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Futricas Cearenses

Quem completa 67 anos de Jornalismo é o colunista social, jornalista, radialista, empresário e escritor Lúcio Brasileiro (foto), de 82 anos de idade.

Francisco Newton Quezado Cavalcante nasceu, em seis de abril de 1939 e começou no Jornalismo com 15 anos. Está em O Povo há mais de cinco décadas.

Revista Fale!

O jornalista cearense Lúcio Brasileiro completa 50 anos como colunista social diário, recorde que ganha registro no Guinness Book. Indiferente às críticas ao gênero, ele fez de sua coluna uma fonte de informações qualificadas e exclusivas, privilégio de uma rede de fontes que incluem políticos, empresários e profissionais liberais em funções estratégicas no setor público e privado. Cativante, autoritário, irônico e surpreendente, Lúcio Brasileiro, nesta entrevista, fala sobre temas até então inéditos, como suicídio e fé e revela porque não é impossível ser feliz sozinho.

Na identidade, Francisco Newton Quezado Cavalcante. Nas viagens à Espanha, destino favorito, apenas Paco. E para as páginas de jornal que imprimem sua coluna há 50 anos, Lúcio Brasileiro, um dos principais colunistas sociais do jornalismo cearense. A paixão pelo jornalismo começou aos catorze anos, quando foi pedir uma oportunidade para trabalhar no jornal Gazeta de Notícias. O jornalista Luiz de Queiroz Campos, editor da Gazeta, queria incluir uma coluna social no jornal, mesmo com as opiniões contrárias dos donos. E Francisco virou Lúcio Brasileiro, pseudônimo dado por Luiz e pelo publicitário Heitor Costa Lima. Em parte, uma vingança contra o vice-presidente do jornal, Antônio Brasileiro, que considerava a coluna social uma coisa não muito séria. O "menino de calça curta" começou escrevendo sobre casamentos e batizados, além de freqüentar o Ideal Clube, ponto de encontro da high society de Fortaleza nos anos 50. A seu favor, o fato de ser um dos melhores alunos do Colégio Cearense. Os colegas davam as referências aos pais, que passavam a aceitá-lo nas conversas e a falar coisas que jamais comentariam com um jornalista político. Lúcio aproveitou essa abertura para inserir notas sobre política e economia colhidas nas altas rodas. Algumas chegaram a ser furos, como a notícia de que o então ministro Parcival Barroso seria candidato a governador do Ceará. Inovador, Lúcio Brasileiro conseguiu fazer do colunismo social uma parte relevante do noticiário. Inseriu o gênero na TV, numa cidade até então com poucos atrativos e emissora única. Mesmo com o amor pelo jornal impresso, Lúcio reconhece o alcance da televisão, que o coloca mais perto do público. Também editou o primeiro caderno dedicado à sociedade, o Fame, lançando nomes como Cláudio Cabral e o irmão Neno Cavalcante. Em 2005, lançou o livro Até Agora, em que conta os grandes momentos políticos e sociais que acompanhou nesses 50 anos. Incapaz de dar uma nota para ferir — mas igualmente incapaz de um elogio gratuito — Lúcio determina o que é in e out nos costumes e na sociedade, que já não tem o mesmo glamour de antes. Há alguns anos, Lúcio resolveu morar sozinho na praia do Cumbuco, onde mantém o restaurante Ugarte. O nome é homenagem a um personagem de Casablanca, filme favorito e que ele afirma ter visto mais de mil vezes. Nesta entrevista, ele revela uma personalidade que mescla orgulho e simplicidade, adoração aos amigos e intolerância à convivência. Lúcio Brasileiro é um homem que se ama e se odeia em questão de segundos, mas a quem jamais se deve ser indiferente.

O início

Fale! Você atribui a Luiz Campos a sua entrada na imprensa. Como é o seu relacionamento com ele?

Lúcio Brasileiro. Ah, de filho para pai. Ainda recentemente, eu recebi uma homenagem de uma empresa que faz seleção de melhores, do meu amigo Roberto Farias, e o Luiz foi meu padrinho. É difícil ter uma homenagem que eu possa receber — exceto a Medalha da Abolição, que é entregue pelo governador — sem tê-lo como padrinho. Ele cometeu a inspiração, ou irresponsabilidade, de entregar uma coluna assinada a um garoto de catorze anos e calça curta. Sem o Luiz Campos, não haveria nenhuma possibilidade de haver um Lúcio Brasileiro.

Fale! Desde que você inciou na imprensa escrita, os jornais enfrentaram grandes mudanças em termos de tecnologia e mesmo de estilos de texto na sua coluna. Como você classificaria as fases pelas quais a sua coluna passou?

Lúcio Brasileiro. Ela começou como uma coluna social, noticiando casamentos e batizados. Eu fui um dos primeiros colunistas no Brasil, que naquela época se chamava cronista social, a descobrir que não podia perder o campo. Os políticos e empresários falavam mais tranqüilamente com um colunista social do que com um repórter político. No começo, eu passava para o jornal. Depois, eu resolvi que iria incluir essas notícias na minha coluna. Em 1957, eu dei meu primeiro furo em toda a imprensa do Ceará, quando disse que o ministro Parcival Barroso poderia vir a ser candidato a governador. E ele foi eleito, a única derrota do Virgílio Távora. Eu ouvi essa informação no Ideal Clube, de um cidadão chamado José Jereissati, tio do Tasso Jereissati. A imprensa, só depois de um ou dois meses, começou a noticiar. Em 1963 eu dei outro furo, dessa vez nacional, dizendo que o Expedito Machado seria ministro da Aviação. Nem a família dele sabia. Essa notícia eu devo ao Nelson Otoch, quando voltou do Rio de Janeiro.

Fale! Você trabalhou no jornal Unitário [Jornal fundado em 1903 por iniciativa de João Brígido depois incorporado aos Diários Associados, de Assis Chateaubriend]?

Lúcio Brasileiro. O Unitário é uma faceta que pouca gente sabe. Eu fui colunista universitário. O Manoelito [Manoel Eduardo Pinheiro Campos, diretor dos Diários Associadosno Ceará que editava os jornais Unitário e Correio do Ceará], assessor do gabinete, face ao desempenho brilhante do reitor Martins Filho, ofereceu-lhe uma coluna universitária. Então o Carlos D"Alge pediu que eu a fizesse. Ele colhia as notícias nas faculdades e escrevia a coluna. O Manoelito não sabia que era eu quem escrevia. Aliás, ele tinha esquecido dessa coluna no jornal. Chamava-se Nos Anais da UFC e não era assinada porque era da universidade. Nessa época, eu trabalhava, sem que ninguém soubesse, na Gazeta de manhã, no jornal O Povo à tarde e com a coluna no Unitário.

A sociedade

Fale! Você atribui a Luiz Campos a Fale! Na sua opinião, quem foi o grande político do Ceará nesses cinqüenta anos?

Lúcio Brasileiro. Não dá para responder essa pergunta. Se você perguntar quem foi o grande político executivo, eu vou ficar na dúvida entre o Virgílio [Távora] e o Tasso [Jereissati]. Se você me perguntar do político com melhor atuação parlamentar, eu direi que é o [Paulo] Sarasate [deputado Federal, diretor do jornal O Povo, eleito para o Governo do Ceará em 1954]. Agora, se for o político como eu entendo, pela seriedade e pela cultura, é o José Martins Rodrigues. Assim são várias as respostas. Mais recentemente, não podemos esquecer do Lúcio Alcântara, que teve sucesso em tudo que fez. Na política, Lúcio só não foi o que não vale a pena ser, que é deputado estadual, vereador e prefeito do interior. Ele foi secretário de Estado, prefeito, vice-governador, governador, senador e deputado federal. As pessoas dizem que, se você for preso, o Lúcio não manda soltar. E não manda mesmo, não é do estilo dele. Quem fazia isso era o Flávio Marcílio [deputado federal, que foi presidente da Câmara dos Deputados em três mandatos de 1983 a 1985, de 1979 a 1981 e de 1973 a 1975. Elegeu-se em outubro de 1954 vice-governador do Ceará. Em 1958 com a renúncia do governador Paulo Sarasate, assumiu o governo do estado]. Se eu fosse preso em flagrante com cocaína, ele mandava o delegado soltar. Se o delegado dissesse que não podia, dizia: "Quem nomeou você e sua mulher fui eu. Solte o homem!". O Virgílio Távora diria: "O Lúcio Brasileiro tem problema de coluna e alergia estomacal. Mande um travesseiro e compre a comida dele no Náutico [melhor comida da época]". Não sei como o Tasso se comportaria. Já o Lúcio faria a mesma coisa que o Virgílio. Mas achar que Lúcio Alcântara não é bom porque não faz isso, não tem cabimento.

Fale! Como você definiria os governos de Virgílio Távora e de Tasso Jereissati?

Lúcio Brasileiro. Foram duas épocas. Você pode dizer que há um empate técnico e a decisão tem de ser nos pênaltis. O Virgílio tinha visão estratégica, era um estadista, assim como o Tasso. Sorte do Ceará em ter tido os dois como governadores.

Fale! Foi você quem criou o adjetivo "veterado", que o Virgílio adotou?

Lúcio Brasileiro. Eu criei esse adjetivo quando ele saiu do governo perseguido pelos militares que queriam cassá- lo. Teria sido um absurdo cassar o Virgílio, que estava fazendo um governo de redenção. Ele ficou tão feliz com o adjetivo que anotou. Outro político muito sério era o Joaquim de Figueiredo Correia. Quando os militares quiseram derrubar o Virgílio, perguntaram ao Joaquim se ele assumiria, ele respondeu: "Eu não assumo! Fui eleito vice, governador é o Virgílio". Homem sério, decente.

Fale! E como você vê o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

Lúcio Brasileiro. Eu votei no Lula já no tempo do Collor. Naquela eleição, o Moisés Pimentel, que representou o pioneirismo de um capitalismo nãoselvagem no Ceará, pediu para eu votar no [Leonel] Brizola. Eu votei no primeiro turno, pois teria sido uma grande saída para o País. Mas ele perdeu. No segundo turno já votei no Lula. Na segunda eleição, achei que deveria homenagear o Tasso e votei no Fernando Henrique Cardoso. O Lula não está sendo o que eu esperava, um governo reformista. Vou lhe dar um exemplo de governo reformista. O Carlos Lacerda — maior brasileiro do século passado, mais brilhante que o Rui Barbosa — teria feito uma medida provisória colocando todos os feriados para serem festejados no domingo, excetuando o Natal, o dia 1º de janeiro, a sexta-feira da Paixão e o 7 de setembro. Isso para o Brasil poder trabalhar. A nossa tendência é para a preguiça, a maioria dos feriados não tem sentido. O Castello Branco, maior presidente da República de todos os tempos, cortou vários. Uma coisa que deveria acabar era com a licença para tratamento de saúde na Câmara e nas assembléias. Isso quase chega a ser uma bandalheira porque paga para dois. Se você está doente, retire-se e vá cuidar da sua vida. Sem ganhar nada. Quando estiver bom, volta. Quem mandou adoecer? Admito que o Lula é sério e que vibrei com a vitória dele. Mas ele não está sendo reformista.

Fale! E a Luizian ne Lins?

Lúcio Brasileiro. Eu teria votado no Cambraia porque achava o governo dele razoável. No entanto o melhor candidato era o Aloísio Carvalho. O eleitorado de Fortaleza vota irresponsavelmente. Nisso ele segue o Rio, sem ter o mesmo charme, sem escola de samba, sem morro da Viúva, sem Grajaú, sem Noel Rosa. Quer imitar o Rio sem poder. Eu espero que a Luiziane desminta a zebra que foi a eleição dela. O Aloísio não ganhou porque o Juraci Magalhães foi protagonista daquele filme, O Homem que Nunca Deveria Ter Voltado. Foi um desastre completo. Ele tinha uma saída ótima para o caso do genro, mas não quis usar. Era só dizer: "Genro não é parente!". Além disso, ele não respondeu uma crítica da imprensa. A imprensa não existia para ele, isso foi um erro mortal. Nunca respondeu acusações de corrupção dentro do próprio gabinete. O Juraci não se preocupou com o lado moral. Acho que ele tem espírito público e que não levou nada nessa história de corrupção. Mas isso não o absolve, ele deveria ter tomado uma atitude. Ele estava com o rei na barriga, essa é a verdade.

Fale! A sociedade cearense não realiza mais grandes festas? Qual é o evento de referência hoje?

úcio Brasileiro. A festa de glamour sofre as conseqüências da própria época. Hoje não existem mais os grandes acontecimentos. A conjuntura não oferece mais as condições. Além disso, tem muita falta de dinheiro. Naquela época também tinha, mas sempre se dava um jeitinho. Um grande acontecimento, bem cuidado e bonito, é a Sereia de Ouro. O grupo Marquise deu uma festa perfeita no Theatro José de Alencar pelos seus 30 anos. Não foi só por causa do show da Gal Costa, foi uma festa cuidada. Cada convidado era fotografado e depois recebia um álbum. A Glamour Girl é uma festa que também pode ser citada. Os clubes continuam fazendo festas, como a da Garota Ideal, mas não tem mais aquele charme. Fortaleza hoje oferece muitas atrações. O Reveillon do Ideal não pode ter a mesma grandeza dos velhos tempos,quando ele era único.

Meios de Comunicação

Fale! Qual dos veículos — jornal, rádio ou TV — colocou você mais perto do público?

Lúcio Brasileiro. Seria muito confortável dizer que é o jornal, porque sou apaixonado por jornal. Se o Lula baixasse uma lei dizendo que só se poderia trabalhar num veículo, talvez eu optasse pelo jornal, mas ficaria muito pesaroso e achando que estava cometendo uma tremenda injustiça com a televisão. Não se pode desconhecer o impacto da televisão. Você não sabe a alegria que eu tenho quando passo na rua Conde D´Eu, na segunda de manhã, e as pessoas elogiam o meu programa. "Olha, Brasileiro, você fez muito bem em atacar esses políticos safados, guilhotina para eles!". Isso me faz um bem extraordinário. Quando eu vou à noite para o meu subúrbio, o Cumbuco, e passo pela margem do rio Ceará, todos os casebres têm uma televisão ligada. Jornal é produto para a elite intelectual, não para a elite social. Já o rádio me encanta de outra maneira. Não precisa de preparação. Eu tinha um colega na rádio Uirapuru, Ivan Lima, que fazia o programa nu. Como o rádio não tem imagem, podia. Ivan foi um dos grandes repórteres esportivos. Ele era tão grande que um jogador do Ceará tomou a namorada dele. E ele conseguia transmitir o jogo sem citar o cara.

Fale! A maior parte da sua experiência em impresso foi no jornal O Povo, não é isso?

Lúcio Brasileiro. Sim, mas eu tive dez anos inesquecíveis na Associados. Eu saí do Povo em 1963 e fui para lá. E em 1973, pelas mãos do Demócrito e do Anastácio de Sousa, conhecido como O Gordo, eu voltei para O Povo com o patrocínio da Albanisa Sarasate. Eu tenho três momentos importantes em jornal. Primeiro, minha estréia na Gazeta de Notícias. Eu, novato, bicho, todo mundo dando cascudo e chulipa em mim. Depois, meus dez anos no Correio do Ceará. E O Jornal, que durou nove meses. Foi fantástico porque ninguém tinha experiência e eu era igual a todo mundo. Pela primeira vez, eu tinha carteira assinada e os banheiros eram limpos.

Fale! Como nasceu o Fame?

Lúcio Brasileiro. O Fame nasceu em 13 de agosto de 1977, exatamente no dia em que eu fazia aniversário de jornal. Houve um coquetel no Hotel Iracema Plaza, onde eu morei durante 26 anos, e um almoço oferecido pelo governador Adauto Bezerra no Palácio Abolição. Ele circulava aos sábados e não aceitava matéria paga. Eu comecei a desencantar com o Fame quando o Demócrito passou para o domingo. Ele sabia que eu não concordava e me contou na véspera, com a coisa feita. Eu disse para o Demócrito que o Fame era feito para o sábado, mas o Diário do Nordeste tinha lançado um caderno social no domingo e ele quis enfrentar. O Fame circulou durante quinze anos, a última edição saiu num sábado de Carnaval. Ainda hoje, as pessoas dizem: "Você viu no Fame?". Mas agora os cadernos são outros. Ficou na memória por causa do pioneirismo.

Fale! Como você analisa os cadernos sociais do Ceará?

Lúcio Brasileiro. Os cadernos dos jornais Diário e O Povo são de primeira linha, acho que são utilíssimos. E o colunismo social tem um papel muito importante em relação à imprensa. A formação, hoje, vem dos excelentes cursos de jornalismo. A informação é uniforme, são as colunas que diferenciam. Mas também precisamos ser humildes. O jornal pode sair sem a coluna, mas a coluna não sai sem o jornal. Eu sou o cara mais obediente do jornal O Povo. Posso até ser contra a ordem dos editores, mas eu cumpro. Eles estão lá dia e noite, eu não. Não existe ninguém maior do que eu nem mais obediente no jornal.

Fale! Como você começou na TV?

Lúcio Brasileiro. Comecei na TV Ceará, sou quase um pioneiro. Durante muito tempo, eu me senti desconfortável em frente às câmeras, ficava todo duro. Comecei num programa chamado Eles Fazem a Cidade, patrocinado pelo J. Macêdo. O programa ia ao ar às sextas-feiras, numa cidade que não tinha atrativo, às sete e meia da noite e com TV única. Éramos nós ou a escuridão. Ou seja, um grande sucesso! Na estréia, eu entrevistei a Ivone Gentil, que era a top da sociedade. E o Lustosa da Costa ia entrevistar o padre Arquimedes Bruno, grande teólogo e líder das esquerdas. Antes do programa, o Lustosa passou no meu hotel e perguntou como deveria entrevistar o padre. Eu disse que o colocasse sentado numa mesa, com uma máquina de escrever em cima. E que ele, Lustosa, viesse caminhando de perfil, sentasse na beira da mesa, colocasse o dedo em riste e fizesse aprimeira pergunta: "Padre Arquimedes, é verdade que o senhor é comunista?". Isso porque houve a história de um comício em Manaus em que o padre chegou para discursar. Alguém perguntou para um cearense: "É verdade que esse padre é comunista?". O cearense respondeu que só sabia que ele era padre. Depois do discurso, o mesmo cara perguntou: "Será que esse comunista é padre?". Na hora da entrevista, o Lustosa foi de dedo em riste e fez a pergunta. O padre Arquimedes, muito calmo, disse: "Para fazer uma pergunta dessas, só tendo prisão de ventre mental!". Acabou com o Lustosa.

Fale! Quando o Edson Queiroz lançou o Diário do Nordeste, você foi convidado para entrar?

Lúcio Brasileiro. Não, e não sei se aceitaria. Se eu fosse convidado, eu teria pensado muito. Eu tenho uma ligação muito forte com o jornal O Povo e com a família. E eu sabia como era o Edson Queiroz. Se eu tivesse entrado no Diário, haveria logo um choque, o Edson era malufista e eu era contra. Teria sido um castigo se d i s s e s s e m que eu não poderia falar do Maluf. Ele era p a s s i o n a l , intempestivo, capaz de grandes gestos. Se o Edson Queiroz resolvesse ser cozinheiro, ele seria o melhor do mundo. Você pode ficar certo de que só o Edson Queiroz poderia ter montado algo como a Unifor. Se você disser que foi por dinheiro, eu cito agora cem mil negócios em que ele ganharia mais com menos aporrinhação. Ele montou porque quis homenagear a terra dele, foi a maior jogada de desprendimento e espírito público. Essa é a grande verdade que o cearense, tacanho, não quer reconhecer.

Fale! O que você acha dos sucessores que estão assumindo os meios de comunicação do Ceará?

Lúcio Brasileiro. Eu acho inevitável e torço para que os sucessores tenham vocação. Se tiverem, tudo será mais fácil. Tem de ter o sangue penalizado para a comunicação. Se tiverem, a pátria estará salva. A Jangadeiro tem um papel muito importante porque as outras estações ficaram só como retransmissoras. A emissora tem uma programação local forte, deu chance para muita gente. Não é só meu caso, que tenho 40 segundos diários e 22 minutos no domingo. Isso não representa muito. Mas tem os programas do Nonato Albuquerque e da Maísa Vasconcelos que são muito bons.

Personagem/ Personalidade

Fale! Como você conseguiu se introduzir no meio social, um ambiente que costuma ser restrito, fechado?

Lúcio Brasileiro. Eu tinha o atrevimento da idade, dos catorze anos, estudava no Colégio Cearense, que era de elite. Lá eu conheci alguns sócios do Ideal Clube e do Náutico. Então, através deles, eu tinha um campo. Quando eu chegava no Ideal, tinha o Roberto Fiúza Maia, que hoje é titular do cartório do pai dele, o Pergentino Maia. Tinha o Fernando Sá, o Marcelo Duque. Isso ajudou a fazer as comunicações. Eu entrava mesmo e fim de papo, não queria saber. Nessa idade você pode um não, não pode levar quando já está sedimentado, mas quando ninguém sabe quem é você, pode levar não à vontade, ser expulso da mesa.

Fale! Quais foram suas principais referências, que formataram seu perfil?

Lúcio Brasileiro. Jacinto de Thormes, colunista com seus 80 anos e que pode ser primo legítimo da rainha da Inglaterra, foi minha grande influência. Ele escrevia no Cruzeiro, que meu pai comprava. Seu nome verdadeiro era Manuel Bernardez Muller, de uma família de Santa Catarina. A mãe, Leda Bernardez, que teria tido um caso com o príncipe de Gales durante uma visita dele ao Brasil, era a mulher mais desejada do Rio na década de 30. Eu também sofri muita influência da crônica social de São Paulo, que era da maior categoria. Marcelino de Carvalho, Cornélio Procópio. Essas crônicas eram um verdadeiro espetáculo de estilo. Cornélio Procópio foi chefe de cerimonial do Jânio Quadros, que dava muito trabalho porque não queria usar xampu. Ele ficava com medo de que um piolho pudesse descer numa cerimônia oficial do governador de São Paulo. E tem outro colunista, com estilo fantástico, que se assinava Biba. Ele era filho de um advogado de Sobral com uma paulista de quatrocentos anos, uma Penteado. A Iolanda Matarazzo era prima dele. O Biba morreu solteiro, muito decadente, em 1974. Eu o encontrei num reveillon em São Paulo dois anos antes e tive pena. Viciado em cocaína, que as irmãs não podiam mais financiar, ele ficava pedindo dinheiro a um e a outro. Mas as colunas eram memoráveis, o estilo era maravilhoso. Tinha também o Tavares de Miranda, que escrevia na Folha de São Paulo e tinha um estilo muito elaborado. Antes de ser colunista social, ele era poeta em Pernambuco. Poeta e comunista. Em São Paulo, os amigos dele tiveram um trabalho para que o consulado desse o visto para ele voltar aos Estados Unidos. Também era muito brilhante, mas no final caiu com uma doença degenerativa. Numa entrevista que ele deu na Bahia, me citou como um de seus amigos.

Fale! E quanto ao Zózimo e ao Ibrahim Sued?

Lúcio Brasileiro. O Zózimo fez o que eu já fazia nos anos 50, que era diversificar a coluna e explorar todos os assuntos. Ele foi um grande colunista, mas eu considero o Paco muito mais criativo. Eu trouxe o Ibrahim uma vez ao Ceará e depois ele veio por meio de outra pessoa. Uma época, eu recebi a mulher dele, Glorinha, que era de uma família muito católica de Minas Gerais e veio a Fortaleza para ver o papa. Dona Luísa Távora pediu que eu a recebesse no Cumbuco, numa quarta- feira. Não podia negar nada a ela, até porque ela queria mais bem a mim do que o Virgílio. As pessoas acham que era o Virgílio, mas era ela. No famoso Almoço da Luz, em 1965, a segurança do presidente vetou todos os jornalistas. A dona Luísa perguntou se eu queria ir. Eu disse que sim, principalmente por causa do meu patrão, Manoelito, com quem eu estava meio de ponta na época. Ela disse que eu chegasse vestido com paletó e gravata, fingisse que era um primo dela recémchegado do Piauí e que não sabia nada dessa festa. Cheguei ao meiodia e o segurança me barrou. Fiz tudo como ela disse. O segurança perguntou meu nome e eu respondi: Francisco Cavalcante. Mostrei a identidade e eles foram falar com a dona Luísa. Ela confirmou e eu entrei. O Manoelito e o Sancho foram reclamar com o Virgílio porque eu disse na coluna que tinha sido convidado! O Virgílio disse que não tinha nada a ver com isso. Mas voltando ao Ibrahim, eu estava esperando a chegada da Glorinha. Quando deu meia-noite, ela não chegou. E eu tinha preparado uma lagosta que, se não fosse comida, estragava. Eu chamei o Arialdo, arquiteto e meu vizinho, para jantar. Ele trouxe a famíla, comemos e fomos dormir. A uma hora da manhã, chega a Glorinha Sued com a assessora da Luísa e uma colunista do Maranhão, Maria Inês Cabral. "E agora?", pensei. Eu disse para o motorista do governo ir à mercearia do seu Edivan pedir uma peixada para seis pessoas. Quando voltou, disse que o seu Edivan estava jogando baralho e que não iria fazer a peixada. Eu fui lá e ameacei dizer na televisão que tinha encontrado uma barata na peixada dele. Ele deve ter cuspido dentro da panela, de vingança, mas a peixada estava deliciosa. No jantar, a Glorinha me contou que tinha medo de dizer ao Ibrahim que queria separar-se dele. Tanto que, no dia que foi dizer, ela reservou uma sala na clínica do Ivo Pitanguy, certa de que ele iria bater nela. Eles saíram para jantar e, enquanto ele tomava uma sopinha, ela disse: "Ibrahim, o nosso relacionamento acabou. Vamos separar?". Ele respondeu: "Vamos". Ela teve de telefonar de novo para desocupar a sala.

Fale! Lúcio Brasileiro tem inimigos?

Lúcio Brasileiro. Na verdade, sendo um jornalista de combate, principalmente na televisão, é capaz de acontecer tudo. Eu sou incapaz de dar uma nota para ferir, mas também sou incapaz de dar uma para não ferir, para fazer um elogio gratuito. Em cinqüenta anos, você tem de admitir que deve ter aparecido um ou outro inimigo. O Aldemir Martins disse que no enterro do Tavares de Miranda, que foi o papa do colunismo paulista, tinha oitenta pessoas. Então, eu perguntei: "E quando eu morrer?". O Aldemir disse: "Se eu não vier, vão ser sete".

Fale! Por que você foi morar sozinho no Cumbuco?

Lúcio Brasileiro. Uma vez, eu pedi uma conversa com o doutor Haroldo Juaçaba. Eu fui ao consultório e ele me convidou para jantar na sua casa, que era perto de lá. Jantamos, conversamos, tomamos café e fui deixá-lo no Hospital São Raimundo às seis e meia. Ele me disse: "Lúcio, eu não sou psiquiatra, entendo alguma coisa porque médico tem de saber um pouco de tudo, mas você é intolerável. Você tem de morar numa fazenda porque ninguém te tolera. Você quer mandar nos pratos dos amigos e quer que a sua opinião sobre futebol prevaleça". Eu voltei para casa pensando nisso. Então como eu não tinha fazenda, resolvi ir morar no Cumbuco. Eu gosto muito de conversar comigo mesmo. Como eu gosto de ganhar todas as paradas, se discuto comigo eu sempre ganho.

Fale! Você gosta de cozinhar?

Lúcio Brasileiro. Eu sou guloso. Por sorte, eu tenho um estômago pequeno. Mas vivo de regime. Não tomo café, não almoço nem janto. Não toco em doce, bolo, sorvete ou chocolate. Refrigerante, só diet. Como muito arroz integral. Vinho é uma coisa permanente, mas estou substituindo pela vodka, que álcool engorda menos. Ao invés daquele café da manhã copioso, eu tomo uma canja de galinha passada no liquidificador. No almoço, outra canja com pó de linhaça, que é uma maravilha para baixar o colesterol. Tenho um sono maravilhoso. Como eu durmo só, acordo se um lenço cair. Mas durmo de novo.

Fale! De onde surgiu a idéia de montar um restaurante? Para você, é um negócio, um hobby, uma curtição?

Lúcio Brasileiro. Ninguém monta negócio por curtição. Negócio é para ganhar dinheiro, e eu ganho algum lá. Eu sou um fenômeno de administração. Não existe melhor no mundo. E eu exercito isso no meu restaurante. É também curtição porque, no lugar de eu vir para Fortaleza nos sábados e aguentar essa zorra daqui, eu fico lá.

Fale! O que é in e out em Lúcio Brasileiro?

Lúcio Brasileiro. Eu sei que in sou eu. In e out é uma brincadeira americana do que seja elegante, bonito, simpático. Isso é in. Out significa estar por fora. Um presidente de República in: Castello Branco. Um presidente out: Sarney

Fale! Então você é inérrimo?

Lúcio Brasileiro. Eu sou inérrimo. Não falo mal de ninguém nem quero mal a ninguém. Não peço nada a ninguém. Nada! Eu sou amigo do José Macedo, um dos três homens mais ricos do Ceará. Se eu precisar pedir a ele um sanduíche de queijo, morro de fome. Isso me faz forte com ele. Não apareço na hora da desgraça nem na hora da loteria. Na desgraça não posso fazer nada, vou atrapalhar o trânsito dos médicos. Mas também não apareço na hora da loteria. Passo fome e não peço uma azeitona. Isso é meu, não é mérito. É orgulho. Estou em condições de dar a nota que eu quiser contra qualquer um. Ninguém vai poder alegar que já me ajudou.

Fale! Você tem o hábito de viajar ao exterior anualmente. Como isso começou?

Lúcio Brasileiro. As duas ou três viagens que eu faço são uma forma de compensar os anos que eu não viajei. Eu tinha 40 anos na minha primeira viagem internacional.

Fale! Você tinha medo de avião?

Lúcio Brasileiro. Não tenho medo de nada. Digo que nem o Virgílio: "Medo não digo, doutorzinho, não tenho medo de nada. Receio". Não tenho medo de avião, só tenho medo do que pode ser evitado. Se você me apontar uma faca e eu sei que posso escapar por uma janela, eu pulo. Se não dá, eu fico e espero a morte. Minhas viagens foram uma compensação. A primeira já dizia os meus propósitos, que foi para a China. Em 1978, o País tinha um charme, um mistério. Nós não podíamos dizer que éramos jornalistas, fomos como sociólogos. A China não dava visto para jornalista.

Fale! Mas você elegeu um país em especial, que é a Espanha.

Lúcio Brasileiro. Sabe, a minha grande paixão é a coluna. Se eu noticiar que um amigo ficou doente e, depois, ele melhorar, fico doente. Eu coloco a coluna acima de tudo, ela não pode ser desmentida. Em 1982, eu insisti no jornal O Povo que o Brasil não ia ganhar a Copa, mesmo sabendo que merecia. Torci para que o Brasil perdesse. O torcedor pode ser desmoralizado. O colunista, não. Como o Brasil perdeu, eu adotei a Espanha. Achei que ela tinha sido generosa comigo.

Fale! Você é uma pessoa realizada, mas deve ter muitos projetos. Quais são seus planos?

Lúcio Brasileiro. Só o de sempre, to be happy. Ser feliz. Se eu sei que vou me aborrecer numa reunião, não vou. Se sei que uma comida vai me fazer mal, não como. A única coisa que interessa na vida é ser feliz, o resto é mentira. E tenho um grande trunfo. Tenha a certeza de que, no dia em que eu for rico, serei infeliz. Por isso, não quero ser rico. Na hora em que eu não precisar lutar para ter dinheiro e comprar uma passagem para a Espanha, não vou mais. Lutar faz parte do jogo. Eu sei que a riqueza será minha perdição, minha infelicidade.

Fale! Você se arrepende de não ter tido filhos?

Lúcio Brasileiro. Eu coloquei na contracapa do meu livro, com destaque máximo, que Deus me livrou de dois trastes: casamento e filhos. Eu não podia sentir emoção nenhuma com filhos. Deus sabe o que faz. Se eu estivesse com minha mulher, em suave enlevo, e o filho começasse a chorar, pegava o travesseiro e o matava. Eu quero as pessoas para mim. Para mim! Não pedi para nascer e exijo a melhor vida para mim.

O Jubileu

Fale! Em 50 anos de jornalismo, qual foi o momento que mais te marcou?

Lúcio Brasileiro. Como tudo na vida — e assim o destino dispõe — não tem nada a ver com jornal. O grande momento dos meus 50 anos de jornal foi minha estréia no Theatro José de Alencar com a peça A Ratoeira, de Agatha Christie. O teatro estava superlotado na estréia, com gente até na torrinha. É muito difícil ter gente lá, porque você quebra o pescoço.

Fale! Qual era o seu personagem?

Lúcio Brasileiro. Eles cometeram uma irresponsabilidade técnica. Me deram o papel do protagonista, o detetive que depois se descobre assassino. Foi muito interessante porque eu usava as roupas de frio e chegava com uns esquis que o João Gentil Jr. me emprestava. A peça se passava a oito graus abaixo de zero, era tudo neve. O problema é que estávamos no Ceará, Nordeste brasileiro, agosto, praça José de Alencar e Theatro José de Alencar antes da refrigeração. A maquiagem caía, mas eu resisti firme. O cartaz, que eu coloquei na primeira página do meu livro, era o seguinte: Theatro José de Alencar. Comédia Cearense. Nadir Sabóia. Haroldo Serra. Maria Ester Gentil. Em: A Ratoeira, de Agatha Christie. Com Hiramisa Serra, Ernesto Escudeiro - argentino, não sei que fim levou -, Jório Lertal, B. de Paiva e introduzindo Lúcio Brasileiro, no papel de sargento Trotter! Direção-geral: B. de Paiva. Esse cartaz estava na porta do teatro, no dia 20 de janeiro de 1966. Na estreia, tinha gente saindo pelo ladrão. Para se ter uma idéia, nós não mandamos convite para o Cláudio Martins. Quando ele chegou, exigiu uma cadeira. Colocaram uma extra para ele, na qualidade de homem mais importante da cidade.

Fale! Como a crítica recebeu a peça?

Lúcio Brasileiro. Eles foram generosos comigo, procuraram explorar a minha agilidade mental. Mas eu não sou ator, tanto que nunca fiz mais nada. Eu me contentei com essa peça. Não tinha inspiração, não nasci para isso. Eu convivi, não com atores profissionais, mas com atores experimentados e alguns grandes como Nadir Sabóia, José Maria B. de Paiva, que também dirigiu a peça, Haroldo e Hiramisa Serra, que fizeram papéis deslumbrantes. Eu fiquei na rabeira. Eles não deveriam ter me dado o papel principal, difícil. Até hoje a peça me toca profundamente. E mais: o ruim não é ser esse o grande momento, mas saber que não haverá outro.

Fale! Por que não?

Lúcio Brasileiro. Porque não. O mundo é outro, as circunstâncias são outras, o teatro está com arcondicionado. O Muriçoca, que era o contra-regra, morreu. O seu Afonso, bilheteiro, morreu. Nadir Sabóia morreu. Quando quiseram refilmar O Anjo Azul, perguntaram a Marlene Dietrich o que ela achava da idéia. Ela disse: "Uma nova Marlene se encontra, mas onde encontrar outro Emil Jannings?". A nova Marlene era ela mesma, mas como substituir o Emil Jannings, que fazia o papel do professor? Por isso eu digo que um outro Lúcio Brasileiro se encontra, mas onde encontrar outra Nadir Sabóia?

Fale! Você já publicou alguma nota que, depois, teve de desmentir ou em que cometeu algum erro?

Lúcio Brasileiro. Uma nota que eu escrevi no jornal O Povo em 1963 foi a causa da minha saída. Eu coloquei assim: "Fulano de tal, menor de 20 anos, casou ontem com uma bela jovem da classe média". A família dela ficou revoltada porque achou que classe média era uma coisa pejorativa. E mais: como eu coloquei que ele era menor de 20 anos, disseram que dava a idéia de ter sido um casamento forçado. Eu nunca retifiquei essa nota porque o jornal cortou minha coluna e eu não aceitei. É por isso que eu digo que fui posto para fora.

Fale! E como você avalia sua carreira jornalística, até agora?

Lúcio Brasileiro. Não existe felicidade maior que fazer aquilo que você gosta e te faz feliz. Eu não seria nenhuma outra coisa que não fosse jornalista. A única mágoa que eu tenho é não ser possível viver da profissão. Durante muito tempo, eu tive uma empresa de cerimonial, organizando festas. Ao invés de estar na sala de visitas como colunista, tinha de ficar na cozinha orientando o serviço. Para sobreviver. E você nunca pode achar que não estão pagando o máximo. Estão pagando o que podem pagar. Não se pode pedir um aumento porque não seria justo nem decente.

Entrevista publicada originalmente na revista Fale! - ANOII - Nº 31 (www.revistafale.com.br) 2012.

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