Hoje, a partir de 18h30, a noite do 21º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema inicia com homenagens a personalidades consagradas do audiovisual: o cineasta Eduardo Coutinho e o gestor público de Cultura José Carlos Avellar. Após a entrega do Troféu Eusélio Oliveira o público presente assistirá ao longa-metragem do cearense Petrus Cariry, “Mãe e Filha”, que participa da Mostra Competitiva Ibero-americana junto com o filme “Pássaros de Papel”, do diretor espanhol Emilio Aragón.
Até a próxima terça-feira (14), serão realizadas exibições diárias gratuitas de filmes em longa e curta metragens – em uma ampla programação de mostras competitivas e paralelas. O Cine Ceará será encerrado na noite da próxima quarta-feira, dia 15, com a solenidade de premiação dos vencedores do Festival. Ao longo dos próximos dias, o público cearense e convidados internacionais e nacionais do universo do audiovisual irão desfrutar de um dos festivais de cinema mais consagrados do País. O Festival acontece pela primeira vez em duas sedes e traz o tema “Religião e Religiosidade no Cinema”, homenageando os 100 anos de emancipação política de Juazeiro do Norte, conquistada por meio do trabalho social, religioso e político realizado pelo Padre Cícero na região do Cariri, sul do Ceará. A programação terá entrada gratuita em Fortaleza, entre os dias 9 a 14 de junho. Em Juazeiro do Norte, o Cine Ceará acontece até o dia 16 de junho, no Memorial Padre Cícero e no Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri, com uma parte da programação de Fortaleza.
O evento leva ao público cearense mais de 100 (cem) produções de cinema e vídeo brasileiras e ibero-americanas, promovendo o intercâmbio entre profissionais de audiovisual e abrindo espaço aos novos talentos da área. O Cine Ceará promove durante sua programação as Mostras Competitivas de Curta e Longa metragem e ainda seminários, oficinas e mostras especiais, além de homenagear profissionais e personalidades de renome nacional e internacional na área do audiovisual.
A lista de longas-metragens selecionados para Mostra Competitiva é composta por nove produções, todas inéditas no Brasil, sendo três nacionais: “O coro”, de Werner Schumann, escolhido como filme de abertura do festival; e dois filmes cearenses, “Homens com cheiro de flor”, de Joe Pimentel; e “Mãe e filha”, de Petrus Cariry. A Espanha traz o único documentário em competição e um longa de ficção junto com Colômbia, Cuba, Argentina e México, países com produções selecionadas para concorrer ao Troféu Mucuripe nas categorias Direção, Fotografia, Edição, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator e Atriz. O vencedor da categoria de melhor longa será premiado com o Troféu Mucuripe e o valor de US$ 10 mil (dez mil dólares).
Em uma exibição especial, fora da Mostra Competitiva, o longa “Na quadrada das águas perdidas” (ficção), de Wagner Miranda e Marcos Carvalho, encerrará o Cine Ceará. O filme traz o ator Matheus Nachtergaele como protagonista. Também será feita uma exibição hors concours de “Os Últimos Cangaceiros”, primeiro documentário em longa metragem sobre o cangaço, filme dirigido por Wolney Oliveira. Além das exibições especiais do média-metragem “Fca Carla”, do diretor Natal Portela, com atuação de Ney Matogrosso e Elke Maravilha; do longa do diretor Geraldo Damasceno, “Poço da Pedra”; e do filme “O Auto da Camisinha”, de Clébio Ribeiro, com os atores Chico Anysio, Carri Costa e Gero Camilo.
Já a Mostra Competitiva de Curta Metragem, com produções nacionais, contará com 12 títulos selecionados após a avaliação dos 309 inscritos, dos quais dois são do Ceará, três de São Paulo, dois do Rio de Janeiro, dois do Paraná, um de Minas Gerais, um do Rio Grande do Sul e um de Goiás. Os curtas disputam o Troféu Mucuripe nas categorias Melhor Curta, Direção, Roteiro, Produção Cearense e Prêmio da Crítica.
Mostras Paralelas
O 21º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema também promove mostras especiais. Ao longo da programação, são realizadas a Mostra Estela Bravo, com filmes da documentarista norte-americana; a Mostra Eduardo Coutinho, com seis longas do cineasta; a Begidarak: Olhares ao Cinema Basco; e a Mostra do 25º Aniversário da Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV) – Cuba, com curta-metragens produzidos por cineastas que passaram pela Escola. Também ocorre a exposição Um Pouco de Cuba, composta por fotos de Ovídio Gonzalez Hernandez, além das mostras “O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece”, “Melhor Idade” e “Olhar do Ceará”, esta última composta pelos curtas que não foram selecionados para a Mostra Competitiva deste ano.
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