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Laís Souza: deixei a Ginástica Artística devido à falta de reconhecimento financeiro

 A paulista de Ribeirão Preto (SP), Laís Souza, com 34 anos, encerrou a série de convidados especiais do PodSempre de 2023, o Videocast produzido pela Rede de Farmácias Pague Menos. 

Durante sua participação, a ex-atleta compartilhou sua inspiradora jornada de superação para todos os espectadores do programa. Sob a condução de Bruna Thedy, o PodSempre tem como foco uma ampla variedade de tópicos relacionados à Saúde, superação, beleza, qualidade de vida e bem-estar. Esse episódio específico pode ser visualizado no canal oficial da empresa no YouTube ou acessando o link fornecido aqui.

A ex-atleta de 21 anos de carreira, que acumulou experiências em Jogos Pan-Americanos, Copas do Mundo e Olimpíadas na ginástica artística, deu início ao seu videocast compartilhando detalhes de sua infância em um bairro periférico do interior de São Paulo. Naquela época, passava os dias se divertindo com amigos, explorando uma variedade de esportes. Sua mãe logo percebeu sua aptidão especial para alguns deles, o que despertou sua vocação esportiva. 

- Eu que escolhi ir para o ginásio, ir para o esporte, foi legal descobrir o esporte que ao mesmo tempo me tirou da rua. Não que era ruim eu estar brincando na rua, mas hoje quando eu escuto as histórias, um vizinho ou outro está preso, o outro está com drogas, então me tirou desse mundo e eu sou bem grata por ter conhecido o mundo do esporte”, menciona. 

Laís mencionou que, ao ingressar na equipe da Seleção Brasileira, treinava sob a orientação de técnicos russos e ucranianos. Durante esse período, dedicava em média 8 horas diárias ao treinamento e realizava pesagens até 4 vezes por dia. Essa intensa rotina deixava pouco tempo disponível para estudos. 

- O professor tinha que ir até o ginásio e a gente estudava da 13 horas até às 15h30”, finaliza.

Momentos marcantes da sua história como ginasta: A palestrante revisitou alguns dos momentos mais significativos de sua carreira como atleta, destacando um deles em particular: quando conquistou a quarta posição no campeonato mundial de salto sobre a mesa, aos 17/18 anos, na Dinamarca. 

- Eu lembro que tanto de um lado muito legal, quanto do lado ruim, eu estava muito nervosa e a adrenalina sobe muito. Quando as pessoas batem palma, ajuda muito para subir a adrenalina, então para mim, isso era bom. Porém, ao mesmo tempo o atleta está segurando a parte da lesão, com certeza eu estava com algum tipo de dor ou entorse ao longo da semana, sempre tem uma história”, ressalta. 

Além disso, Laís lembra do mundial ao lado de  Daiane dos Santos nos Estados Unidos.

- Parecia que tínhamos ganhado milhões de reais, mas na real, não valeu dinheiro, valeu o esforço que a equipe teve. Na ginástica, diferente do futebol, por exemplo, nós temos uma torcida muito positiva pela sua amiga, a gente se apoia”, pontua. 

Quando indagada por Bruna Thedy sobre sua persistência, Laís compartilhou que ao longo de sua carreira essa questão já lhe ocorreu muitas vezes. Ela acredita que sua motivação advém do que o esporte proporciona, como a competitividade, o constante progresso visível a cada treino e a carga de responsabilidade associada a ele. 

- A minha primeira Olimpíada foi aos 15 anos, em 2004, eu era muito nova, eu tinha noção, mas ao mesmo tempo não tinha também. Depois de muito tempo que eu fui entender eu também estava entre os melhores do mundo”, pontua. 

A atleta sempre teve uma busca intensa pela perfeição, enfrentando não apenas a pressão das Olimpíadas, mas também a expectativa constante de todos ao seu redor. 

- Quando eu era mais velha eu tinha minhas técnicas psicológicas para lidar com a adrenalina do momento. Eu tentava entrar dentro de uma bolha e focar”, enfatiza.

Durante sua jornada profissional de 21 anos, Laís enfrentou desafios médicos significativos, passando por um total de 17 cirurgias. Apesar desses obstáculos, ela encontrou oportunidades para cultivar amizades duradouras, como a que mantém com Daiane dos Santos, uma amizade que perdura ao longo do tempo e é muito importante para ela.

Nova trajetória no esqui aéreo: Durante o PodSempre, Laís compartilhou sua decisão de deixar a ginástica para se dedicar ao esqui aéreo. Ela mencionou que, apesar das projeções positivas na ginástica, o retorno financeiro não era satisfatório. Mesmo com as conquistas e a perspectiva das Olimpíadas, ao final de sua carreira, ela se viu sem recursos financeiros, sem casa e incerta sobre seu futuro. Foi esse momento de dificuldade que chamou a atenção da Confederação Brasileira de Esportes na Neve, levando ao convite para ingressar no esqui. 

- Eu fiquei em uma fase muito deprimida porque não sabia o que eu queria fazer, justamente porque eu não tinha dinheiro nenhum, então eu fiz 21 anos de trabalho e ainda tinha que trabalhar porque não tinha nada”, refez. 

Ao aceitar fazer parte da equipe de esqui, a ex-atleta teve que se mudar para o Canadá. 

- Eu sabia que não ia seguir, que depois da Olimpíada eu ia parar, eu tinha isso em mente. É um esporte que dá muito medo”.

Sobre o acidente: A Olimpíada estava a apenas uma semana de distância quando ela decidiu fazer um treino de velocidade e freio com sua amiga nas montanhas. Quase no final do treino, a ex-atleta virou-se para falar com sua amiga e, nesse momento, perdeu o controle. 

- Ela não viu o que aconteceu. O meu técnico não viu o que aconteceu. O meu cérebro apagou o que tinha acontecido. Eu simplesmente  virei a cabeça para falar com minha amiga e, quando eu voltei, apagou tudo. Eu lembro que depois de alguns segundos eu fiquei desmaiando e voltando. Eu pedia ajuda em inglês para o meu técnico. E depois de uns 45 minutos chegou o resgate que me tirou da montanha”. Laís ainda menciona que acha que só conseguiu sobreviver pela saúde de atleta que tinha. 

Durante um período de mais de um ano e meio em acompanhamento hospitalar, a palestrante realizou seu tratamento em Miami, nos Estados Unidos. Ela compartilhou as inúmeras dificuldades que enfrentou ao tentar se desvencilhar do respirador, comunicar-se ou até mesmo permanecer sentada. Após recobrar a consciência do acidente, Laís descreveu que estava desorientada, sem compreender plenamente a situação, ciente apenas de sua incapacidade de realizar movimentos.

- Eu não sabia o que era tetraplegia, não sabia o que as pessoas cadeirantes passavam. Eu tive que estudar uma cartilha para entender essa nova Laís Souza. Depois de um ano que caiu minha ficha. Hoje, eu não tenho o movimento do corpo, mas eu dou movimento para ele”, pontua.

Quando retornou para casa depois de um ano no hospital, a palestrante revelou ter passado por um período inicial de grande revolta. Até hoje, há momentos em que ela aceita o que aconteceu e outros em que ainda luta para aceitar. 

- Hoje não existe no Brasil um carro que sai de fábrica adaptado. Não é barato. A minha cadeira de rodas foi 14 mil reais. Tem muito o que mudar para pessoas com deficiência”, pontua. 

Caso de abuso após o acidente: Laís compartilhou que se sente vulnerável durante o sono, contrastando com sua capacidade de se expressar e direcionar as coisas quando está acordada. Ela expressou confiança na equipe atual, mas revelou experiências dolorosas, incluindo um incidente em que uma mulher tentou beijá-la enquanto ela tentava dormir, enquanto estava medicada para dormir, o que a deixou em uma situação vulnerável. Além disso, mencionou ter sido vítima de abuso por parte de dois homens, os quais a agrediram sexualmente, e por muito tempo não teve coragem de falar sobre esses traumas. 

- Eu não contei para ninguém. Eu tinha medo. Eu preferi não denunciar naquele momento, só depois”, reforça. 

Quebrando Tabu: A influenciadora e palestrante compartilhou que percebeu sua bissexualidade após encerrar sua carreira na Ginástica. Foi nesse período que ela reconheceu sua atração por homens e mulheres. Abordando um tabu sobre sexualidade em relação a pessoas com deficiência, a palestrante afirmou abertamente que mantém uma vida sexual ativa, incluindo orgasmos, e que alcançou. 

- Eu sempre fui uma pessoa muito sexual e foi uma das minhas preocupações também e foi onde descobri diferentes formas de sentir prazer”, finaliza. 

Sobre as Farmácias Pague Menos e Extrafarma: A Rede Pague Menos e Extrafarma é a segunda maior rede de farmácias do Brasil, presente nos 26 Estados da Federação e no Distrito Federal. A companhia conta com aproximadamente 1.648 lojas, distribuídas em mais de 400 municípios, com cerca de 25 mil colaboradores, além de uma plataforma omnichannel, que possibilita ao cliente comprar como quiser e receber seus produtos onde preferir. Líderes nas Regiões Norte e Nordeste, a Pague Menos e Extrafarma são hoje o Hub de Saúde da população brasileira, com mais de mil unidades do Clinic Farma em todas as regiões do país


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