Petroleiros de todo o Brasil farão amanhã ato nacional com paralisações e atrasos na produção em defesa da vida, marcando o início da campanha reivindicatória da categoria. Além disso, eles reivindicam mais investimentos em saúde e segurança e aumento real de 5,5%.
O estopim dessa mobilização foi a morte de um petroleiro da Refinaria de Manaus, Antonio Rafael Santana, de 26 anos, vítima de uma explosão que deixou seu corpo com 75% de queimaduras no último dia 16, falecendo quatro dias depois.
Em Fortaleza, os petroleiros irão se concentrar a partir das 6h30 em frente à Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor) e seguirão para o Edifício Manhattan às 9h, onde se encontra uma parte administrativa da Petrobras.
Para o presidente do Sindicato dos petroleiros do Ceará e Piauí (Sindipetro CE/PI), Oriá Fernandes, é preciso uma união dos trabalhadores para acabar com os acidentes de trabalho no setor. “Os petroleiros precisam se posicionar e escolher de que lado estão, se na luta por segurança ou sendo conivente com as gerências que colocam em risco as nossas vidas, como fizeram com Antônio Rafael”, disse.
No dia 18 de julho, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) denunciou ao Ministério Público do Trabalho que as refinarias estão trabalhando com carga máxima, muitas vezes acima da capacidade para a qual foram projetadas.
Serviço:
Manifestação Nacional dos Petroleiros
Local:
Lubnor às 6h (Avenida Leite Barbosa - Mucuripe); e Edifício Manhattan (Avenida Santos Dumont, 2122), às 10 horas.
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