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Dia da Visibilidade Trans


Com o compromisso de reconhecer, valorizar e tornar mais igualitárias as oportunidades, o Instituto Dragão do Mar (IDM) desenvolveu uma Política de Direitos Humanos com o intuito de combater ativamente a discriminação, o preconceito e atitudes que excluem e discriminam, implementando práticas que promovem a inclusão em todas as etapas da trajetória profissional, desde a contratação até o desenvolvimento e valorização das pessoas colaboradoras, para que sejam agentes de mudança e reparação para grupos historicamente discriminados.

O documento demonstra o compromisso institucional do Instituto Dragão do Mar (IDM) com a promoção e o fortalecimento dos Direitos Humanos em suas várias dimensões. Fruto de um processo de diálogos institucionais entre as lideranças dos equipamentos, o núcleo gestor, a diretoria do instituto e o Grupo de Trabalho de Direitos Humanos, Diversidade e Inclusão, a política traz as diretrizes que devem orientar as ações de ampliação da temática nas diferentes áreas de atuação da instituição.

A iniciativa entra em vigor neste mês de janeiro, que também é o mês em que se celebra o Dia Nacional da Visibilidade Trans (29), data marcada por manifestações e pela luta por direitos como moradia digna, emprego, assistência médica e como símbolo de resistência diante das adversidades enfrentadas por pessoas trans.

“Estamos caminhando na construção de um espaço de trabalho em que se tornam cada vez mais comuns encontros com pessoas trans, seja na recepção de um equipamento, seja na produção de eventos ou em posições de gestão, tudo com expertises trans que se entrecruzam com o que foi construído no campo do saber acadêmico (pois também furaram a bolha da exclusão universitária) somado a tecnologias travestigêneres desenhadas entre a contradição do ser e a luta para viver”, explica Mabel Castro, coordenadora do Núcleo de Articulação Territorial do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, equipamento público gerido pelo IDM.

“A presença trans no espaço de trabalho é uma novidade de nosso tempo e, como tal, precisa constantemente ser revisitada como prioridade, na construção de ambientes plurais e mais seguros, na formulação de protocolos mais incisivos e autônomos de resolução de conflitos relacionados à questão de gênero, e, o mais importante: possibilitar a ascensão social de trajetórias trans que são cotidianamente marginalizadas e continuam sendo mesmo após a formalização de seus vínculos empregatícios – da recepcionista à pessoa em cargo de gestão”, continua Mabel Castro.

Com a promoção da justiça social e da igualdade, o Instituto Dragão do Mar demonstra seu engajamento com os direitos humanos e a construção de um futuro mais inclusivo e igualitário para todas as comunidades. “Para combater a discriminação e promover a igualdade, reforçamos o compromisso de colocar em prática as diretrizes da Política de Direitos Humanos do Instituto Dragão do Mar, com a satisfação de implementar ações transformadoras que contemplem a reparação histórica para populações negras, LGBTQIAP+, pessoas com deficiência e outras comunidades marginalizadas, tornando-nos, assim, ainda mais agentes de mudança. O documento estabelece as diretrizes para o direcionamento de ações junto às equipes e ao público atendido, valorizando a diversidade e promovendo a inclusão”, explica Joaquim Araújo, coordenador de Direitos Humanos do IDM.

*Fatos relevantes

O Dia Nacional da Visibilidade Trans é (DNVT) é celebrado em 29 de janeiro com o objetivo de lutar contra a discriminação e violência, defender direitos iguais para todos e sensibilizar a sociedade sobre questões trans. 

Segundo o IBGE (2020), 318.000 brasileiros se identificam como transgênero e 70% desse quantitativo sofrem diariamente violência física ou verbal. Em média 3,90% das pessoas trans brasileiras enfrentam discriminação no mercado de trabalho.

Estudo da FAPESP (2020) aponta desigualdade de gênero: 13,9% das mulheres trans e travestis têm empregos formais, enquanto 59,4% dos homens trans estão empregados, evidenciando discriminação e exclusão.

Datafolha (2024): estima-se que 15,5 milhões de brasileiros (7% da população) se identificam como LGBTQIA+, mas ocupam apenas 4,5%.                           

*O Instituto Dragão do Mar

O Instituto Dragão do Mar é a primeira organização social de cultura do país, criada em 1998, com a missão de gerir o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC). Em 2024, completou 26 anos, assumindo a responsabilidade de administrar um conjunto de dezesseis equipamentos (localizados na capital, Fortaleza, e no interior do Ceará), que compõem um valioso painel de projetos, incluindo uma diversidade de campos de conhecimento: artes, patrimônio cultural, gastronomia social, meio ambiente e esportes. Essa rede de equipamentos, gerida em parceria com a Secretaria da Cultura do Ceará, Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Secretaria do Esporte, reúne uma pluralidade de experiências de fruição e difusão cultural. Os equipamentos geridos pelo IDM têm por missão oferecer experiências de formação e fruição cultural em artes, patrimônio e memória, gastronomia social, esporte e meio ambiente. 

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