Devido ao rompimento da Barragem em Brumadinho‐MG há o monitoramento da pluma de sedimentos ao longo do Rio Paraopeba, afluente do Rio São Francisco. O monitoramento está sendo realizado por equipes de campo em pontos de interesse ao longo do curso d’água. Na calha do rio Paraopeba existem estações da Rede Hidrometeorológica Nacional operadas pela CPRM em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA). Também atuam em parceria neste trabalho de monitoramento: a ANA, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA).
“A turbidez representa o grau de interferência com a passagem da luz através da água, conferindo uma aparência turva a mesma”. Até 30 de janeiro não ocorreram chuvas significativas na bacia do Rio Paraopeba, tal condição permitiu que se identificasse a propagação da pluma de sedimentos oriunda do rompimento da barragem. A pluma sem a ocorrência de chuvas, nominada nos boletins anteriores como pluma 1, registrou avanço até São José da Varginha, em 30 de janeiro pela manhã, pois não foi mais possível detectar alterações relevantes da turbidez em pontos a jusante, estando os valores compreendidos em faixas usuais para o período. Com a ocorrência de chuvas na bacia, observadas nos dias 30 de janeiro e quatro de fevereiro, além da contribuição do acidente temos o aporte de sedimentos gerados naturalmente na bacia hidrográfica.
No dia quatro no fim da madrugada e período da manhã incidiram chuvas na região. Na estação pluviométrica automática Alberto Flores (em Brumadinho) foi registrada uma precipitação de 30,6mm entre 4h e 12h e na estação Ponte Nova do Paraopeba (em Juatuba) um total de 85,6mm entre 3h30 e 11h30. Consequentemente, houve uma elevação dos níveis e das vazões do rio Paraopeba e dos valores de turbidez, o que era esperado conforme descrito em boletins anteriores.
O aumento de turbidez foi inicialmente percebido nos pontos de monitoramento próximos ao local do rompimento da barragem (pontos Mário Campos e Ponte BR‐381) e na estação Ponte Nova do Paraopeba.
Neste contexto, com a ocorrência das chuvas na região do córrego Ferro‐Carvão (conhecido como córrego do Feijão) ou até mesmo em afluentes do Rio Paraopeba, é esperada a ocorrência de pulsos de elevação de turbidez, que podem inclusive se sobrepor, e vão se propagando e dissipando a jusante.
Neste cenário de chuvas torna‐se inviável a identificação de diferentes plumas de turbidez. Nas estações de Mário Campos e no Ponto da BR 381 ainda estão sendo observadas elevações nos níveis de turbidez. Isso se deve em decorrência das chuvas e aumentos de vazão ocorridas no dia quatro.
Com as chuvas no dia quatro foram averiguadas aumentos de turbidez no mesmo dia (quatro) e também no dia cinco. Se as chuvas persistirem a tendência é que ocorra a elevação da vazão, consequentemente o aumento da capacidade de transporte de sedimentos e aumento dos valores de turbidez. Caso ocorram chuvas, é esperado que os maiores aumentos de turbidez sejam verificados em trechos do rio Paraopeba compreendidos entre Brumadinho e o ponto de monitoramento da BR 262.
Com as chuvas no dia quatro foram averiguadas aumentos de turbidez no mesmo dia (quatro) e também no dia cinco. Se as chuvas persistirem a tendência é que ocorra a elevação da vazão, consequentemente o aumento da capacidade de transporte de sedimentos e aumento dos valores de turbidez. Caso ocorram chuvas, é esperado que os maiores aumentos de turbidez sejam verificados em trechos do rio Paraopeba compreendidos entre Brumadinho e o ponto de monitoramento da BR 262.

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