O Blog recebeu e divulga artigo de Cássio Borges:
"Caros Confrades da Academia Cearense de Engenharia
Envio-lhes o artigo de minha autoria intitulado PROTEÇÃO AO BAIXO JAGUARIBE publicado em 7 de março, no Jornal O Povo. Tenho sido reservado nas minhas opiniões com respeito às questões hídrica do estado do Ceará, especialmente nos erros que se vem cometendo aqui desde o advento da construção do Açude Castanhão, em 1985. A reportagem publicada nas Páginas Azuis desse Jornal no último dia 5 com a engenheira Zita Timbó, me deu a convicção de que em 2009 (não foi nenhuma chuva excepcional, diga-se de passagem) que aquele açude esteve seriamente ameaçado de rompimento. Será que a sociedade não deve saber o que houve? O que disse a doutora Zita nesse jornal a este respeito na aludida reportagem?
Tenho o máximo respeito e admiração para com a Dra. Zita mas a especialidade dela é “construção de barragem”. Nisto, ela é extremamente competente. A construção de uma barragem é única, é uma obra isolada no meio de um rio, seja ele de grande ou de pequeno porte. Mas em 2009 houve uma cheia, não tão de grande proporção como a de 1974 ou a de 1985. Falando sobre as fissuras que surgiram na parede do Açude Castanhão, ela disse na referida entrevista: “O Castanhão já passou pelas duas coisas sem maiores problemas, porque as barragens do Dnocs são muito bem feitas. Ela se referia ao ”esvaziamento rápido” que a barragem foi submetida na cheia de 2009 (eu suspeitava, mas não tinha a certeza). Ela afirmou isto para dizer que barragem passou ilesa por este teste (?) de segurança. Mas, eu pergunto: Porque fazer esse teste no momento em que a barragem estava com super-super acumulação de água? “Da altura de um prédio de 33 andares”, disse a Dra. Zita. Porque esvaziar, perigosamente, a barragem de maneira repentina? Em razão de que? Por que correr este risco? Teria sido apenas para detectar a sua segurança que resultou numa inundação inesperada e abrupta no Baixo Jaguaribe? Foi detectado algum problema na obra? Qual foi a real razão e a necessidade deste teste? Teste? Não acredito.
Mais cedo ou mais tarde enchentes como as de 1974 e 1985 irão se repetir. Será que a referida obra as suportaria? Vejam que a de 2009 foi de apenas 8 bilhões de m³, enquanto as de 1974 e 1985 foram de 17,7 e 19,9 bilhões de m³. São volumes d´àgua imensos para serem amortecidos por um “volume de espera” de apenas 2,3 bilhões de m³...
Atenciosamente, Cássio Borges"
Envio-lhes o artigo de minha autoria intitulado PROTEÇÃO AO BAIXO JAGUARIBE publicado em 7 de março, no Jornal O Povo. Tenho sido reservado nas minhas opiniões com respeito às questões hídrica do estado do Ceará, especialmente nos erros que se vem cometendo aqui desde o advento da construção do Açude Castanhão, em 1985. A reportagem publicada nas Páginas Azuis desse Jornal no último dia 5 com a engenheira Zita Timbó, me deu a convicção de que em 2009 (não foi nenhuma chuva excepcional, diga-se de passagem) que aquele açude esteve seriamente ameaçado de rompimento. Será que a sociedade não deve saber o que houve? O que disse a doutora Zita nesse jornal a este respeito na aludida reportagem?
Tenho o máximo respeito e admiração para com a Dra. Zita mas a especialidade dela é “construção de barragem”. Nisto, ela é extremamente competente. A construção de uma barragem é única, é uma obra isolada no meio de um rio, seja ele de grande ou de pequeno porte. Mas em 2009 houve uma cheia, não tão de grande proporção como a de 1974 ou a de 1985. Falando sobre as fissuras que surgiram na parede do Açude Castanhão, ela disse na referida entrevista: “O Castanhão já passou pelas duas coisas sem maiores problemas, porque as barragens do Dnocs são muito bem feitas. Ela se referia ao ”esvaziamento rápido” que a barragem foi submetida na cheia de 2009 (eu suspeitava, mas não tinha a certeza). Ela afirmou isto para dizer que barragem passou ilesa por este teste (?) de segurança. Mas, eu pergunto: Porque fazer esse teste no momento em que a barragem estava com super-super acumulação de água? “Da altura de um prédio de 33 andares”, disse a Dra. Zita. Porque esvaziar, perigosamente, a barragem de maneira repentina? Em razão de que? Por que correr este risco? Teria sido apenas para detectar a sua segurança que resultou numa inundação inesperada e abrupta no Baixo Jaguaribe? Foi detectado algum problema na obra? Qual foi a real razão e a necessidade deste teste? Teste? Não acredito.
Mais cedo ou mais tarde enchentes como as de 1974 e 1985 irão se repetir. Será que a referida obra as suportaria? Vejam que a de 2009 foi de apenas 8 bilhões de m³, enquanto as de 1974 e 1985 foram de 17,7 e 19,9 bilhões de m³. São volumes d´àgua imensos para serem amortecidos por um “volume de espera” de apenas 2,3 bilhões de m³...
Atenciosamente, Cássio Borges"
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