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| Foto: Diego Bresani/Divulgação |
A temática nasceu durante sessões de improvisação abertas que os artistas vinham realizando como parte de uma pesquisa sobre processo de criação. Foi surgindo nos dois o desejo de falar sobre como e quando se começa a envelhecer, quando o corpo começa a não realizar atividades que antes eram simples. "Meu próprio corpo é reflexo disso. Voltar a dançar, após vinte anos fora dos palcos, período em que atuei como diretora e coreógrafa, foi uma redescoberta e um aprendizado sobre esse novo corpo, que também envelhece a cada dia”, explica a coreógrafa e pesquisadora Giselle Rodrigues, que dirige a companhia BaSiraH, em Brasília.
No palco, elementos do teatro e da dança se fundem resultando numa dança contemporânea mais dramática e teatral. A coreografia ampliada pela oralidade. O verbo em corpo mais potente. “Desde o princípio do processo, buscamos dar ênfase a uma composição que primasse pelo detalhe, pela sutileza e pela abordagem poética de pontos difíceis e até tabus sobre o processo de envelhecer. Como contraponto, procuramos dar uma poeticidade surgida de um trabalho com a palavra que nasceu do improviso, gerando textos presentes no espetáculo”, afirma Édi Oliveira.
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| Foto: Diego Bresani/Divulgação |
Na capital cearense serão duas apresentações para o público em geral, no sábado e domingo, dias 3 e 4 de março, às 20 horas, com bilheteria a preços populares: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Na sexta-feira, 2, o projeto é voltado para a formação de plateia, sob a mediação do arte-educador brasiliense Glauber Coradesqui. Esta sessão será gratuita e direcionada a alunos de escolas e universidades públicas, grupos de idosos e de pessoas surdas. Todas as apresentações serão seguidas de um bate-papo com os artistas. Está previsto ainda, no sábado pela manhã, um encontro dos diretores e intérpretes do espetáculo, Giselle Rodrigues e Édi Oliveira, com artistas locais possibilitando uma troca de experiências. Todas as atividades contam com uma intérprete em libras, ampliando e viabilizando o acesso de surdos.
Giselle Rodrigues
Coreógrafa e bailarina, mestre em Artes pela UnB – Universidade de Brasília, foi bailarina do Endança nas décadas de 1980/1990. Fundadora do Basirah Núcleo de Pesquisa em Dança Contemporânea em 1997, dirigiu o grupo por 15 anos. Atualmente é professora do Departamento de Artes Cênicas da UnB e transita nas áreas de dança e teatro como diretora, coreógrafa, provocadora e preparadora corporal. Em 2014 foi selecionada pelo edital Rumos Itaú com o projeto AISTHESIS.
Édi Oliveira
Graduado e Mestrando em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília, ator, bailarino, coreógrafo, professor de dança e fundador e diretor artístico do dançapequena – Grupo de Dança Contemporânea desde 2000. Dançou na Anti Satus Quo Cia. de Dança, de 1996 a 1998, e integrou o BaSiraH – Núcleo de Pesquisa em Dança Contemporânea, a partir de 1999.
Serviço
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| Foto: Diego Bresani/Divulgação |
Onde: Teatro Dragão do Mar (Rua Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema)
Quando: Dia 2/3*, às 16 horas - Sessão gratuita de formação de plateia (*para público específico)
Dias 3 e 4/3, às 20 horas Quanto: R$ 10 (inteira) / R$ 5 (meia)
Classificação indicativa: 12 anos
Ingressos: na bilheteria do teatro
Fotografia: Diego Bresani
Ficha técnica
Concepção, direção coreografia e interpretação – Giselle Rodrigues e Édi Oliveira
Colaboração artística – Kênia Dias e Marcelo José
Desenho de Luz – Dalton Camargos e Moisez Vasconcellos
Cenário e figurino – Roustang Carrilho
Trilha Sonora – Tomás Seferin
Design Gráfico – Maíra Zannon / Ilha Design
Arte-educador - Glauber Coradesqui
Interprete em Libras - Isah Messias
Produção executiva – Naná Maris Produções Culturais
Produção local –D* Projetos Culturais
Cobertura fotográfica local - Robson Melo



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