A Campanha Dezembro Laranja foi criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia com o objetivo de prevenir o câncer de pele, que é o tumor de maior incidência no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano.
A exposição solar excessiva, sem proteção, pode provocar alterações celulares, levando ao desenvolvimento de câncer de pele.
Pessoas de pele clara, com pintas e manchas, idosos, quem se expôs muito ao sol e quem tem histórico de Câncer de Pele na família estão mais propensos a desenvolver a doença. Os cânceres de pele podem ser divididos em melanoma e não melanoma, e os mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, menos agressivos, mas que podem causar lesões funcionais e estéticas.
O carcinoma basocelular, mais frequente na população brasileira, costuma apresentar áreas com protuberância, com borda mais elevada e cor mais avermelhada, com pequenos vasos de sangue. Já o carcinoma espinocelular, segundo mais frequente, porém, mais agressivo que o basocelular, tem como característica sinais com aparência endurecida, uma úlcera que lembra um machucado, que não cicatriza.
A dermatologista Lia Albuquerque alerta que, geralmente, o câncer de pele aparece nas áreas mais expostas ao sol, como rosto, cabeça, pescoço, nariz, lábios e mãos. De acordo com a Médica, o tratamento desse tipo de câncer é cirúrgico, na maioria das vezes.
Em um estágio mais grave, o tumor pode gerar metástase nos órgãos e gânglios. Quando diagnosticado precocemente, a chance de cura dos melanomas é alta, podendo chegar a mais de 90%.
Como se prevenir - Procurar evitar a exposição excessiva à radiação solar, composta pelos raios UVB (responsável pela queimadura avermelhada da pele) e UVA (ultravioleta), principalmente entre 10 e 16 horas, é uma das recomendações. A radiação UVA penetra na pele e é a principal responsável pelo câncer da pele. Sua intensidade varia pouco ao longo do dia, sendo intensa não somente em dias de sol, mas também com o céu nublado, por isso é fundamental utilizar protetor solar diariamente, sem falar do boné, chapéu, além do cuidado com o excesso de exposição solar.
É fundamental o acompanhamento anual e periódico com um dermatologista.
“A consulta com um dermatologista é necessária para avaliação de manchas, pintas e sinais que podem identificar o câncer de pele. Existem partes do corpo que a pessoa não consegue visualizar só”, afirma doutora Lia Albuquerque.

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