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| FHC com Tasso Jereissati |
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| Na foto de André Lima, FHC entre André Montenegro e Marcos Novaes |
O sociólogo e cientista político apontou “acertos” do atual governo, que continua aumentando o crédito e estimulando o consumo, mas acrescentou que estas ações não podem ser praticadas isoladamente, deixando de lado o controle da inflação, o equilíbrio do Banco Central e os investimentos de que a economia precisa.
A falta desta ação conjunta tem levado o Brasil a cair na chamada “armadilha do baixo crescimento” que, de acordo com FHC, só poderá ser revertida se houver competência por parte dos governantes para que sejam tomadas as medidas urgentes. Parte dessas medidas está ligada às reformas (tributária, trabalhista, política), que embora não passem facilmente pelo Congresso, oferecem alternativas que resolvem alguns pontos cruciais.
“Sei das dificuldades de se fazer reforma nesse país, onde não se reforma nada sem uma decisão firme da presidência da República e sem apoio do Congresso, mas há mecanismos que podem passar”, sugere. FHC diz ainda que, se não é tão fácil propor uma reforma trabalhista, por exemplo, não se pode impedir que sindicatos patronais e trabalhistas façam acordos para garantir certa flexibilidade nas leis.
Sistema político desacreditado
Outra questão abordada pelo ex-presidente, segundo ele a mais importante do debate, foi o sistema político brasileiro, que está amplamente desacreditado devido à ineficiência, à corrupção e ao distanciamento entre políticos e eleitorado. “Hoje em dia, eleição é compra de voto”, lamentou FHC, defendendo a proibição de doação de empresas privadas para vários candidatos. “O processo é corrupto em si mesmo”, avalia.
Como sugestão para que o Brasil volte a crescer, Fernando Henrique defende, em primeiro lugar, a necessidade de se dialogar com a sociedade, que tem sede de participar das decisões. “Não se governa um país como o Brasil sem a capacidade de falar com o Brasil, com o Congresso e com o mundo”, argumentou. Em segundo, FHC afirma que é preciso restabelecer a confiança na política e economia nacional por parte dos investidores; e, por último, é necessário fazer uma “auditoria” para se verificar a real situação do país.
FHC elogiou a iniciativa dos realizadores do Brasil em Debate, afirmando que eventos como esse garantem a participação da sociedade nas decisões e são a prova de que os brasileiros estão atentos aos desafios.
Marcos Novaes, presidente da Coopercon-CE, reforçou em seu discurso de abertura, a importância de reunir a sociedade civil para discutir os rumos do País e cobrar melhorias. “Para o setor da construção civil, um dos principais motores do crescimento da economia brasileira, é impossível seguir em um cenário sem previsibilidade e confiança”, aponta.
O presidente do Sinduscon-CE, André Montenegro de Holanda, também destacou a importância do evento:"Acreditamos que somente em um debate de ideias podemos nos aprofundar nos rumos que o Brasil está seguindo. Precisamos reforçar o papel do setor da construção civil perante o cenário político nacional, por isso a realização deste evento é feita de forma estratégica, visando fomentar novas ações".
O próximo Brasil em Debate está agendado para o dia 27 de novembro, e trará para Fortaleza o economista Eduardo Giannetti, que lidera a equipe econômica da candidata do PSB à presidência da República, Marina Silva.
(VSM Comunicação)


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