As desigualdades de gênero têm repercussões econômicas e sociais que tornam as mulheres mais vulneráveis ao tráfico de pessoas. O alerta foi feito pela procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Nilce Cunha Rodrigues, durante o Workshop em Migração e Tráfico de Pessoas, realizado nesta sexta-feira, 4 de maio, em Fortaleza, pela Escola Superior do Ministério Público do Ceará (ESMP). Como resultado das desigualdades de gênero, as mulheres, lembrou Nilce, são mais afetadas pela pobreza e, consequentemente, pela falta de acesso a trabalho, moradia e alimentação. “O tráfico de pessoas só existe onde há desigualdades sociais e a situação de vulnerabilidade torna mais fácil que uma pessoa seja aliciada”, concluiu a procuradora. Ao lado das mulheres, os refugiados formam outro grupo representativo entre as vítimas do tráfico de pessoas no mundo. Obrigados a deixarem o país de origem por questões políticas, econômicas e guerras, os refugiados ficam suscetíveis ao aliciamento para trabalhos ...