Sem citar o conflito no Oriente Médio, o papa Francisco disse durante a Oração de Angelus deste domingo (5) que “em tantas partes do mundo sente-se o terrível ar de tensões. A Guerra traz sempre morte e destruição. Chamo todas as partes a manter acesa a chama do Diálogo e do Autocontrole e de esconjurar a sombra da inimizade. Rezemos em silêncio pedindo esta graça”.
No sábado (4), pelo Twitter, o líder da Igreja Católica pediu Paz: "Devemos acreditar que o outro tem a nossa mesma necessidade de Paz. Não se obtém a Paz se não se espera por ela. Peçamos ao Senhor o dom da Paz!"
Desde que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou uma declaração na quinta-feira (2) informando que "sob o comando do presidente, as forças armadas dos Estados Unidos agiram defensivamente de forma decisiva, matando Qassem Soleimani para proteger os indivíduos americanos no exterior", os líderes mundiais estão sob tensão.
A embaixada norte-americana em Bagdá, atacada na terça-feira (31) por pró-iranianos, apelou aos seus cidadãos que deixem o Iraque "imediatamente". O pedido foi divulgado poucas horas depois do assassinato do general iraniano Qassem Soleimani numa operação dos Estados Unidos.
O presidente americano Donald Trump buscou justificar o ato. Em sua conta no Twitter, declarou que Soleimani matou ou feriu “milhares de americanos por um período estendido de tempo e planejava matar muito mais” e acusou-o de participar da morte de manifestantes iranianos em seu País.
No Irã, o sentimento é de vingança - o presidente e os Guardas da Revolução garantiram que o país e "outras nações livres da região" vão vingar-se dos Estados Unidos. De acordo com a televisão estatal iraniana, Irã deixará de limitar enriquecimento de urânio e pretende afastar-se do acordo nuclear.
BRASIL - No Brasil, o Ministério da Relações Exteriores disse na sexta-feira(3), por meio de nota, que o Governo Brasileiro ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos Estados Unidos no Iraque manifesta seu apoio "à luta contra o flagelo do terrorismo". A nota diz ainda que o País está "pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento".
São Paulo, continua o Pontífice, abençoa a Deus "pelo seu plano de amor realizado em Jesus Cristo". Neste plano cada um de nós - observa -, encontra a sua "vocação fundamental": somos "predestinados" a ser filhos de Deus "através da obra de Jesus Cristo". O Filho eterno, se fez carne, portanto, para "introduzir-nos em sua relação filial com o Pai".
A Liturgia deste domingo nos diz que o Evangelho de Cristo não é uma fábula, não é um mito, nem uma história edificante. O Evangelho de Cristo é a plena revelação do plano de Deus para o homem e para o mundo. É uma mensagem ao mesmo tempo simples e grandiosa, que nos leva a nos perguntarmos: que projeto concreto o Senhor colocou em mim, atualizando ainda o seu nascimento entre nós? É o apóstolo Paulo que sugere a resposta: "Deus nos escolheu para sermos santos e imaculados perante Ele na caridade".
Tornar-se santos no amor - Este, afirma Francisco, é o significado do Natal. "Se o Senhor continua a vir entre nós, se continua a dar-nos o dom da sua Palavra", é para que cada um de nós possa responder ao chamado a "tornar-se santos no amor".
Santidade é preservar o dom que Deus nos deu. Só isto: preservar a gratuidade. Isto é ser santo. Portanto, quem acolhe a santidade em si mesmo como um dom de graça, não pode deixar de traduzi-la em ações concretas na vida quotidiana. Este dom, esta graça que Deus me deu, eu a traduzo em ação concreta na vida quotidiana, no encontro com os outros. Esta caridade, esta misericórdia para com o próximo, reflexo do amor de Deus, ao mesmo tempo que nos purifica o coração e nos dispõe ao perdão, torna-nos dia após dia "imaculados", mas imaculados não no sentido de que eu removo uma mancha: imaculados no sentido de que Deus entra em nós. O dom, a gratuidade de Deus entra em nós e nós a preservamos e a damos aos outros.
Pôr em prática o compromisso de paz - Após a recitação da oração mariana, o Papa saudou os peregrinos presentes e recordou a solenidade da Epifania nesta segunda-feira e, no primeiro domingo de 2020, renovou a todos os seus desejos "de serenidade e paz no Senhor".
Nos momentos felizes e difíceis, confiemo-nos a Ele, que é a nossa esperança! Recordo também o compromisso que assumimos no Dia de Ano Novo, Dia da Paz: "A Paz como caminho de esperança: diálogo, reconciliação e conversão ecológica". Com a graça de Deus, seremos capazes de colocá-lo em prática.
GUERRA - No final da oração do Angelus neste domingo (5), o papa exortou a evitar "a sombra da inimizade", referindo-se às tensões que estão atravessando várias regiões do mundo. Então, o convite para rezar em silêncio.
O papa Francisco exprimiu sua preocupação com o que está ocorrendo em algumas partes do mundo com a crescente tensão que se teme possa levar a uma escalada da violência. No final da oração mariana do Angelus deste domingo, o papa recordou que a guerra traz destruição e que é necessário trabalhar para favorecer o diálogo entre as partes.
“Em tantas partes do mundo se sente um terrível ar de tensão. A guerra traz apenas morte e destruição. Convido todas as partes a manterem acesa a chama do diálogo e do autocontrole e a evitarem a sombra da inimizade. Rezemos em silêncio para que o Senhor nos dê esta graça”.
Ainda tensão entre os Estados Unidos e o Irã depois do assassinato, nos dias passados, do general iraniano Qassem Soleimani, num ataque dos Estados Unidos em Bagdá.
Sako: relançar o diálogo, Iraque não seja atingido pela violência - Neste contexto, o Patriarca da Igreja Católica Caldeia, Louis Raphael Sako, fez um forte apelo:
Desde que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou uma declaração na quinta-feira (2) informando que "sob o comando do presidente, as forças armadas dos Estados Unidos agiram defensivamente de forma decisiva, matando Qassem Soleimani para proteger os indivíduos americanos no exterior", os líderes mundiais estão sob tensão.
A embaixada norte-americana em Bagdá, atacada na terça-feira (31) por pró-iranianos, apelou aos seus cidadãos que deixem o Iraque "imediatamente". O pedido foi divulgado poucas horas depois do assassinato do general iraniano Qassem Soleimani numa operação dos Estados Unidos.
O presidente americano Donald Trump buscou justificar o ato. Em sua conta no Twitter, declarou que Soleimani matou ou feriu “milhares de americanos por um período estendido de tempo e planejava matar muito mais” e acusou-o de participar da morte de manifestantes iranianos em seu País.
No Irã, o sentimento é de vingança - o presidente e os Guardas da Revolução garantiram que o país e "outras nações livres da região" vão vingar-se dos Estados Unidos. De acordo com a televisão estatal iraniana, Irã deixará de limitar enriquecimento de urânio e pretende afastar-se do acordo nuclear.
BRASIL - No Brasil, o Ministério da Relações Exteriores disse na sexta-feira(3), por meio de nota, que o Governo Brasileiro ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos Estados Unidos no Iraque manifesta seu apoio "à luta contra o flagelo do terrorismo". A nota diz ainda que o País está "pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento".
PAPA - A novidade "chocante" do Natal é que o Verbo eterno se fez carne. Na recitação da oração mariana, o papa Francisco explica "como Jesus continua a vir entre nós para que cada um possa responder ao chamado a ser santo na caridade, preservando a gratuidade do dom que Deus nos deu".
Acolher "com alegria e gratidão" o plano divino de amor "para o homem e o mundo", realizado em Jesus Cristo. Esta é a exortação do Papa durante o Angelus deste domingo, na Praça São Pedro, no segundo domingo do Tempo de Natal.
Acolher "com alegria e gratidão" o plano divino de amor "para o homem e o mundo", realizado em Jesus Cristo. Esta é a exortação do Papa durante o Angelus deste domingo, na Praça São Pedro, no segundo domingo do Tempo de Natal.
Novidade chocante - Enquanto continuamos a contemplar o "sinal admirável do Presépio", Francisco convida a "ampliar o olhar" e a tomar “plena consciência do significado do nascimento de Jesus" através das leituras bíblicas deste domingo, em particular a carta de São Paulo Apóstolo aos Efésios e o Evangelho.
O Evangelho, com o Prólogo de São João, mostra-nos a novidade chocante: o Verbo eterno, o Filho de Deus, "fez-se carne". Ele não só veio para morar entre o povo, mas se tornou um do povo, um de nós! Depois deste evento, para orientar nossas vidas, não temos mais apenas uma lei, uma instituição, mas uma pessoa, uma Pessoa divina, Jesus, que guia nossas vidas, a fazer o caminho porque Ele o fez por primeiro.
O Evangelho, com o Prólogo de São João, mostra-nos a novidade chocante: o Verbo eterno, o Filho de Deus, "fez-se carne". Ele não só veio para morar entre o povo, mas se tornou um do povo, um de nós! Depois deste evento, para orientar nossas vidas, não temos mais apenas uma lei, uma instituição, mas uma pessoa, uma Pessoa divina, Jesus, que guia nossas vidas, a fazer o caminho porque Ele o fez por primeiro.
São Paulo, continua o Pontífice, abençoa a Deus "pelo seu plano de amor realizado em Jesus Cristo". Neste plano cada um de nós - observa -, encontra a sua "vocação fundamental": somos "predestinados" a ser filhos de Deus "através da obra de Jesus Cristo". O Filho eterno, se fez carne, portanto, para "introduzir-nos em sua relação filial com o Pai".
A Liturgia deste domingo nos diz que o Evangelho de Cristo não é uma fábula, não é um mito, nem uma história edificante. O Evangelho de Cristo é a plena revelação do plano de Deus para o homem e para o mundo. É uma mensagem ao mesmo tempo simples e grandiosa, que nos leva a nos perguntarmos: que projeto concreto o Senhor colocou em mim, atualizando ainda o seu nascimento entre nós? É o apóstolo Paulo que sugere a resposta: "Deus nos escolheu para sermos santos e imaculados perante Ele na caridade".
Tornar-se santos no amor - Este, afirma Francisco, é o significado do Natal. "Se o Senhor continua a vir entre nós, se continua a dar-nos o dom da sua Palavra", é para que cada um de nós possa responder ao chamado a "tornar-se santos no amor".
Santidade é preservar o dom que Deus nos deu. Só isto: preservar a gratuidade. Isto é ser santo. Portanto, quem acolhe a santidade em si mesmo como um dom de graça, não pode deixar de traduzi-la em ações concretas na vida quotidiana. Este dom, esta graça que Deus me deu, eu a traduzo em ação concreta na vida quotidiana, no encontro com os outros. Esta caridade, esta misericórdia para com o próximo, reflexo do amor de Deus, ao mesmo tempo que nos purifica o coração e nos dispõe ao perdão, torna-nos dia após dia "imaculados", mas imaculados não no sentido de que eu removo uma mancha: imaculados no sentido de que Deus entra em nós. O dom, a gratuidade de Deus entra em nós e nós a preservamos e a damos aos outros.
Pôr em prática o compromisso de paz - Após a recitação da oração mariana, o Papa saudou os peregrinos presentes e recordou a solenidade da Epifania nesta segunda-feira e, no primeiro domingo de 2020, renovou a todos os seus desejos "de serenidade e paz no Senhor".
Nos momentos felizes e difíceis, confiemo-nos a Ele, que é a nossa esperança! Recordo também o compromisso que assumimos no Dia de Ano Novo, Dia da Paz: "A Paz como caminho de esperança: diálogo, reconciliação e conversão ecológica". Com a graça de Deus, seremos capazes de colocá-lo em prática.
GUERRA - No final da oração do Angelus neste domingo (5), o papa exortou a evitar "a sombra da inimizade", referindo-se às tensões que estão atravessando várias regiões do mundo. Então, o convite para rezar em silêncio.
O papa Francisco exprimiu sua preocupação com o que está ocorrendo em algumas partes do mundo com a crescente tensão que se teme possa levar a uma escalada da violência. No final da oração mariana do Angelus deste domingo, o papa recordou que a guerra traz destruição e que é necessário trabalhar para favorecer o diálogo entre as partes.
“Em tantas partes do mundo se sente um terrível ar de tensão. A guerra traz apenas morte e destruição. Convido todas as partes a manterem acesa a chama do diálogo e do autocontrole e a evitarem a sombra da inimizade. Rezemos em silêncio para que o Senhor nos dê esta graça”.
Ainda tensão entre os Estados Unidos e o Irã depois do assassinato, nos dias passados, do general iraniano Qassem Soleimani, num ataque dos Estados Unidos em Bagdá.
O Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, interveio no assunto, expressando "profunda preocupação com o aumento dos confrontos no Iraque" e exortando à moderação para evitar uma nova escalada de violência. Borrell convidou o ministro das Relações Exteriores iraniano Mohammad Javad Zarif para ir a Bruxelas. Entretanto, continuam as acusações recíprocas entre Washington e Teerã.
O Irã pede a evacuação das bases militares dos Estados Unidos na região, prometendo vingança se isso não ocorrer e afirmando que já identificou 35 alvos a serem atingidos. Não seriam descartados ataques no Estreito de Hormuz, através do qual passa cerca de 20% do tráfego mundial de petróleo por mar.
A ameaça foi imediatamente levada a sério por Londres, que dispôs escolta militar para os navios com a bandeira britânica. Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Trump, declarou que no caso de um ataque iraniano, os Estados Unidos estão prontos para a ação contra 52 locais importantes para a cultura iraniana, 52 como os reféns estadunidenses sequestrados por Teerã em 1979.
No Twitter, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Zarif, escreveu que "atingir locais culturais seria um crime de guerra".
No Twitter, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Zarif, escreveu que "atingir locais culturais seria um crime de guerra".
Sako: relançar o diálogo, Iraque não seja atingido pela violência - Neste contexto, o Patriarca da Igreja Católica Caldeia, Louis Raphael Sako, fez um forte apelo:
"Os iraquianos – disse -, ainda estão chocados com o que aconteceu na semana passada. Eles temem que o Iraque se torne um campo de batalha, em vez de ser uma nação soberana capaz de proteger seus cidadãos e suas riquezas. Em circunstâncias tão críticas e tensas, é sábio realizar um encontro em que todas as partes envolvidas se sentem em torno de uma mesa para um diálogo sensato e civilizado que poupará consequências inesperadas para o Irã. Nós imploramos a Deus Todo-Poderoso - concluiu Sako -, que garanta ao Irã e à região uma "vida normal, pacífica, estável e segura, à qual aspiramos”.
Francisco, em um tuíter publicado no sábado (4), havia invocado a paz: "Devemos acreditar que o outro tem a nossa mesma necessidade de Paz. Não se obtém a paz se não se espera por ela. Peçamos ao Senhor o dom da Paz!".
Aos nossos microfones, dom Shlemon Warduni, bispo auxiliar de Bagdá, disse que "uma nova Guerra no Irã seria terrível para a população e para a comunidade cristã. Quem pagam as consequências dos conflitos são sempre os mais fracos".
Francisco, em um tuíter publicado no sábado (4), havia invocado a paz: "Devemos acreditar que o outro tem a nossa mesma necessidade de Paz. Não se obtém a paz se não se espera por ela. Peçamos ao Senhor o dom da Paz!".
Aos nossos microfones, dom Shlemon Warduni, bispo auxiliar de Bagdá, disse que "uma nova Guerra no Irã seria terrível para a população e para a comunidade cristã. Quem pagam as consequências dos conflitos são sempre os mais fracos".
Com informações da Agência Brasil e da VaticanNews. Foto da VaticanNews.
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