - até amores! No meu mapa ou biográfico ou astrológico ou existencial, tá escrito em letras comuns que a comunidade me ensinou a viver. Cada pessoa de lá tem um pedacinho no meu construto como ser humano - se fiz mestrado em Literatura Brasileira na Universidade Federal do Ceará (UFC), fiz doutorado em vida na Comunidade das Quadras. Aulas etílicas, exercícios poéticos, canções de fraternidade. Conhecimentos vitais na compreensão de si mesmo e do outro. Corpos e espíritos libertos de amarras embrutecidas e apodrecidas na tessitura da existência comunitária, real, concreta, cúmplice do que a vida pede. Necessita. Exige para que alcancemos um tiquinho de felicidade, mesmo que fugaz! Quem sabe vive! Quem não sabe...

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