Jornalista e escritora Mirelle Costa (foto): O Jornalismo, muitas vezes, abarca, mas não abraça. Ele não dá conta de ir além e nem é o objetivo. No meu caso, a informação separou-se: informa-ação. Como repórter, deparei-me por anos com muitas histórias contadas por mulheres vítimas de violência doméstica atendidas na Casa da Mulher Brasileira. O jornalista gosta de números, estatísticas, da opinião do especialista e do/a personagem. As personagens, no caso, eram mulheres que precisavam de mais de trinta segundos, pois tinham muito a dizer. Muitas coisas não cabem em uma única sonora, nem duas (sonora é a parte que o entrevistado fala, é a entrevista propriamente dita). Durante um mês inteiro, ouvi histórias dificílimas de mulheres sobreviventes. Ministrei uma oficina de escrita afetuosa. Escutei na última aula: “A escrita doi tanto quanto o pensar”. Concordo, mas escrever também liberta e, para libertar, é inevitável doer. Um reinado de paz para uma “princesa” que sofreu violência doméstica e não acredita mais em conto de fadas está em olhar para dentro do seu “castelo” e dizer: “Após a morte do conto de fadas, vem a ressurreição”. A ressurreição de um grupo de onze mulheres atendidas pela Casa da Mulher Brasileira do Ceará foi contada em um livro de 68 páginas. Sofrimento, abandono, fé e recomeço permeiam as vinte e quatro narrativas. A obra foi o resultado da Oficina de Escrita Afetuosa, que aconteceu com o incentivo da Lei Paulo Gustavo, por meio do IX Edital para as Artes, da Secretaria de Cultura de Fortaleza, a Secultfor. Na contracapa, um cordel de Julie Oliveira, mostrando que poesia cabe em todo canto. A violência doméstica retira dessas mulheres o direito de expor o próprio nome. Em solidariedade a elas, que me ensinaram tanto, fiz o mesmo. Na capa do livro, assino com meu pseudônimo, M.C.S. #livro #obra #mulheres #violenciadomestica".
Informa o professor Evaldo Lima: - Moção de Pesar - Antônio Carlos Campelo Costa - Lamento profundamente o falecimento do arquiteto e urbanista Campelo Costa, talento e nome fundamental nas artes visuais e nas soluções arquitetônicas do País. Nosso último encontro foi na abertura da Exposição 'Traços de um Percurso Artístico', em comemoração aos 50 anos da sua primeira Mostra Individual realizada em 1968. Para além da Mestre respeitado, Campelo era um amigo querido. Potência, alegria, boêmia, amizade, talento e rebeldia. Minha solidariedade aos familiares, alunos e amigos. Meu abraço especial ao professor Campelo Júnior e sua linhagem, orgulhos do Campelão, Mariana, Fred, Álgea, Anderson. Que tempo triste em que nos despedimos de quem a gente respeita e quer bem. Obrigado, Mestre Campelo! CAU - O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU) informa com pesar o falecimento nesta terça-feira (3 de maio de 2022), aos 83 anos, em Fortaleza, do arquiteto e urbanista Antônio...

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