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| Foto: Prefeitura de Caucaia |
O crescimento é de 181% em apenas um semestre. Algo fundamental para uma população usuária do sistema público de saúde quase que na sua totalidade. Estudo da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) indica que 93% dos caucaienses não têm plano de saúde. Ou seja: são pessoas que obrigatoriamente buscam algum equipamento da Prefeitura quando estão doentes ou sofrem algum acidente.
“Eu tenho andado muito pela Jurema e nunca ouvi reclamação do atendimento da UPA. Além de deixar a gente feliz, isso faz a gente ter certeza de que tomou a decisão certa pra retomada da construção dela. O que a gente pagou pra conclusão dessa UPA não foi um gasto. Foi um investimento. E um investimento importantíssimo”, avalia o prefeito Naumi Amorim.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Jurema tem cerca de 130 mil habitantes. É o segundo distrito mais populoso de Caucaia. Só tem menos moradores do que a Sede, cuja população é de aproximadamente 165 mil pessoas. A UPA da Jurema beneficia diretamente, portanto, a 36% de todos os 360 mil moradores do município.
Gente que antes de a unidade começar a funcionar só tinha duas opções: deslocar-se ao Centro de Caucaia ou ao Parque Soledade, onde ficam a UPA Luiz Nerys Nunes de Miranda e o Hospital Municipal Abelardo Gadelha da Rocha, ou procurar atendimento em municípios vizinhos, notadamente em Fortaleza.
“O marco de 400 atendimentos por dia já é importante. Mas a tendência é aumentar ainda mais. Nós estamos na iminência de ofertar serviços que hoje não dispomos. Isso vai ‘segurar’ na UPA da Jurema pacientes que atualmente precisamos encaminhaar para outros espaços”, pontua o secretário municipal de Saúde, Moacir Soares.
Diretor geral da UPA da Jurema, o psicólogo Marcelo Góis credita o aumento no número de atendimentos ao fato de a população cada vez mais conhecer o trabalho desenvolvido na unidade. E a qualidade desse serviço. “A gente está com uma reputação boa de atendimento. Acaba, então, que as pessoas nos procuram mais. Mas existe também uma questão temporal”, explica.
De janeiro a abril, é comum o movimento aumentar nas unidades de saúde. Trata-se da chamada “temporada das viroses”. “Isso acontece todo ano. Mas de toda forma nossa meta é fazer uma média de 350 atendimentos por dia após esse período das arboviroses. É o que rege a portaria que qualifica as UPAs como Porte 3”, acrescenta o diretor geral.
Marcelo Góis refere-se ao documento expedido pelo Ministério da Saúde no fim de março deste ano no qual ministro Ricardo Barros eleva a UPA da Jurema ao Porte 3, o maior nível de classificação. Desta forma, a unidade passa a receber repasse anual de R$ 3 milhões - ou R$ 250/mês - do Governo Federal para manutenção.
A UPA funciona ainda com recursos próprios da Prefeitura de Caucaia e contrapartida do Governo do Estado. Além disso, aguarda parecer do Ministério da Saúde sobre a possibilidade de receber outro repasse federal anual de R$ 3 milhões. A verba seria fruto de mais uma qualificação dos trabalhos.
A inspeção com técnicos ministeriais ocorreu em 31 de janeiro. “A demanda está muito grande. Mas a gente está trabalhando para que a espera seja a mínima possível. Para que tudo continue andando bem, como está andando até agora”, finaliza Marcelo Góis.
Por plantão de 24 horas, por exemplo, a UPA da Jurema dispõe de nove médicos. Conta com 15 leitos de observação, um de isolamento e três na Sala Vermelha, para casos de maior gravidade.

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