O Ceará registrou 12.173 focos de calor em setembro de 2025, segundo dados de monitoramento da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídrico (Funceme), número que indica um aumento significativo em relação ao mesmo período de 2024. Dos 184 municípios do Estado, 179 apresentaram ocorrências, com destaque para:
- Aracati (1.177 focos).
- Sobral (635).
- Forquilha (537).
- Cariré (468).
- Caucaia (365).
A distribuição dos focos também mostra padrões regionais importantes. Entre as Bacias Hidrográficas do Estado, a Acaraú liderou com 3.023 focos, seguida pela Metropolitana de Fortaleza (1.771), Baixo Jaguaribe (1.679), Coreaú (1.001), Alto Jaguaribe (915), Salgado (783), Litoral (667), Serra da Ibiapaba (589), Curu (583), Banabuiú (530), Sertão de Crateús (351) e Médio Jaguaribe (279).
Considerando apenas o Satélite de Referência — utilizado pela Funceme para análises de tendência — foram identificados 647 focos de calor, mais que o dobro dos 297 registrados em setembro de 2024. No rRnking nordestino de detecção de focos de calor, o Ceará ocupa a 4ª posição, ficando atrás de Maranhão (4.595 focos), Bahia (3.337) e Piauí (2.147).
De acordo com os especialistas da Funceme, o aumento dos focos de calor neste período está diretamente relacionado às condições climáticas típicas do fim da estação seca: calor intenso, baixa umidade relativa do ar, ventos fortes e escassez de chuvas. Esses fatores tornam o solo e a vegetação mais vulneráveis, facilitando a propagação rápida de incêndios, o que eleva os riscos para o meio ambiente, áreas urbanas e a população.
As análises históricas indicam que os focos de calor tendem a crescer de forma mais expressiva entre setembro e dezembro, com pico geralmente observado em novembro. Por isso, a Funceme reforça a importância da atenção redobrada das autoridades e da população, tanto no combate a queimadas quanto na prevenção de incêndios de origem humana, que são frequentes nesse período crítico.

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