Nem todo domingo é abençoado
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O exercício da cidadania nos impulsionou a exercê-lo quando o Brasil se voltou para as eleições de presidente, governador, senador, deputados federais e estaduais no último domingo. Claro que padecemos de uma crise de líderes. De indecisão. Os três principais candidatos à presidência da República, por exemplo, chegaram ao final com um visual de desconfiança e fragilidade para os eleitores. As pesquisas viram e mexem, são manipuladas ou são confiáveis? Revelam decisões ou indecisões do eleitor? Atingem realmente a cifra dos indecisos? Do voto em branco?
Nestas pesquisas a presidente Dilma, apesar das notícias de corrupção na Petrobras, envolvendo direta ou indiretamente, seu nome, pouco foi atingida. Até que ponto o fato refletiu entre os eleitores que ela adora cultivar: os menos escolarizados ou mesmo analfabetos? Eles querem as esmolas do governo, e Dilma garante isso em toda a sua campanha. Assim ela veste-se de otimismo, mantém um sorriso farto e não dá bolas para as classes A e B. Nada acontece.
As pessoas foram às urnas munidos da indecisão que aflige e entristece. Não sabiam em quem votar para comandar este país, trazendo motivação e fé. E bem sabemos que 2015 será um ano difícil para a economia já estagnada, com inflação em alta e juros elevados. Mais que nunca estamos precisando de um estadista com credibilidade, respeito, competência e confiança para recolocar o país nos trilhos, motivando-nos ao cultivo da paz, do trabalho, do crescimento, da prosperidade.
Desejávamos votar em um candidato legislando sobre programas ou projetos de soerguimento da educação. É analisando as ações dos países que alcançaram elevados índices de desenvolvimento econômico e social que identificamos a razão principal de seus avanços: todos tinham e têm uma boa base educacional, científica e tecnológica. Mas, este candidato não existiu.
Desejávamos votar em um candidato que assumisse o compromisso de respeito ao uso do dinheiro público, otimizando a sua aplicação. Um candidato empenhado em colocar o jovem em escolas que alimentassem seus desejos de crescer como um estudioso, um inquieto pesquisador. Que garantisse sua formação integral, enriquecendo sua escalada de um homem nascido para ter Deus no coração e amar ao próximo como a si mesmo.
Um candidato comprometido com a formação e valorização dos professores, incentivando seu trabalho e sua missão via ofertas de cursos, eventos e alta dosagem de autoestima, além é claro do salário digno e a convivência com um bom ambiente de trabalho, bibliotecas, laboratórios, não esquecendo o esporte e a arte. Mas, este candidato não apareceu. É lembrar sempre Rui Barbosa, o político, o escritor, o jurista e sábio: “mas, se a sociedade não pode igualar os que a natureza criou desiguais, cada um, nos limites da sua energia moral, pode reagir sobre as desigualdades nativas, pela educação, atividade e perseverança”...
Lêda Maria
lmfsouto1@gmail.com Jornalista do O POVO

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