Por Carmen Pompeu
“O Brasil é muito complexo. Não é para amadores como o Bolsonaro, que nunca administrou nenhuma bodega”, diz a irmã de Ciro Gomes (PDT), Lia Gomes. Médica, ela faz sua estreia, em outubro deste ano, na disputa partidária. Concorrerá a uma vaga na Assembleia Legislativa do Ceará, levantando bandeiras como a questão da mulher e da educação. Percorre, assim, o mesmo caminho trilhado pelos irmãos Ciro, Cid (ex-governador do Ceará) e Ivo (atual prefeito de Sobral).
A fala é uma referência ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas de intenção de voto para presidente, no cenário em que o ex-presidente Lula não é candidato. E foi feita em resposta a uma pergunta sobre o temperamento forte de Ciro.
“O que ele (Ciro) tem que a gente poderia chamar de defeito é a paciência que é um pouco curtinha. Mas isso não invalida, de jeito nenhum, o caráter dele, a experiência, a vontade que ele tem de mudar o Brasil. E, digamos, o Brasil está até precisando de uma pessoa com a paciência curta para a corrupção, para esses desmandos todos, que andam acontecendo nesses últimos anos. Vai ser até bom”, analisou Lia.
A foco da imprensa na “falta de paciência” também tem sido uma preocupação do presidenciável, segundo a irmã. “Ele (Ciro) disse: o pessoal está morrendo de medo que eu bote as coisas a perder; bote no mato”, comentou Lia.
“Mas, assim, é bom a gente ir brincando com isso mesmo porque não tem que dar pano para manga para esse tipo de crítica não. O que tem que se focar é nas qualidades que a pessoa tem e os defeitos que ela pode não ter. Não podemos ter um candidato a presidente do Brasil que seja inexperiente. O Brasil é muito complexo, não é para amadores como o Bolsonaro, que nunca administrou nenhuma bodega”, afirmou Lia.
“Não pode ser uma pessoa que ache que as mulheres têm que ganhar menos, porque elas engravidam”, prosseguiu. “Não pode ser uma pessoa que planta o ódio contra a população LGBT. E Bolsonaro tem feito muito isso”.
Ela espera que a juventude, que hoje é quem está dando mais credibilidade para Bolsonaro, abra os olhos. "A juventude tem que lutar é por mais amor, mais tolerância, por mais inclusão. E não pelo discurso do ódio, da separação, do armamento. Isso está provado que não funciona em país nenhum. Os países que armaram a população, como os Estados Unidos, provam que os índices de violência só aumentam. E o Bolsonaro tem soluções muito simplórias para problemas que são altamente complexos como a questão da violência no Brasil”, defendeu Lia Gomes.
Ouça a entrevista na íntegra:
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| Lia Gomes (Foto: Carmen Pompeu) |
A fala é uma referência ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas de intenção de voto para presidente, no cenário em que o ex-presidente Lula não é candidato. E foi feita em resposta a uma pergunta sobre o temperamento forte de Ciro.
“O que ele (Ciro) tem que a gente poderia chamar de defeito é a paciência que é um pouco curtinha. Mas isso não invalida, de jeito nenhum, o caráter dele, a experiência, a vontade que ele tem de mudar o Brasil. E, digamos, o Brasil está até precisando de uma pessoa com a paciência curta para a corrupção, para esses desmandos todos, que andam acontecendo nesses últimos anos. Vai ser até bom”, analisou Lia.
A foco da imprensa na “falta de paciência” também tem sido uma preocupação do presidenciável, segundo a irmã. “Ele (Ciro) disse: o pessoal está morrendo de medo que eu bote as coisas a perder; bote no mato”, comentou Lia.
“Mas, assim, é bom a gente ir brincando com isso mesmo porque não tem que dar pano para manga para esse tipo de crítica não. O que tem que se focar é nas qualidades que a pessoa tem e os defeitos que ela pode não ter. Não podemos ter um candidato a presidente do Brasil que seja inexperiente. O Brasil é muito complexo, não é para amadores como o Bolsonaro, que nunca administrou nenhuma bodega”, afirmou Lia.
“Não pode ser uma pessoa que ache que as mulheres têm que ganhar menos, porque elas engravidam”, prosseguiu. “Não pode ser uma pessoa que planta o ódio contra a população LGBT. E Bolsonaro tem feito muito isso”.
Ela espera que a juventude, que hoje é quem está dando mais credibilidade para Bolsonaro, abra os olhos. "A juventude tem que lutar é por mais amor, mais tolerância, por mais inclusão. E não pelo discurso do ódio, da separação, do armamento. Isso está provado que não funciona em país nenhum. Os países que armaram a população, como os Estados Unidos, provam que os índices de violência só aumentam. E o Bolsonaro tem soluções muito simplórias para problemas que são altamente complexos como a questão da violência no Brasil”, defendeu Lia Gomes.
Ouça a entrevista na íntegra:
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