Esquecido pelas famílias ricas, que foram se distanciando, e tomado por moradores de rua e ambulantes, o Centro Histórico de Fortaleza está passando, desde agosto deste ano, por um processo de reordenamento, denominado Projeto Novo Centro. Trata-se de um conjunto de intervenções que objetiva dar novos ares à região, modificando o cenário do Centro de Fortaleza, por meio de obras e ações em seis eixos: Habitação, Política de Apoio a Pessoas em Situação de Rua, Turismo e Cultura, Infraestrutura e Mobilidade, Ordenamento do Comércio Informal e Segurança e Fiscalização.
PARTE 1
PARTE 2 - Cidade que habita em nós
PARTE 3
As ações foram definidas por meio do trabalho de um Comitê Gestor formado por representantes da Prefeitura de Fortaleza, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e outras entidades de classe, além de moradores e representantes da sociedade civil.
Também foi criado o Conselho de Governança para o Centro, composto 48 membros, representantes de instituições públicas e privadas, e que tem por missão acompanhar a execução de todas as ações do Projeto, possibilitando melhorias na utilização dos espaços públicos a serem executadas a curto, médio e longo prazos.
HABITAÇÃO
No eixo da Habitação, o Projeto Novo Centro objetiva estimular a ocupação habitacional na região central da Capital, por meio da viabilização de até 900 unidades habitacionais. Na pauta de apoio a pessoas em situação de rua, o projeto prevê a implantação de Pousada Social com até 100 vagas, além da destinação de vagas para o programa de Aluguel Social.
Praça do Ferreira (Foto: Carmen Pompeu)
PARTE 1
PARTE 2 - Cidade que habita em nós
PARTE 3
As ações foram definidas por meio do trabalho de um Comitê Gestor formado por representantes da Prefeitura de Fortaleza, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e outras entidades de classe, além de moradores e representantes da sociedade civil.
Também foi criado o Conselho de Governança para o Centro, composto 48 membros, representantes de instituições públicas e privadas, e que tem por missão acompanhar a execução de todas as ações do Projeto, possibilitando melhorias na utilização dos espaços públicos a serem executadas a curto, médio e longo prazos.
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| Prefeito Roberto Cláudio (Foto: Divulgação) |
"A ideia desse comitê é promover uma reunião mensal - um mês na Prefeitura, outro na sede da CDL - para acompanhar o andamento de cada uma dessas ações. Muitas delas já estão em implantação e outras estão com cronograma para os próximos 12 meses", diz o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio. A intenção é gerar um engajamento de quem já está na área e também criar uma relação de afeto, de solidariedade. "Um novo olhar da cidade para o Centro", explica.
Roberto Cláudio não gosta de usar a palavra revitalização para definir o conjunto de intervenções. "O Centro, na verdade, tem muita vitalidade. O que a gente quer é poder dar uma maior organização, um melhor ordenamento e um novo padrão de ocupação. Ocupação cultural, ocupação econômica, ocupação residencial e imobiliária, inclusive, para o Centro da cidade", esclarece o prefeito.
Roberto Cláudio não gosta de usar a palavra revitalização para definir o conjunto de intervenções. "O Centro, na verdade, tem muita vitalidade. O que a gente quer é poder dar uma maior organização, um melhor ordenamento e um novo padrão de ocupação. Ocupação cultural, ocupação econômica, ocupação residencial e imobiliária, inclusive, para o Centro da cidade", esclarece o prefeito.
| Assis Cavalcante (Foto: Reprodução CDL) |
O presidente da CDL, Assis Cavalcante, assegura que há um compromisso de todos os envolvidos para que os seis eixos sejam concluídos o mais rápido possível. "Nós estamos comprometidos; nós estamos abraçados; e nós estamos acreditando que tudo vai sair dentro do prazo. Porque nós estamos trabalhando para isso e estamos comprometidos com isso. Não só a CDL, como o Poder Executivo municipal. E os lojistas estão esperando tudo isso para melhorar as suas vendas, melhorar o rendimento, empregar mais e, por sua vez, recolher mais imposto", afirma.
HABITAÇÃO
No eixo da Habitação, o Projeto Novo Centro objetiva estimular a ocupação habitacional na região central da Capital, por meio da viabilização de até 900 unidades habitacionais. Na pauta de apoio a pessoas em situação de rua, o projeto prevê a implantação de Pousada Social com até 100 vagas, além da destinação de vagas para o programa de Aluguel Social.
Entrevista com coordenador do eixo Habitação, Antônio Silvestre, por Lauriberto Braga
O coordenador do eixo da Habitação, Antônio Silvestre explica que o objetivo é atrair investidores para construção de novas moradias. "Um outro aspecto de habitação no Centro vai ser o de interesse social e também de locação social, que é quando a Prefeitura precisa pagar aluguel temporário para pessoas. Em vez de pagar isso via imobiliária, vamos ter um prédio onde possamos deslocar essas pessoas para o Centro, enquanto está tendo intervenção urbanística em seu local de moradia", informa.
Paulo Probo, da Associação de Moradores do Centro, considera a habitação uma parte essencial para a viabilização do projeto. A entidade vem articulando o grupo de moradores, trabalhadores e simpatizantes da área no sentido de promover ações de ocupação e reflexão nesse sentido. "A gente não consegue perceber o Centro, a partir desse plano, sem ter a mola-mestra da habitação", opina.
CALÇADA VIVA
No segmento de Infraestrutura e Mobilidade, está definida a construção do Terminal Aberto ao lado da Praça José de Alencar e a reforma dos calçadões da Guilherme Rocha e Liberato Barroso. Além disso, faixas exclusivas de ônibus serão implantadas na Avenida Duque de Caxias e nas Ruas João Moreira e Castro Silva. As Ruas Senador Pompeu, Barão do Rio Branco, Major Facundo e Floriano Peixoto, além dos cruzamentos nas Ruas Senador Pompeu e Barão do Rio Branco, receberão travessias elevadas.
A Rua Barão do Rio Branco também será alvo do Projeto Calçada Viva. "Na medida que a gente for ordenar o comércio ambulante, vai estender a área de passeio. Vai fazer calçadas pintadas como fizemos no entorno do Dragão do Mar", diz o prefeito Roberto Cláudio.
ORDENAMENTO DO COMÉRCIO INFORMAL
Na área de Ordenamento do Comércio Informal, dois projetos pilotos se destacam: na Rua Barão do Rio Branco será feita a padronização das bancas e nos calçadões das Ruas Guilherme Rocha e Liberato Barroso serão criados quiosques em aço escovado com o objetivo de ordenar o comércio informal.
O presidente da CDL, Assis Cavalcante, mostra-se animado com o projeto. "O lojista entende o ambulante como um parceiro, porque ele traz consumidor para o Centro. Não pode ser da forma como estava, desordenado. Nós tínhamos 1.491 cadastrados e tinham mais três mil na informalidade. Então, estava uma coisa insuportável. E os produtos por eles vendidos eram de origem duvidosa. No momento em que se instalar os quiosques e padronizar e os produtos por eles vendidos sejam de procedência que dê segurança ao consumidor, respeitando o Código de Defesa, isso vai ser maravilhoso. Vai ser mão-dupla: ganha o lojista e ganha também o ambulante", destaca.
Assis informa ainda que a Faculdade CDL vai capacitar os ambulantes: "Nós estamos também conseguindo um convênio com os cartões de crédito para que eles tenham uma máquina e assim possam vender e serem incluídos dentro da tecnologia."
O ambulante Galber Sousa diz que a ideia é boa e necessária. Mas sugeriu que o espaço reservado para cada vendedor fosse de pelo menos um metro quadrado. "Mas se for para padronizar e ficar tudo bonitinho, é uma boa ideia. Agora, para a Prefeitura ajeitar esses camelôs todos, vai ser uma guerra, porque é camelô de mais. Vai ser uma confusão grande", comenta.
Paulo Probo, da Associação de Moradores do Centro, considera a habitação uma parte essencial para a viabilização do projeto. A entidade vem articulando o grupo de moradores, trabalhadores e simpatizantes da área no sentido de promover ações de ocupação e reflexão nesse sentido. "A gente não consegue perceber o Centro, a partir desse plano, sem ter a mola-mestra da habitação", opina.
CALÇADA VIVA
Obras do calçadão da Guilherme Rocha (Foto: Lauriberto Braga)
No segmento de Infraestrutura e Mobilidade, está definida a construção do Terminal Aberto ao lado da Praça José de Alencar e a reforma dos calçadões da Guilherme Rocha e Liberato Barroso. Além disso, faixas exclusivas de ônibus serão implantadas na Avenida Duque de Caxias e nas Ruas João Moreira e Castro Silva. As Ruas Senador Pompeu, Barão do Rio Branco, Major Facundo e Floriano Peixoto, além dos cruzamentos nas Ruas Senador Pompeu e Barão do Rio Branco, receberão travessias elevadas.
A Rua Barão do Rio Branco também será alvo do Projeto Calçada Viva. "Na medida que a gente for ordenar o comércio ambulante, vai estender a área de passeio. Vai fazer calçadas pintadas como fizemos no entorno do Dragão do Mar", diz o prefeito Roberto Cláudio.
ORDENAMENTO DO COMÉRCIO INFORMAL
Ambulantes da Praça José de Alencar (Foto: Lauriberto Braga)
Na área de Ordenamento do Comércio Informal, dois projetos pilotos se destacam: na Rua Barão do Rio Branco será feita a padronização das bancas e nos calçadões das Ruas Guilherme Rocha e Liberato Barroso serão criados quiosques em aço escovado com o objetivo de ordenar o comércio informal.
O presidente da CDL, Assis Cavalcante, mostra-se animado com o projeto. "O lojista entende o ambulante como um parceiro, porque ele traz consumidor para o Centro. Não pode ser da forma como estava, desordenado. Nós tínhamos 1.491 cadastrados e tinham mais três mil na informalidade. Então, estava uma coisa insuportável. E os produtos por eles vendidos eram de origem duvidosa. No momento em que se instalar os quiosques e padronizar e os produtos por eles vendidos sejam de procedência que dê segurança ao consumidor, respeitando o Código de Defesa, isso vai ser maravilhoso. Vai ser mão-dupla: ganha o lojista e ganha também o ambulante", destaca.
Assis informa ainda que a Faculdade CDL vai capacitar os ambulantes: "Nós estamos também conseguindo um convênio com os cartões de crédito para que eles tenham uma máquina e assim possam vender e serem incluídos dentro da tecnologia."
Galber Sousa, vendedor de garrafadas (Foto: Lauriberto Braga)
O ambulante Galber Sousa diz que a ideia é boa e necessária. Mas sugeriu que o espaço reservado para cada vendedor fosse de pelo menos um metro quadrado. "Mas se for para padronizar e ficar tudo bonitinho, é uma boa ideia. Agora, para a Prefeitura ajeitar esses camelôs todos, vai ser uma guerra, porque é camelô de mais. Vai ser uma confusão grande", comenta.
TURISMO E CULTURA
Já o eixo Turismo e Cultura vai trabalhar a consolidação de uma agenda cultural única. Desta forma, a Prefeitura de Fortaleza tem buscado restabelecer uma ligação de afeto com esse pedacinho da cidade.
O secretário de Turismo de Fortaleza, Régis Medeiros, anuncia para a partir do dia 14 de novembro a cidade contará com uma linha de ônibus turístico panorâmico de dois andares (hop on hop off), que terá como ponto de partida a Praça do Ferreira, percorrendo as igrejas, os museus e as praças do Centro.
Já o eixo Turismo e Cultura vai trabalhar a consolidação de uma agenda cultural única. Desta forma, a Prefeitura de Fortaleza tem buscado restabelecer uma ligação de afeto com esse pedacinho da cidade.
O secretário de Turismo de Fortaleza, Régis Medeiros, anuncia para a partir do dia 14 de novembro a cidade contará com uma linha de ônibus turístico panorâmico de dois andares (hop on hop off), que terá como ponto de partida a Praça do Ferreira, percorrendo as igrejas, os museus e as praças do Centro.
A ideia é que o passageiro possa descer onde quiser, ficar o tempo que precisar e retornar ao passeio em em um dos horários disponíveis.
"Ele vai fazer um percurso de 28 quilômetros, saindo do Centro, passando pela Beira-Mar, Praia do Futuro e outros espaços turísticos da cidade. As pessoas poderão subir e descer quantas vezes quiserem, ao longo do período de 24 horas por ingresso", explica Medeiros. A tarifa será de R$ 65.
SEGURANÇA E FISCALIZAÇÃO
No eixo da Segurança e Fiscalização, o projeto prevê a instalação de 40 novas câmeras de videomonitoramento, que serão somadas às 32 câmaras da Prefeitura já existentes e às 11 câmaras da Secretaria de Segurança Pública também já existentes. Além disso, está prevista a aquisição de uma célula de monitoramento com instalação de videowall.
O secretário regional Adail Fontenele informa que o Centro recebe hoje cerca de 350 mil pessoas por dia. Ele espera que com esses conjuntos de ações outros moradores da cidade voltem a frequentar o local.
Leia também:
Centro Histórico de Fortaleza: a cidade que habita em nós
No eixo da Segurança e Fiscalização, o projeto prevê a instalação de 40 novas câmeras de videomonitoramento, que serão somadas às 32 câmaras da Prefeitura já existentes e às 11 câmaras da Secretaria de Segurança Pública também já existentes. Além disso, está prevista a aquisição de uma célula de monitoramento com instalação de videowall.
O secretário regional Adail Fontenele informa que o Centro recebe hoje cerca de 350 mil pessoas por dia. Ele espera que com esses conjuntos de ações outros moradores da cidade voltem a frequentar o local.
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