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Diagnóstico da Uece libera obras do Aterro da Beira Mar

Após questionamentos do movimento ambientalista sobre os possíveis impactos na fauna, na flora e no meio marítimo em decorrência das obras de construção dos aterros da Beira Mar, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Prefeitura de Fortaleza que realizasse estudos complementares aos Estudos de Impactos Ambientais (EIA), que analisem se existirão esses possíveis danos ao Meio Ambiente. A ideia é concluir o novo Aterro até o Réveillon 2020 para quer a festa seja realizada lá.


A Secretaria de Infraestrutura de Fortaleza contratou a Universidade Estadual do Ceará (Uece), por meio do Instituto de Estudos, Pesquisas e Projetos da Uece-Iepro e do Laboratório de Gestão Integrada da Zona Costeira–LAGIZC/Uece, para responder a uma série de questionamentos ambientais que pudessem balizar a decisão do MPF sobre liberar ou não o início das obras dos aterros.

O LAGIZC/Uece executou uma série de estudos em caráter de urgência, realizou mergulhos oceânicos com filmagens e coleta de amostras nas áreas da jazida marinha e nas áreas que serão aterradas, analisou o fundo marinho para detectar se existiam bancos de corais, analisou a fauna aquática e bentônica (endofauna e epifauna sedimentar), realizou análises químicas nos sedimentos e na água marinha para determinar se havia poluição por metais pesados, determinou a turbidez da água (figuras a seguir), mediu a pressão sonora na área da intervenção, analisou a paisagem por voos de drones, realizou entrevistas com representantes de entidades da sociedade civil e com um grande número de usuários, comerciantes e moradores da Avenida Beira Mar para saber a opinião deles sobre os aterros da Praia de Iracema e da Beira Mar.


Após a análise dos dados coletados, o LAGIZC/Uece elaborou um relatório técnico intitulado Diagnóstico Ambiental da Área de Jazida e de Deposição de Sedimentos nos Aterros das Praias de Iracema e Beira Mar de Fortaleza, que teve como coordenador científico o professor Fábio Perdigão Vasconcelos.

O Diagnóstico complementa as informações do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e comprova, cientificamente, que não haverá impactos negativos significativos da obra dos aterros da Praia de Iracema e Beira Mar de Fortaleza sobre o meio ambiente marinho, na área da jazida oceânica e nas praias que serão aterradas. O documento também apresentadas sugestões, entre elas a mudança da área da jazida para diminuir a possibilidade de impactos ambientais adversos.


Baseado nesse estudo, o Ministério Público Federal liberou o início das obras e fez recomendações para que fossem realizados Monitoramentos Ambientais durante e após a realização da dragagem na jazida marinha e a construção dos aterros nas praias. Esse monitoramento ambiental já foi iniciado pelo LAGIZC/Uece, no mês de setembro de 2019.

O LAGIZC/Uece sugeriu à Prefeitura de Fortaleza que convidasse outros parceiros, como o Instituto de Ciências do Mar-Labomar/Universidade Federal do Ceará-UFC e a Organização Não Governamental-ONG Aquasis para complementar os estudos concernentes à fauna e flora marinha. Os estudos realizados pelo LAGIZC/Uece e pelas duas instituições convidadas são necessários à garantia da preservação dos ecossistemas costeiros de Fortaleza, ao mesmo tempo em que a cidade se desenvolve para o Lazer, Recreação, Turismo e garante uma melhor qualidade de vida para seus cidadãos.

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