Em 11 de fevereiro será comemorado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências. A data, criada em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU), visa atrair a atenção para a temática, incentivar novos talentos e fomentar a participação igualitária das mulheres nessa área. Segundo dados da ONU, apenas 35% dos cientistas do mundo são mulheres.
Nesse cenário, duas mulheres vêm se destacando, realizando um trabalho em prol do meio ambiente, mais especificamente da Caatinga, único Bioma 100% brasileiro. As pesquisadoras Gislene Ganade e Hiara Menezes contribuem diretamente em projetos importantes da Associação Caatinga (AC), organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, cuja missão é conservar a Caatinga, difundir suas riquezas e inspirar as pessoas a cuidar da natureza.
No trabalho desenvolvido pela professora doutora e pesquisadora Gislene Ganade, ela desenvolveu uma técnica que consiste no alongamento de raízes com o objetivo de aumentar a taxa de sobrevivência das mudas plantadas. Esse método inovador foi reconhecido pela ONU e recebeu o prêmio Dryland Champions pela sua contribuição no combate à desertificação. A técnica é responsável por elevar de 30% para 70% a taxa de sobrevivência de espécies de plantas da Caatinga e tem sido utilizada em projetos da AC como, por exemplo, o Restaura Caatinga, no qual já foram plantadas 14.716 mudas. A meta é chegar a 20 mil até março de 2024.
Já Hiara Menezes, que é zootecnista e presidente da Associação Cearense de Meliponicultores, realiza pesquisas na área de meliponicultura, que é a criação de abelhas sem ferrão. Em sua tese de doutorado, Hiara abordou a introdução desse tipo de abelha em áreas degradadas, fruto de uma pesquisa de mais de dois anos na Reserva Natural Serra das Almas, localizada entre Crateús (CE) e Buriti dos Montes (Piauí), e nas comunidades do entorno. A criação desses animais, além de promover a geração de emprego e renda, é importante para a conservação da polinização e para a promoção da sustentabilidade do meio ambiente. O trabalho da pesquisadora integra as ações do projeto No Clima da Caatinga, também desenvolvido pela AC, com importantes apoiadores.
- A falta de representatividade feminina em todas as áreas, especialmente na ciência, precisa ser combatida. A Associação Caatinga busca incluir, cada vez mais, mulheres em sua equipe, assegurando que tenham os mesmos acessos, recursos e oportunidades que os homens. Também desenvolvemos diversos projetos com crianças, com o objetivo de que elas também se apaixonem pela riqueza da Caatinga e que sejam futuras profissionais a trabalhar em defesa do meio ambiente”, destaca a coordenador geral da Associação Caatinga, Daniel Fernandes.
Sobre a Associação Caatinga: A Associação Caatinga é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, cuja missão é conservar a Caatinga, difundir suas riquezas e inspirar as pessoas a cuidar da natureza. Desde 1998, atua na proteção da Caatinga e no fomento ao desenvolvimento local sustentável, incrementando a resiliência de comunidades rurais à semiaridez e aos efeitos do aquecimento global.
Nesse cenário, duas mulheres vêm se destacando, realizando um trabalho em prol do meio ambiente, mais especificamente da Caatinga, único Bioma 100% brasileiro. As pesquisadoras Gislene Ganade e Hiara Menezes contribuem diretamente em projetos importantes da Associação Caatinga (AC), organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, cuja missão é conservar a Caatinga, difundir suas riquezas e inspirar as pessoas a cuidar da natureza.
No trabalho desenvolvido pela professora doutora e pesquisadora Gislene Ganade, ela desenvolveu uma técnica que consiste no alongamento de raízes com o objetivo de aumentar a taxa de sobrevivência das mudas plantadas. Esse método inovador foi reconhecido pela ONU e recebeu o prêmio Dryland Champions pela sua contribuição no combate à desertificação. A técnica é responsável por elevar de 30% para 70% a taxa de sobrevivência de espécies de plantas da Caatinga e tem sido utilizada em projetos da AC como, por exemplo, o Restaura Caatinga, no qual já foram plantadas 14.716 mudas. A meta é chegar a 20 mil até março de 2024.
Já Hiara Menezes, que é zootecnista e presidente da Associação Cearense de Meliponicultores, realiza pesquisas na área de meliponicultura, que é a criação de abelhas sem ferrão. Em sua tese de doutorado, Hiara abordou a introdução desse tipo de abelha em áreas degradadas, fruto de uma pesquisa de mais de dois anos na Reserva Natural Serra das Almas, localizada entre Crateús (CE) e Buriti dos Montes (Piauí), e nas comunidades do entorno. A criação desses animais, além de promover a geração de emprego e renda, é importante para a conservação da polinização e para a promoção da sustentabilidade do meio ambiente. O trabalho da pesquisadora integra as ações do projeto No Clima da Caatinga, também desenvolvido pela AC, com importantes apoiadores.
- A falta de representatividade feminina em todas as áreas, especialmente na ciência, precisa ser combatida. A Associação Caatinga busca incluir, cada vez mais, mulheres em sua equipe, assegurando que tenham os mesmos acessos, recursos e oportunidades que os homens. Também desenvolvemos diversos projetos com crianças, com o objetivo de que elas também se apaixonem pela riqueza da Caatinga e que sejam futuras profissionais a trabalhar em defesa do meio ambiente”, destaca a coordenador geral da Associação Caatinga, Daniel Fernandes.
Sobre a Associação Caatinga: A Associação Caatinga é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, cuja missão é conservar a Caatinga, difundir suas riquezas e inspirar as pessoas a cuidar da natureza. Desde 1998, atua na proteção da Caatinga e no fomento ao desenvolvimento local sustentável, incrementando a resiliência de comunidades rurais à semiaridez e aos efeitos do aquecimento global.

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