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Entidades e estudantes lamentam morte de Gilmar de Carvalho

Entidades, amigos e estudantes de Gilmar de Carvalho (foto) lamentam sua morte aos 71 anos neste domingo (18) de covid-19:

Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) - Com profunda tristeza, o Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) comunica o falecimento do jornalista, professor e pesquisador Gilmar de Carvalho, 71 anos, ocorrido, em decorrência de complicações da Covid-19. Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Francisco Gilmar Cavalcante de Carvalho era filiado ao Sindjorce desde 1981. Referência nos estudos sobre a cultura cearense, Gilmar influenciou gerações de alunos da Universidade Federal do Ceará (UFC). Seu humor crítico e seu amor pela sabedoria popular são marcas de quem eternizou a relação do cearense com a chuva, na expressão "céu bonito pra chover". Além da eterna saudade, ficam a obra e os ensinamentos do mestre, que vivenciou os encantamentos das gentes do sertão. Gilmar também encantou-se. A diretoria do Sindjorce solidariza-se com familiares, amigos e alunos de Gilmar de Carvalho, rendendo-lhe eterna gratidão. Gilmar de Carvalho, presente! Hoje e sempre, presente! 

Associação Cearense de Imprensa (ACI) - A Associação Cearense de Imprensa (ACI) expressa seu profundo pesar pela perda de Gilmar de Carvalho, que foi sócio da entidade por mais de duas décadas, ocorrida neste domingo (18), em decorrência da Covid-19. Sua dedicação à pesquisa da cultura popular, com vasta produção bibliográfica, e a atuação como professor de gerações de jornalistas são imensas. O legado de Gilmar de Carvalho permanece entre nós. Que Deus conforte amigos e familiares.

Secretaria de Cultura do Ceará - Flores e Amores para Gilmar - A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará) se despede, com muita tristeza, do nosso querido amigo e professor Gilmar de Carvalho. Jornalista, publicitário, escritor e pesquisador, Gilmar faleceu vítima de covid-19 aos 71 anos, ele havia sido internado no último dia 20 de março. “O nosso querido professor Gilmar de Carvalho deixa o mundo órfão de sua inteligência rara. A cultura brasileira perde um de seus mais dedicados colaboradores, e a cultura do Ceará o seu mais competente tradutor", disse em nota, Dodora Guimarães. Também escritor e doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Gilmar é um dos nomes mais importantes da pesquisa em cultura no Brasil. Amigo e querido de todos que fazem cultura no Ceará, a vida de Gilmar foi de entrega e de amor à pesquisa: na escuta dos mestres, nas andanças pelo Ceará, na sua escrita de sentir o mundo, na pesquisa crítica, na boa conversa, na sabedoria, na sua gentileza e generosidade. A Secult Ceará celebra sua vida, querido Gilmar, festeja sua alegria, seu legado, a sua imensa contribuição para a política cultural do Ceará, agradece seu afeto. Em 2020, "O melhor do Patativa do Assaré", livro organizado pelo professor e com a publicação pela Secretaria da Cultura, reuniu 50 poemas de Patativa, e foi lançado, em março, em Assaré, como uma das ações em comemoração aos 111 anos do Poeta. E foram tantos encontros da Cultura com o nosso amigo: seja nas rodas de conversas com mestres da cultura, nas exposições no Museu do Ceará, nos eventos no Theatro José de Alencar e no Sobrado Dr José Lourenço, nas contribuições de pesquisas, nas tantas homenagens que ele rendeu aos artistas e fazedores de cultura. Em 2020, a Comenda Patativa do Assaré foi entregue a Gilmar de Carvalho, mas também ao cineasta Rosemberg Cariry; à cordelista Josenir Lacerda; ao cantor e compositor Raimundo Fagner; e ao pesquisador e escritor Oswald Barroso. “O fato de Patativa ter existido merece muitas festas. Se ele estivesse vivo hoje, acho que ele estaria muito triste, com essa indigência política e com esse país tão maltratado. Temos uma ilha aqui no Ceará, pois temos um governo que não é comprometido com o retrocesso. Que a gente tenha liberdade para falar! Tenho muito medo, porque tive uma ditadura na minha adolescência e não gostaria de ter uma ditadura na minha velhice. Eu me empenho todos os dias em denunciar o que está acontecendo e que não estou satisfeito com isso. A gente pode reverter esse quadro”, disse professor Gilmar, em Assaré. Sua partida está sendo difícil, por aqui todos seguem muito tristes. Muitos foram seus alunos na UFC, outros trazem recordações de conversas bonitas nos corredores da Secult Ceará, muitos lembram dos saberes deixados, das trocas vividas, do tanto que você nos deixou, professor. Sentimos sua falta! Bem que hoje o dia amanheceu "bonito pra chover". Já eram as homenagens. A Secult Ceará te celebra, deseja que você seja bem recebido na sua nova morada e que, na companhia do nosso querido Patativa, os encantados te protejam na sua travessia. Aos familiares e amigos, fica o nosso abraço, nosso conforto nesse momento de dor. Siga na luz, amigo! Obrigada, Gilmar! 

Secretaria de Cultura de Fortaleza -  É com profunda tristeza que a Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor) comunica o falecimento de Francisco Gilmar Cavalcante de Carvalho, neste domingo (18). Autor de mais de 50 livros, Gilmar de Carvalho era escritor, pesquisador da cultura cearense, jornalista e professor, tendo lecionado ao longo de três décadas no curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará, acompanhando e formando gerações de jornalistas e publicitários. Gilmar de Carvalho nasceu em Sobral, em 1949, mas veio para Fortaleza logo cedo, quando tinha apenas um ano de idade. Amante dos livros, encontrou, ainda na infância, o mundo da religiosidade e das tradições populares. Foi curador de diversas exposições e autor de livros com temáticas relacionadas à cultura popular tradicional, como literatura de cordel, xilogravura, poesia popular, rabequeiros, mestres da cultura, entre outras. A sua grande imersão no sertão começou depois da morte de Patativa do Assaré, em 2002. Possui dez títulos publicados sobre a vida e a obra do poeta popular e mais de 50 horas de entrevistas. Estudou ainda Padre Cícero no cordel e na xilogravura. Gilmar de Carvalho era bacharel em Direito (1971) e em Comunicação Social (1972) pela Universidade Federal do Ceará. Mestre em Comunicação Social, pela Universidade Metodista de São Paulo (1991). Doutor em Comunicação e Semiótica, pela Pontifícia Universidade Católica de  São Paulo (1998). Sua tese, intitulada "Madeira Matriz - Cultura e Memória" recebeu o Prêmio Sílvio Romero, da Funarte, em 1999. Também ganhou o Prêmio Érico Vanucci Mendes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Gilmar deixa um grande legado para a Cultura e para a Comunicação do Ceará e do Brasil, sendo eternizado pelas próximas gerações. A Secultfor deseja os mais sinceros sentimentos aos amigos e familiares.

Shopping Benfica - Gilmar de Carvalho era um homem do Interior. Sabia muito sobre a vida dura dos que nascem no Sertão. Não era “amostrado” e andava lento, sempre com livros em suas mãos. Conversávamos quando vinha de sua casa para o Benfica, já aposentado. Era mordaz. Uma vez referiu que um intelectual se apropriou de texto dele. Mostrou o que escrevera e a data. Em seguida, exibiu o do outro. Rimos, os dois. A sua morte é quase o fim de um ciclo de gente que se importa com o detalhe, com as origens e a dura vida dos que ficam longe do mar e sentem, na alma, as dores do seu irmão. Deus sabe. João Soares Neto-Empreendedor".

Presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE) - Lamento muito a perda do professor, escritor e poeta Gilmar de Carvalho. O Ceará perde um intelectual brilhante e eu perco um amigo".

Prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT) - Recebi, com pesar, a notícia de falecimento do professor Gilmar de Carvalho, uma referência em Comunicação e Cultura no nosso Estado. Gilmar contribuiu com a formação de inúmeros comunicadores, foi um dos maiores pesquisadores da Cultura Popular Cearense".

Jornalista Paulo MotaMuitos já contaram suas histórias com o professor Gilmar de Carvalho, então vou aproveitar o climão de domingo à noite pra contar a minha. O primeiro traço seu que me chamou atenção foi a elegância dos gestos e da indumentária, sempre impecável ao descer do táxi no pátio da faculdade. Provei de sua generosidade na vida acadêmica na graduação na UFC e no mestrado na PUC-SP, me dando dicas preciosas pra trafegar pelo labirinto das teses. Já fomos amigos de frequentar nossas casas, mas ultimamente mantínhamos um equilíbrio distante em nossa amizade. Fizemos discretas farras gastronômicas em São Paulo, que ele tanto amava. Às quartas, sempre nos encontrávamos por acaso num café do shopping Aldeota, onde conversávamos do penico à bomba atômica, usando uma expressão em homenagem ao seu humor ferino, cortante e desconstrutor, tão típico do Ceará. Gilmar merece todas as homenagens do mundo e é uma desgraça que tenha sido tragado pela Covid. Vai em paz, Gilmar, só hj já comentei duas vezes aquela sua clássica resposta, quando alguém disse que você mandava na agência de publicidade na qual trabalhava. 

Professor e jornalista Eduardo Freire - O humor refinado sempre foi uma marca do Gilmar. Um amigo da Imprensa Universitária da UFC (onde trabalhei um tempo) me contou que certa vez estava com Gilmar e outros na gráfica e no meio da conversa alguém perguntou: 

- Gilmar, e essa história de que você é gay?

- É porque eu fui criado pelo meu avô... que era manicure...

- Neste dia tirei muitas fotos do mestre, no nosso último encontro, último abraço. Com muito humor e malícia, acabou levando o padre Cícero do Jari, que não teve alternativa senão presentear Gilmar com o santo.

Publicitário Eduardo Odécio Almeida - Professor Gilmar de Carvalho. Um grande amigo que parte. Trabalhamos juntos muito tempo em agências de publicidade e em projetos culturais. Um intelectual, pesquisador e grande defensor das tradições culturais do Ceará. Irônico, inteligente, delicado, um amigo ímpar. Uma perda irreparável.

Jornalista Angélica de Moura - Devo ter inúmeras fotos do professor Gilmar de Carvalho lá em casa, em Fortaleza. Guardo com carinho todas as observações que fez como meu orientador na  tese de final de curso de jornalismo. Para mim é como guardar original de poesia feita à mão por Drummond. Cada um deve reconhecer o tesouro que tem e este eu tenho bem guardado na minha memória.  Num dia como hoje, dia da partida de Gilmar, prefiro pedir emprestado a imagem do quadro que o pintor Fernando França fez pra ele. Retrata bem o magnetismo que ele exercia. Tinha olhos falantes. Com eles,  Gilmar de Carvalho dizia ou omitia quase tudo. A aparente timidez era a fiel guardiã de um mundo interior pulsante, renovador, questionador que nem todos erámos capazes de decifrar. Coisa de gênio. Esta imensa complexidade intelectual só ficava pequena diante da generosidade dele. Era professor, orientador, amigo, psicólogo, conselheiro,  confidente...uma lista interminável de detalhes que cabiam numa alma infinita. Era comunicador autêntico para  todos aqueles que estavam dispostos a se superar; mexia com o interlocutor, transformava, aprimorava, ensinava. De todos os presentes que ele me proporcionou fico com as nossas gargalhadas juntos. Era puro deleite ver como o sorriso dele  se liberava do resto do corpo e expandia felicidade. Não existe um ângulo melhor para reconhecer a nobreza humana. Descanse em paz, Gilmar de Carvalho".

Jornalista Sara Café - Não tive a honra de ser aluna de Gilmar de Carvalho, mas eu fiz um livro reportagem como trabalho de conclusão de curso, que a minha orientadora Lígia Sales me incentivou a fazer. Era sobre a importância do diploma de jornalista. Então, umas das pessoas entrevistadas foi o Gilmar de Carvalho. E dentre coisas jornalísticas falamos sobre cultura cearense. Uma mente brilhante! Boa lembrança!

Jornalista Hermann Hesse Feitosa Alexandrino - Foi meu professor. Uma pessoa linda que costumava dizer que gostava de gente! E isso, só isso, é uma grande lição! Precisamos aprender a ter mais empatia com as outras pessoas, independente da raça, cor, classe social, saldo na conta bancária. Somos gente. Precisamos gostar de gente. Só isso! Gilmar de Carvalho foi um grande professor. É eterno não só pelas aulas, mas pelo exemplo de ser humano! Viva Gilmar de Carvalho!!! A imagem, que recebi num grupo de amigos, é atribuída ao Linkoln (ilustração), do Sistema Verdes Mares. Perfeita. Eu tinha que publicar.


Professor Paulo Elpídio Menezes - A PARTIDA IMPRESSENTIDA DO COLETOR DE ACHADOS E PERDIDOS. GILMAR DE CARVALHO PARTE COM A MESMA  DISCRIÇÃO QUE CULTIVOU A VIDA INTEIRA. Esta foi uma perda considerável. Não cabe em um simples registro de ocasião. Foge ao obituário formal, aos elogios de circunstância. É literalmente uma perda para a Cultura cearense. Foi-se, de leve, ao sopro perverso de uma partida pressentida, o maior e mais talentoso aprovisionador do acervo da nossa memória cultural. Trabalhador intelectual incansável, esquadrinhou os guardados e perdidos da nossa herança dispersa, na música, na poesia dos estros do povo, entre os mestres dos instrumentos de corda, nas aventuras criativas do romance. Um almoxarife incomum, recolhedor de coisas esquecidas, ia pelo impulso de pesquisador no encalço da criação e dos criadores, escondidos pela origem simples das suas vidas. Como caçador de uma arca perdida, valia-se dos poucos vagares para reunir destroços rejeitados e dar-lhes conteúdo e nexo, estudá-los e explicar como passaram a existir. E o fazia como missionário dominado pela sua fé e pela grandeza do desafio sempre renovado. Dos arquivos, das entrevistas por lugares insuspeitados, sertão afora, na interlocução  de artistas que ignoravam o próprio talento e a força da sua inspiração, Gilmar extraía do irrelevante aparente as provas do gênio criativo do homem do sertão. Foi assim que descobriu a palavra, o som e a imagem desses feitores da inspiração.  Ajudavam-no nesta tarefa franciscana, os miúdos de prêmio conquistados, o mecenato do Estado, nem sempre fácil de extorquir para as boas ações inteligentes, e os amigos, mecenas independentes, dolidários e cúmplices. Vagava pelas redações dos jornais, pelos seus recantos de Cultura cada vez mais desertos, em busca de uma voz amiga e da divulgação de uma obra civilizatória pouco reconhecida. Para si, bastavam-lhe os miúdos de professor universitário e a tranquilidade da Maraponga, onde ergueu a sua morada na companhia de uma velha e querida senhora. Coragem não lhe faltou, nem tempo. Encontrei-o muitas vezes dando trato aos seus escritos, com a cumplicidade de Mauro Gurgel e dos seus programadores gráficos. Bolia-se entre eles, como um auxiliar de tipografia, daqueles tempos heróicos que lembravam as aventuras de Gutenberg com seus tipos e a prensa, em Linz. Teria merecido, como poucos, as distinções  dos sodalícios, tão pródigos na celebração das glórias conferidas e tão parcimoniosos no reconhecimento dos talentos invisíveis. A obra de Gilmar de Carvalho foi construída por mãos inspiradas e trabalhadoras. É legado consistente, à espera de quem se disponha mergulhar no caprichoso tecido de um pesquisador cultural só comparável, nos termos que os associa, a Leonardo Mota, Ariano Suassuna e a Câmara Cascudo. Ficam conosco aqueles traços inconfundíveis que identificavam Gilmar; o porte distinto, uma sacola sempre cheia das surpresas gratas que fazia aos amigos. A simplicidade de quem cuidava por desculpar-se por deslizes que não cometera. Atento, afinal aos que ouvem não falta o dom da sabedoria, tinha a palavra e a oitiva precisa sobre as coisas, as palavras e as intenções. Da última vez que nos encontramos, na velha Livraria Cultura da dom Luiz, abriu a sacola, com ares de mistério, trouxe dos muitos guardados de lá, um embrulho de presente, mal dobrado, volumoso. Abri-o com um palpite a acudir-me de pronto. Lá estava, uma edição espanhola, encadernada, do Quijote, objeto recorrente de muitas das nossas conversas perdidas. Por gentileza sua, tenho toda a sua imensa obra publicada. Um tesouro".

Jornalista Jarbas Oliveira -  Hoje Partiu o Querido Gilmar de Carvalho.  Uma tristeza sem fim para a Cultura, Literatura e as Artes do Estado do Ceara, de Fortaleza….Mestre de Várias Gerações, um guardião de Histórias, Memórias e Tradições.
Não sei há quanto tempo nos conhecíamos….Mas ficarão sempre na memória nossos encontros, viagens pelo Cariri. Muitas vezes….Festas, Reisados, Romarias várias….os Almoços na casa/restaurante de Zé de Dedice com muito Pequi e Galinha Caipira e muitas risadas… Um encontro em uma das várias vezes na Casa de Patativa do Assaré….. Não fui seu aluno, ele estava em SP, mas tive o grande Privilégio de ser companheiro de trabalho quando fui professor substituto por cinco anos no Curso de Comunicação da UFC….por várias vezes ficávamos conversando em sua sala ao lado de outra companhia fabulosa, Ronaldo Salgado (Imagina o papo?) Como disse a Angélica de Moura, “ .....Tinha olhos falantes. Com eles, Gilmar de Carvalho dizia ou omitia quase tudo!”. Exatamente….humor ferino, quando solto era de Gargalhadas largas, piadas picantes….. Sempre disposto a ajudar, dar conselhos, dicas…..Me ajudou quando fiquei por mais de 10 dias no Juazeiro do Norte , onde montei um Estúdio para Fotografar os Artesãos em um Projeto conduzido por Dodora Guimarães……e todos o conheciam, admiravam e tinham respeito por Gilmar…O Fotografei algumas vezes…..essas Foto aqui foi para uma matéria para o Jornal Folha de São Paulo…..Mesmo sisudo na maioria do tempo, começamos a contar histórias e soltou várias Gargalhadas…quando aproveitei, claro! Gilmar nos deixa e deixa mais pobre nossa história e nossos saberes já tão difíceis de serem contados e registrados. Que vá em Paz, neste dia lindo pra Chover. Ficará sempre a saudade! 

Jornalista Nerilson MoreiraTRISTEZA - Pôxa, amigo Gilmar. Lamentamos muito pelo ocorrido, pela sua partida prematura... Estamos tristes e sem palavras. Que você descanse em paz junto ao Pai Maior e tantos amigos. Nossa solidariedade e votos de pesar a todos. Estamos desolados com o acontecido. Desejamos que todos, familiares e amigos, encontrem conforto e paz na Fé e no vigor do Amor à Deus. Momento difícil, mas temos que ser fortes, irmanados e determinados para ajudarmos aos demais familiares e parentes que estão sofrendo neste momento de dor. Reiteramos aqui os nossos sentimentos de pesar pela inesquecível perda, vítima dessa terrível covid-19 que já levou tantos. E, aqui, oramos para que Deus o acolha em sua infinita bondade. Que o Nosso Senhor Jesus Cristo conforte os corações enlutados. Estamos, neste momento de dor e choro, sem mais palavras para dizer sobre Você, amigo, um Ser Humano muito querido e amado. Saudades eternas! Vamos continuar com nossas preces e orações. Obrigado GILMAR. Descanse em paz. Fraternalmente em Cristo, Nerilson e Família".

Jornalista Jocélio Leal - Gilmar vive! Viva Gilmar!

Professora Erotilde Honório"Elegia à Gilmar de Carvalho.  Gilmar de Carvalho, o professor, escritor e pesquisador, era um homem “Manso e Humilde de coração”. (O Apóstolo Paulo descreve na Bíblia sagrada, Mansidão como um Dom do Espírito). Gilmar de Carvalho carregava em vida um embornal inseparável, repleto de objetos surpresa, bem ao gosto do sertanejo nordestino. Distribuía com os amigos um livro, um artigo, uma referência rara encontrada num arquivo antigo... Socializava os saberes! Gilmar de Carvalho recolhia nas suas andanças pelas quebradas do sertão as preciosidades vistas e não valorizadas pelos doutos intelectuais.
O que será que Gilmar de Carvalho leva agora no seu embornal?  Na entrada do Céu São Pedro lhe escancara a Porta Celestial. Sem pressa Gilmar oferece ao porteiro uma coleção de cordéis. Do seu jeito bonachão o Santo lhe sorri e indica o caminho já de olho na leitura. Os Anjos mirins o rodeiam e para estes Gilmar oferece os chapéus enfeitados do Reisado. Em seguida os Serafins recebem reco-reco e pandeiros trançados de fitas de todas as cores. Aos Querubins distribui palha de milho e de bananeira, fibra de coco e muitas quengas (pra ritmar a folia), cipó, juta, cera de abelha, palhas de carnaúba, pedras diversas e areia colorida. O propósito é repaginar o Céu com as Alegrias Nordestinas. Gilmar de Carvalho caminha agora pela Alameda Central do Paraíso passos firmes, calmo, olhar atento. Carrega nas mãos espalmadas um embrulho amarrado em cordão cru. Avança com a simplicidade que o marcou na vida terrena. Para. Abre um sorriso e entrega à Virgem Maria, (aquela mesma que salvou Joao Grilo das garras do Inditoso) a Nossa Senhora, a Misericordiosa, uma imensa e alva toalha de labirinto tecida pelos dedos calejados das rendeiras cearenses. Salve Gilmar de Carvalho!" PS: E que fique registrado o meu protesto: A gente devia morrer de morte morrida e não de morte matada pela incúria de autoridades várias que têm por obrigação de usar a Ciência para proteger o povo. Gilmar é mais uma vítima e seu envelhecimento saudável e sua ainda frutífera prestimosidade à esta geração foi abortada.

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Informa site Curuzinho de Mel: - O forrozeiro Dedim Gouveia (foto), de 61 anos, morreu por complicações da covid-19, nesta segunda-feira (19). Ele estava internado no Hospital de Messejana, em Fortaleza há oito dias.  - Última atualização da equipe do cantor Dedim Gouveia, na sexta-feira (16), apontou chances de recuperação. Ele chegou a utilizar oxigênio no tratamento e também a ser transferido para um leito semi-intensivo. - Amigos forrozeiros do artista, como Taty Girl e Nonato Lima comentaram a morte e prestaram homenagem nas Redes Sociais". José da Silva (Dedim Gouveia) nasceu, em Serra da Faísca, em Redenção, no Ceará, em primeiro de março de 1960. Era conhecido como Rei do Xote. Em mais de 40 anos de carreira gravou três LPs, 13 CDs e cinco DVs. Deixa órfãos quatro filhos. Sepultamento - Informa Amon Marques sobre o sepultamento do corpo de Dedim Gouveia: -  Hoje, por volta da meia noite, recebi uma ligação do secretário de Cultura de Fortaleza, Elpídio Nogueira, atendendo

Verdinha vai para 92.5 FM a partir de 5ª feira

A migração da Verdinha AM 810 para Verdinha FM 92.5 será a partir desta quinta-feira (seis de maio). Quem estreia a nova programação voltada mais para o Radiojornalismo é Paulo Oliveira (foto) antes das cinco da manhã. Os ancoras são ainda João Inácio Júnior, Tom Barros, Gleudson Rosa, Silvino Neves, Antero Neto, Daniela de Lavor, Elon Nepomuceno e Rita Damasceno. A Verdinha foi fundada em 16 de julho de 1956 por Assis Chateaubriand. Em 1962 foi comprada por Edson Queiroz, ainda na frequência AM 1.410. Depois mudou para 810 onde permanece até quarta-feira (cinco de maio). Portanto perto de completar 65 anos no ar, a Verdinha migra do AM 810 e para o FM 92.5. Dial - Confira como ficará o dial das 49 FMs da Grande Fortaleza com a migração das AMs, conforme levantamento do site Mídia Cearense: 88.1  (classe C) - Rádio Aratanha de Pacatuba. 88.3  (classe C) - reservado para migrante AM do Eusébio. 88.9  - Jangadeiro FM. 89.3  (classe A4) - Rádio Iracema. 89.9  - 89 FM. 90.3  (classe A2) -