- Jornalista e professor Ronaldo Salgado: A MEMÓRIA COMO PROVA DE VIDA-Nem, que eu queira - e nunca hei de querer - o dia 8 de fevereiro passa em branco na minha vidinha besta. Foi o dia da minha última aula, em 2017, como professor da Universidade Federal do Ceará (UFC). Hoje faz 9 anos. Foram quase 30 anos do mais saboroso cotidiano existencial ao lado de professores e professoras, estudantes, servidores e servidoras com quem partilhei vida, emoção, conhecimento, cultura, amor, afeto... A lista é imensa: não cabe numa pretensa crônica. Mas posso resumir numa palavrinha: vida! Melhor, Vida com V grande ante tudo que contém. Mas não é exagero, vida tim-tim-por-tim-tim! Numa espécie de passarela infinda onde se experimenta de tudo. Tudo mesmo: ganhos e perdas existenciais que até se sobrepõem a coisas materiais. Isso pode-se até tentar esquecer, apagar, esconder debaixo do tapete... Não! A memória é algo inescondido. Inescapável. Diria, para o bem da vida: nossa maior e mais pungente riqueza! A UFC, nos 71 anos de videxistência científica, educativa, cultural, política e ideológica, faz parte de mim em 39 anos dos meus quase 70 a completar em maio próximo. Sim, como aluno de graduação e pós-graduação e como funcionário. Duvido existir borracha, errorex, tecla de desfazer que apaguem o vivexistido com tanta gente! Eu já não estou no cotidiano da UFC há 9 anos; mas a UFC não me sai do pensamento, do coração, da consciência, da minha pele e da minh'alma sequer um instante de cada dia! Isso é vida. E prova de vida, ah é!
- Jornalista Antonio Jose: Caro amigo e confrade Ronaldo Salgado. A ex-professora Adísia Sá avisou-me, quando recém-formado, a abertura de concurso público para, na época, a faculdade de Comunicação Social, da UFC, ciente de que me candidataria a uma vaga. Agradeci-lhe o aviso, porém lhe disse ser o salário menor do que ganhava e não desejava concorrer à vaga. Se tivesse feito o concurso e fosse admitido, quem sabe, estaria aposentado com um salário maior do que o ofertado pelo INSS, vez que me aposentei, por uma empresa, regido pela CLT. Não assumi, também, o cargo de Assessor de Comunicação do ex-Conselho de Contas dos Municípios, depois transformado em Tribunal de Contas, sendo aprovado em primeiro lugar (existia, apenas, uma vaga), pois o salário era inferior ao que recebia, como coordenador de Comunicação do Núcleo do Projeto Sertanejo, administrado pela Ematerce. Se não tivesse desistido, estaria com aposentadoria maior do que a atual. Mas, a vida continua e não me arrependo das oportunidades, que me surgiram e não as aproveitei. Não imaginava que, ao pagar ao INSS, há anos, um valor X e, quando me aposentasse, receberia o equivalente a 20 salários mínimos, fossem extintos. Mudaram a lei e, atualmente, o teto é muito inferior".

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