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Papa Francisco leva Igreja ao povo

Jornalista Lisiane Mossmann: A notícia da morte do papa Francisco chegou cedo e me levou direto para a cobertura no site do Correio do Povo. Desde então, sigo atravessada por essa partida. Ainda não consegui sentir tudo o que isso representa. Trabalhei parte do feriadão, mas ontem — por incrível que pareça — finalmente assisti Conclave e, na sequência, um filme sobre a vida de João XXIII, por quem nutro admiração. Fiquei pensando em como o mundo precisa de mais Joãos e mais Franciscos. E agora, mais do que nunca, precisamos de mais Franciscos. Para dar continuidade à ideia de uma Igreja de Saída, próxima do povo, aberta ao mundo. Ele começou seu papado quebrando protocolos — e partiu da mesma forma: com humildade, simplicidade e cercado daqueles que sempre acolheu. É simbólico, não? Falecer logo após a Páscoa, tempo em que celebramos a Ressurreição de Cristo. Há algo de profundamente espiritual nisso — como se sua partida também fosse um convite à renovação, à continuidade de uma missão. Francisco foi, até o fim, alguém que se colocou a serviço. Sua morte nesse tempo litúrgico tão carregado de sentido nos lembra que a fé também é feita de transições. Que há beleza em partir quando se deixa algo vivo — e ele deixa. Um legado de escuta, de compaixão e de esperança. Francisco acolheu as minorias em toda a sua extensão: crianças, povos originários, idosos... Muitas vezes tentou avançar e não conseguiu, em outras, quando esperávamos mais passos, ele parou. Mas ninguém pode negar: viveu até o fim o lema de Santo Inácio — *“Em tudo, amar e servir.”* #papafrancisco #papa #francisco


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