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TJA expõe 'Espelho, Espelho Meu..Por que não posso ser eu'

O Theatro José de Alencar (TJA), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), recebe a exposição do projeto “Espelho, Espelho Meu… Por que não posso ser eu?" na Galeria Ramos Cotoco (Anexo CENA). 

A abertura ocorre em 8 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, a partir das 19 horas. Com entrada franca, a exibição do projeto segue aberta para visitações até 8 de abril. 


O Projeto é uma criação de Cida Fonseca e Fátima Gomes, duas artistas visuais que vêem na expressividade artística um caminho que leva a mulher a explorar sua visão de mundo, possibilitando o empoderamento feminino e a resistência. 

Diante dos muitos questionamentos e reflexões que permeiam o pensamento da dupla sobre a condição da mulher em diferentes aspectos do cotidiano, elas vêm realizando exposições desde março de 2017, com olhar voltado para o contexto no qual a mulher está inserida na sociedade contemporânea.

Por que “Espelho, Espelho Meu...”? - É imprescindível que nos debrucemos sobre a história da humanidade para refletirmos e compreendermos a luta da mulher dentro da sociedade, em busca de romper barreiras, ultrapassar preconceitos, resistir a tantas imposições, exclusões e invisibilidade, e empoderar-se ascendendo sua imagem dentro da sociedade. Assim como o espelho é capaz de refletir o verdadeiro eu, é preciso olhar para si e desconstruir a imagem projetada pela sociedade e fazer refletir quem somos em nossa essência.

A imagem feminina foi construída de diferentes maneiras ao longo da história. De deusas e sacerdotisas, dotadas de poder e influência sobre a população, as mulheres passaram a ser tratadas como inferiorizadas, submissas, secundárias. Os novos paradigmas da sociedade trouxeram para as mulheres conflitos e dicotomias, que de certa forma apagaram a imagem da mulher levando-a muitas vezes a esconder seus talentos e seus saberes. Incontáveis são as mulheres que foram obrigadas, diante de tantas imposições, preconceitos e indiferenças da sociedade, a calar seu potencial, seja nas artes ou em outras profissões.

Mas é justamente quando a mulher olha para si mesma e reconhece sua verdadeira imagem como um ser único, com potencial e capacidade de ser e fazer tudo o que se propõe, agregando seus diferenciais no que tange às questões pessoais e sociais, que seu poder feminino se ressalta. Ou seja, quando a mulher valoriza suas qualidades intrínsecas, as respeita e as direciona para seu crescimento, ela tem a oportunidade de equilibrar-se em todas as esferas da sua vida e refletir a imagem de empoderamento, resistência e um potencial inabalável.

Edições - A primeira edição desse projeto de exposição, que ocorre a cada 8 de março, aconteceu em 2017, com a exposição intitulada "Guerreiras ou Artistas?”, a partir de uma pesquisa em Artes Visuais da artista visual e poetisa Cida Fonseca acerca das Artes Visuais cearense, com foco na presença feminina e as dificuldades superadas por mulheres artistas diante de tantos obstáculos.

A segunda edição ocorreu em 2018, no Centro Cultural Belchior, com a exposição “Multiplicidades”, que discutia a capacidade que a mulher tem para ser múltipla em meio a tantos desafios e exigências da sociedade.

A terceira edição do projeto aconteceu em 2019. Nessa ocasião, o questionamento foi o seguinte: “Como a arte pode assumir um papel fundamental nos embates e lutas cotidianas da mulher artista na contemporaneidade?” As artistas envolvidas na exposição - Cida Fonseca, Fátima Gomes, Nínive Santiago e Suzan Pagani - acreditam que a arte é uma aliada no processo de construção do empoderamento feminino dentro da sociedade, contribuindo, assim, para que outras mulheres encontrem em sua história de vida a potencialidade para resistir, romper as barreiras do preconceito e conquistar seu espaço.

Nesta quarta, buscamos romper barreiras, ultrapassar preconceitos, resistir às imposições, exclusões e invisibilidade na qual a sociedade nos coloca e nos empoderarmos ascendendo a imagem da mulher artista visual dentro da sociedade. É preciso refletir a verdadeira essência da mulher, e romper a imagem que a sociedade construiu para nós mulheres.

Sobre as artistas - Cida Fonseca é desenhista, pintora e poetisa. Graduada em Licenciatura em artes visuais pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará- IFCE. Seus trabalhos versam sobre a representação da figura feminina. Entre as técnicas utilizadas, estão a pintura em aquarela e pintura acrílica.

Fátima Gomes é pintora, desenhista e arte-educadora. Licenciada em Artes Visuais pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – IFCE. Seus trabalhos versam sobre a desconstrução da figura feminina, a fluidez das linhas e o desenho fantástico. Entre as técnicas utilizadas, estão a pintura e pintura acrílica e a óleo.

SERVIÇO
  • Exposição “Espelho, Espelho Meu… Por que não posso ser eu?”, das artistas visuais Cida Fonseca e Fátima Gomes
  • Abertura: em 8 de março, a partir das 19 horas.
  • Local: Galeria Ramos Cotoco/ Anexo CENA do Theatro José de Alencar (entrada pela Rua 24 de Maio, 600 - Centro)
  • Visitaçã até 8 de abril, das 9 às 17 horas (terça a sexta) e das 14 às 19 horas (sábado e domingo)
  • Entrada franca.
  • Obrigatório o uso de máscara e a apresentação de comprovante com as duas doses da vacina contra a Covid-19, acompanhado de RG ou outro documento oficial com foto

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