Os festejos juninos atravessam a memória afetiva do povo nordestino que, novamente, se ressente por não poder realizar as festanças que marcam este período, com as danças, vestes e comidas típicas compartilhadas em comunidade.
Em virtude do isolamento social necessário para enfrentamento ao novo coronavírus, o Dragão do Mar não receberá, pelo segundo ano consecutivo, os tradicionais festivais de quadrilha junina que há anos ocupavam os palcos do Dragão com muita cor e alegria.
Para matar um pouquinho da saudade dos festejos do São João, essa grande celebração da cultura popular nordestina, o Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar preparou uma programação virtual que, entre quarta (23) e terça (29 de junho), exibirá nos seus canais de comunicação múltiplas linguagens dedicadas ao tema junino.
Abrindo a programação, nesta quarta-feira (23), a partir das 17 horas, será lançada a exposição virtual “Junina Luz do Mundo”, do fotógrafo Luiz Alves, no site do Dragão (www.dragaodomar.org.br). A mostra traz 12 painéis fotográficos com registros feitos em edições do Festival “Festejos Juninos”, entre 2016 e 2019. O recorte aborda diferentes elementos desta festa, desde a confluência de culturas que foi dando contornos ao festival de quadrilhas juninas e se atualizando ao longo dos anos à relação do homem com a natureza e com o divino, nas suas diferentes manifestações.
No sábado (26), a partir das 18 horas, canal do Dragão no YouTube (youtube.com/dragaodomarcentro), estreia “Os festejos da Vó Júlia”, apresentação do Grupo Akilombar, trio regional que, combinando elementos como oralidade, canto, dança, rezas e mandingas, festeja a cultura do São João com uma rica seleção de músicas, entre próprias e interpretações, que cantam a ancestralidade do povo nordestino, enraizada nas matrizes afro-indígena.
Na terça (29), o Museu da Cultura Cearense (MCC), equipamento do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura ligado à Secretaria da Cultura e gerido pelo Instituto Dragão do Mar, realizará uma conversa ao vivo sobre a tradição das quadrilhas juninas. Participam da live “Cadê meu São João” Elistênio Alves, comunicador e presidente da ONG Iphanaq, Pedro Igor Pimentel, gestor cultural que atualmente coordena a Casa de Saberes Cego Aderaldo, em Quixadá, e Carlos Viana, membro do Projeto Acesso do MCC, que mediará o bate-papo. A live será acessível em Libras, contando com intérpretes da Central de Intérpretes de Libras (CIL Ceará).
Além das programações, os amantes do São João também poderão acompanhar, às terça de junho, nas redes do MCC (@mcc_dragaodomar), conteúdos produzidos pelo Núcleo Educativo que dão uma “provinha” das pesquisas realizadas pelo Comida Ceará, projeto do MCC que há 10 anos busca mapear e registrar a dinâmica alimentar cearense, com seus diferentes modos de preparo, práticas alimentares, a pluralidade de comidas, seus sentidos e trocas. Com fotos feitas pelos irmãos José e Maurício Albano, os educadores apresentam informações sobre dois pratos comuns nos festejos de junho: pamonha e mucunzá, mais conhecido como mungunzá.
Programação
Quarta (23), às 17 horas
- Exposição “Junina Luz do Mundo”
- Site do Dragão
Sábado (26), às 18 horas
- “Os festejos da Vó Júlia”, do Grupo Akilombar
- YouTube do Dragão
Terça (29), às 15 horas
- Live “Cadê Meu São João?”
- YouTube do Dragão
Serviço
- São João do Dragão (fotos Luiz Alves e Ariel Gomes)
- De quarta (23) a quarta (29 de junho de 2021)
- Horários diversos
- Exibição: Site do Dragão (www.dragaodomar.org.br) e YouTube do Dragão (youtube.com/dragaodomarcentro)
- Acesso livre e gratuito.



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