O Centro de Fortaleza abriga hoje 28 mil habitantes. É uma cidade dentro de uma cidade. Para se ter uma ideia, segundo o último Censo Demográfico, apenas 67 dos 184 municípios cearenses possuem população maior que 28 mil habitantes. Além disso, o Centro tem 7.300 empresas, sendo o terceiro em arrecadação de Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) do Estado, comparado a alguns municípios.
PARTE 1 - Cidade que habita em nós
PARTE 2
PARTE 3
Está sujo. Está mal cuidado. Está inseguro. Mas o Centro de Fortaleza guarda joias e lembranças que fazem parte da história da cidade e da memória afetiva de seus habitantes. História essa construída com sangue, suor e lágrimas. História que não se restringe à figura do bode Iô-iô, nem ao dia que o cearense vaiou o Sol em plena Praça do Ferreira. Mas que vai além, como o assassinato do Major Facundo – ainda hoje envolto em mistérios. A execução dos confederados no Campo da Pólvora, onde hoje é a Praça do Passeio Público.
Essa memória afetiva que passeia pelos prédios e monumentos do velho Centro precisa ser preservada pelo Poder Público como meio de não se repetir os erros e avançar nos acertos. Porque assim deve caminhar a humanidade: com foco no presente, mas sem desperdiçar o aprendizado só possível no passado.
A região começou a ganhar importância ainda no século 17, com o início da ocupação portuguesa na cidade. Nesse período, foram erguidas as primeiras grandes construções, como o Forte De Nossa Senhora de Assunção. Posteriormente, foram erguidas a Santa Casa de Misericórdia e a antiga Catedral Metropolitana.
Teatro José de Alencar foi erguido em 1910.
Em 1933, ocorreu uma grande reforma na região, dando a decoração dos dias atuais. Em meio a essa estruturação, surgiram grandes atrações, como a Ponte dos Ingleses, o Teatro José de Alencar, a Escola de Artes e Ofícios e o Cine São Luiz.
“Nos primeiros tempos da história de Fortaleza, de sua afirmação como cidade, o nome das ruas, praças e avenidas mudavam de acordo com as nuanças da política. E dos modismos”, escreveu o memorialista Marciano Lopes, em seu livro Fortaleza Antiga – Praças Ruas e Esquinas.
Ruas como a Floriano Peixoto tinham nomes diferentes a cada trecho, por exemplo, do Passeio Público até a altura da Praça do Ferreira era Rua da Boa Vista. Na parte que compreendia a Praça do Ferreira recebia o nome de Rua Del Rei. E era Rua da Alegria a partir da Rua Pedro Borges.
Ainda, segundo Marciano Lopes, houve um tempo em que as ruas da capital cearense foram numeradas. A Rua Floriano Peixoto, por exemplo, recebeu duas numerações: rua nº 7 em toda a extensão, exceção para o trecho que passava na Praça do Ferreira, que era nº 5. A Rua Major Facundo era Rua da Palma. A Guilherme Rocha era Travessa Municipal. Na esquina das duas, funcionava o Cinema Di Maio, primeira casa exibidora de Fortaleza. Também funcionava o Café Riche, onde se reunia a intelectualidade elegante de antigamente. Hoje, no local, está o Excelsior Hotel.
Leia também:
Centro Histórico de Fortaleza começa a ganhar novos ares
Parque das Crianças e entorno vão ganhar polo cultural
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| Lord Hotel (Foto: Lauriberto Braga) |
PARTE 2
PARTE 3
A vida pulsa em 32 praças, além de cinemas, teatros e diversos monumentos históricos. Passado e presente convivendo num só espaço.
Está sujo. Está mal cuidado. Está inseguro. Mas o Centro de Fortaleza guarda joias e lembranças que fazem parte da história da cidade e da memória afetiva de seus habitantes. História essa construída com sangue, suor e lágrimas. História que não se restringe à figura do bode Iô-iô, nem ao dia que o cearense vaiou o Sol em plena Praça do Ferreira. Mas que vai além, como o assassinato do Major Facundo – ainda hoje envolto em mistérios. A execução dos confederados no Campo da Pólvora, onde hoje é a Praça do Passeio Público.
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| Estátua de José de Alencar (Foto: Lauriberto Braga) |
A região começou a ganhar importância ainda no século 17, com o início da ocupação portuguesa na cidade. Nesse período, foram erguidas as primeiras grandes construções, como o Forte De Nossa Senhora de Assunção. Posteriormente, foram erguidas a Santa Casa de Misericórdia e a antiga Catedral Metropolitana.
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| Catedral de Fortaleza (Foto: Lauriberto Braga) |
Porém, o centro histórico passou a ter importância cultural ainda maior a partir de 1871, quando foi construída a Praça do Ferreira. Cafés, bares e diversas lojas foram tomando o espaço. Consequentemente, o movimento aumentou bastante.
Teatro José de Alencar foi erguido em 1910.
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| Theatro José de Alencar (Foto: Lauriberto Braga) |
“Nos primeiros tempos da história de Fortaleza, de sua afirmação como cidade, o nome das ruas, praças e avenidas mudavam de acordo com as nuanças da política. E dos modismos”, escreveu o memorialista Marciano Lopes, em seu livro Fortaleza Antiga – Praças Ruas e Esquinas.
Ruas como a Floriano Peixoto tinham nomes diferentes a cada trecho, por exemplo, do Passeio Público até a altura da Praça do Ferreira era Rua da Boa Vista. Na parte que compreendia a Praça do Ferreira recebia o nome de Rua Del Rei. E era Rua da Alegria a partir da Rua Pedro Borges.
Ainda, segundo Marciano Lopes, houve um tempo em que as ruas da capital cearense foram numeradas. A Rua Floriano Peixoto, por exemplo, recebeu duas numerações: rua nº 7 em toda a extensão, exceção para o trecho que passava na Praça do Ferreira, que era nº 5. A Rua Major Facundo era Rua da Palma. A Guilherme Rocha era Travessa Municipal. Na esquina das duas, funcionava o Cinema Di Maio, primeira casa exibidora de Fortaleza. Também funcionava o Café Riche, onde se reunia a intelectualidade elegante de antigamente. Hoje, no local, está o Excelsior Hotel.
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