Felicidades do Blog do Lauriberto neste domingo (1/6/202) para:
- 65 anos de Eduardo Mauro.
- 64 anos da jornalista Ecilia Coutinho (foto).
- 63 anos de Flávio de Sousa.
- 49 anos da jornalista Kerla A Padeira de Aljubarrota (foto).
- 42 anos da jornalista Kamila Lopes (foto).
- 34 anos de Maria Carneiro.
- 31 anos de Aline Alves.
- 30 anos do publicitário Aron Oliveira.
- 31 anos de Aline Alves.
- 21 anos de Sabrina Freitas.
- Radialista Francisco Carlos Torres Araújo.
- Radialista Francisco de Sousa Filho.
- Cristiane Canamary (foto).
- Renata Jereissati (foto).
- Rose Batista (foto).
- Waldir Xavier (foto).
- 77 anos do bibliófilo José Augusto Bezerra (foto).
- Letícia Ribeiro (foto).
- Carlos Henrique Tomé.
- 150 anos do nascimento do escultor francês Paul Landowski-Seu trabalho mais conhecido é a Estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
- 130 anos do nascimento da pianista e compositora mineira Dinorá de Carvalho.
- 105 anos do nascimento da atriz fluminense Rosita Thomaz Lopes.
- 100 anos do nascimento de dona Lindalva Mota (Neste 1º de junho, minha mãe, Lindalva, completaria 100 anos. Escrevi um texto com o que ficou dela em mim: memórias, versos, costuras e saudade. Falo da minha mãe, mas poderia ser a sua. Porque a ausência das mães nunca é silêncio — é presença que ecoa- Se viva fosse, minha mãe, Lindalva, completaria 100 anos, neste domingo, dia 1º de junho. Eu, com meus 60, sigo me descobrindo a partir dela — das partes que plantou em mim e que, muitas vezes, só agora percebo. Freud talvez explique essa presença silenciosa e persistente, esse legado que não se esgota com a ausência física. Mas há algo que vai além da psicanálise: é o amor que molda, a saudade que permanece, a memória que se renova. Minha mãe nasceu e cresceu na zona rural de Tamboril, Ceará, mais precisamente no Sítio do Meio, uma fazenda cravada entre lajedos e serrotes. Tinha uma relação umbilical com aquele território, mas não se iludam: detestava a calmaria dos “Matos”, como ela mesma dizia. Sua alma ansiava por movimento, inquietude, ambientes urbanos onde pudesse expandir seus gestos e pensamentos. Gostava de escrever seus poemas e versos naifs, singelos e cheios de uma pureza forte, própria de quem viu o mundo de dentro do sertão, mas nunca se conformou com os limites que ele impunha. Adorava as cores — fazia delas armas para afirmar o feminino, para demarcar sua presença num sertão feito, historicamente, para os homens. Talvez, sem saber, tenha sido uma das primeiras feministas que conheci: afirmando-se silenciosamente, com dignidade e beleza, no espaço onde o mundo masculino era a norma. Minha mãe foi professora, e talvez eu tenha herdado dela esse gosto pela palavra, pela escrita e pelo gesto de compartilhar conhecimento. Quantas vezes a vi ensinando crianças e adultos a escrever, pegando na mão de cada um, com paciência, para que aprendessem a desenhar as letras, a construir nomes, a reivindicar para si a autoria sobre a própria história. Mas seu maior orgulho não estava apenas na sala de aula — era no ofício de corte e costura, onde podia moldar tecidos, a fazer roupas e a conquistar autonomia. Ela mesma costurava as nossas primeiras roupas. Guardo a imagem vívida dela pedalando a velha máquina Singer, enquanto cantarolava músicas de Dalva de Oliveira e Nelson Gonçalves. Cenas que hoje, na memória, parecem carregar toda a cor da sua personalidade. Linda e Alva — como meu pai às vezes a chamava —, minha mãe era vaidosa. Estava sempre maquiada, bem vestida, com os cabelos alinhados, desafiando o estereótipo da mulher sertaneja resignada à aspereza do cotidiano. Ela fazia do cuidado com a aparência um ato de afirmação, de resistência e de beleza, no reino das necessidades básicas mal atendidas do Nordeste brasileiro. Aos 11 anos, saí de casa para estudar em Fortaleza. Foi uma verdadeira violência, um desterro precoce. Ainda ouço o eco daquele silêncio que ficou quando parti. Mas sempre que vinha um portador, ela me enviava uma carta escrita de próprio punho, junto com uma lata de doce de leite que ela mesma fazia. Era sua maneira de me manter perto, de costurar nossa relação com afeto, mesmo à distância. Como me arrependo de não ter guardado essas cartas, essas relíquias do cuidado materno. Ainda assim, agradeço essa saída precoce. Aquele afastamento de meu pai e de minha mãe me fez, paradoxalmente, encontrar quem sou em outros territórios. Foi o que me naturalizou como uma espécie de cidadão do mundo, alguém que já morou em Salvador, Rio Branco e São Paulo, e que, hoje, se reconhece como naquela música: “um estrangeiro, passageiro de algum trem”. A saudade que sentimos de nossas mães é uma presença constante, uma espécie de semente que germina em diferentes momentos da vida. Não importa quantos anos tenhamos, nem quantos lugares tenhamos visitado: sempre haverá nelas um porto seguro, uma origem, uma marca indelével. Hoje, ao lembrar de minha mãe Lindalva e do Centenário, que ela completaria, reconheço o quanto ela segue viva em mim. Nas palavras que escrevo, na maneira como olho o mundo, no carinho que aprendi a ter pelos detalhes, no amor pela educação, artes, cultura e pela costura das relações humanas.A saudade de nossas mães nunca passa. Ela se transforma, amadurece, mas continua sendo a expressão mais pura do amor que nos moldou e que, de alguma forma, nos eterniza. Jornalista Paulo Mota).
- 87 anos de fundação da Sociedade Esportiva e Cultural Terra e Mar Clube.
- 35 anos da inauguração do Memorial Zumbi dos Palmares de Volta Redonda-RJ.
- 34 anos da Liga Iguatuense de Futebol.
- 25 anos da morte do líder de banda, compositor, arranjador, percussionista e mentor estadunidense Ernesto Antonio "Tito" Puente-De ascendência porto-riquenha, ele é popularmente conhecido como "El rey del timbal" e "Rei do mambo". Ernesto gravou mais de 100 álbuns, publicou mais de 400 composições e ganhou cinco Grammy Awards.
- Dia Nacional da Imprensa.
- Início da Semana Mundial do Meio Ambiente.
Com informações:
- Apcdec.
- Arquivo Nirez.
- Facebook.
- Frisson News.
- Salete Araújo.
- Agência Brasil.













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