Em agosto de 2023, a Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC), do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (CH-UFC), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), receberá profissionais do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP) para capacitação sobre Endometriose.
As visitas serão nesta terça-feira (1º) e quarta-feira (2), com médicos imaginologistas para realização de 25 ultrassonografias programadas; e, em 11 e 12 de agosto, para seis cirurgias minimamente invasivas. Essas ações fazem parte do “Endometriose Brasil: Programa de aprimoramento profissional para diagnóstico e tratamento da doença”, desenvolvido pela BP, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde-PROADI SUS.
A MEAC está entre os cinco hospitais do Brasil selecionados para essas visitas como referência na assistência a pacientes com Endometriose, sendo pioneira no Norte e Nordeste ao criar, em 2016, uma linha de cuidado especializada na doença. Também foram selecionados, no Projeto, o Hospital da Mulher Maria Luiza Costa dos Santos (BA) e outras três instituições vinculadas à Ebserh:
A MEAC está entre os cinco hospitais do Brasil selecionados para essas visitas como referência na assistência a pacientes com Endometriose, sendo pioneira no Norte e Nordeste ao criar, em 2016, uma linha de cuidado especializada na doença. Também foram selecionados, no Projeto, o Hospital da Mulher Maria Luiza Costa dos Santos (BA) e outras três instituições vinculadas à Ebserh:
- Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão - Unidade Materno Infantil (MA).
- Hospital Universitário Getúlio Vargas (AM).
- Hospital Universitário Júlio Müller (MT).
Nos primeiros dois dias, a capacitação é voltada para sete médicos imaginologistas da MEAC, com foco no diagnóstico por meio da ultrassonografia com laudo estruturado. Estes profissionais já cumpriram seis horas de curso EAD como requisito do Projeto.
Na quarta-feira (2) haverá uma aula para a residência e para a equipe de enfermagem. Nas próximas duas datas, em 11 e 12 de agosto, o foco será na etapa de tutorias cirúrgicas para médicos cirurgiões (dois ginecologistas e um coloproctologista) e equipe assistencial do Centro Cirúrgico e Enfermarias de pré e pós-peratório. Estes também já completaram 10 horas de educação a distância (EAD). A continuidade das discussões dos casos acompanhados nos hospitais visitados permanecerá até dezembro de 2023.
Cuidar da paciente com Endometriose: Leonardo Bezerra, professor de Ginecologia da UFC e coordenador da Residência de Endoscopia Ginecológica da MEAC, explica que a doença atinge uma média de 15% das mulheres brasileiras em idade produtiva (dos 18 aos 50). A endometriose é um problema inflamatório causado pela saída do tecido que reveste o útero (o endométrio) durante o período menstrual, mas, ao invés de seguir o fluxo natural de saída pelo canal vaginal, o movimento é de “refluxo”, atingindo órgãos, como ovários, trompas e intestino.
A MEAC tem serviço estruturado, desde o acolhimento da paciente, encaminhada pela atenção primária, com quadro de dor pélvica incapacitante e/ou já diagnosticada com Endometriose, destacou o especialista. Foi assim com a paciente Josiane Maciel, de 33 anos, atendida desde 2018. Ela começou a sentir cólicas severas aos 25 anos, além de dores no intestino quando se alimentava e durante as relações sexuais. Seu tratamento iniciou com uso de anticoncepcional e, em abril de 2019, passou pela cirurgia para retirada dos focos. Após o procedimento, Josiane afirma que sua qualidade de vida melhorou:
Cuidar da paciente com Endometriose: Leonardo Bezerra, professor de Ginecologia da UFC e coordenador da Residência de Endoscopia Ginecológica da MEAC, explica que a doença atinge uma média de 15% das mulheres brasileiras em idade produtiva (dos 18 aos 50). A endometriose é um problema inflamatório causado pela saída do tecido que reveste o útero (o endométrio) durante o período menstrual, mas, ao invés de seguir o fluxo natural de saída pelo canal vaginal, o movimento é de “refluxo”, atingindo órgãos, como ovários, trompas e intestino.
A MEAC tem serviço estruturado, desde o acolhimento da paciente, encaminhada pela atenção primária, com quadro de dor pélvica incapacitante e/ou já diagnosticada com Endometriose, destacou o especialista. Foi assim com a paciente Josiane Maciel, de 33 anos, atendida desde 2018. Ela começou a sentir cólicas severas aos 25 anos, além de dores no intestino quando se alimentava e durante as relações sexuais. Seu tratamento iniciou com uso de anticoncepcional e, em abril de 2019, passou pela cirurgia para retirada dos focos. Após o procedimento, Josiane afirma que sua qualidade de vida melhorou:
- Desde que fiz a cirurgia, eu melhorei bastante, quase não sinto cólica quando menstruo. Tem meses que nem tenho dor. Continuo e quero sempre ser acompanhada pela MEAC”, declarou.
Diante desse protagonismo no diagnóstico e tratamento qualificado, a Maternidade-Escola já realiza formações frequentes dos profissionais sobre este tema e, desta vez, conta com a ação conjunta do Ministério da Saúde e da Beneficência Portuguesa para aprofundar ainda mais a qualificação da oferta de diagnóstico e tratamento.
Diante desse protagonismo no diagnóstico e tratamento qualificado, a Maternidade-Escola já realiza formações frequentes dos profissionais sobre este tema e, desta vez, conta com a ação conjunta do Ministério da Saúde e da Beneficência Portuguesa para aprofundar ainda mais a qualificação da oferta de diagnóstico e tratamento.
- Este Projeto tem como objetivo estabelecer uma linha de cuidado com equipes regionais especializadas, ou seja, descentralizar, levar a capacitação para centros distantes do Sudeste e do Centro-sul, criando, portanto, novas referências na abordagem integral da endometriose”, refletiu Leonardo Bezerra.
Sobre a Ebserh: O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (CH-UFC/Ebserh), formado pelo Hospital Universitário Walter Cantídio e pela Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, faz parte da Rede Ebserh desde novembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Sobre a Ebserh: O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (CH-UFC/Ebserh), formado pelo Hospital Universitário Walter Cantídio e pela Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, faz parte da Rede Ebserh desde novembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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