Dia Mundial contra a Hanseníase: Reabilitação é o caminho para a independência e combate ao preconceito*
O mês de janeiro encerra com um alerta fundamental para a saúde pública: o *Dia Mundial contra a Hanseníase*, celebrado no dia 25. Muito além do tratamento medicamentoso que garante a cura da doença, o cuidado com o paciente exige um olhar atento para a *prevenção de incapacidades físicas*. É nesse cenário que o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (Crefito-6) reforça o papel indispensável dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Esses profissionais são os responsáveis por garantir que, mesmo após o diagnóstico, o *paciente preserve seus movimentos, sua sensibilidade e, principalmente, sua dignidade e participação na sociedade*.
O Dr. Jacques Esmeraldo, presidente do Crefito-6, explica que a _“hanseníase é uma doença que atinge os nervos periféricos e, se não houver um acompanhamento especializado, pode causar deformidades nas mãos, pés e olhos”_ . Segundo ele, _“a fisioterapia atua diretamente na manutenção da força muscular e na prevenção de feridas que o paciente muitas vezes não sente devido à perda de sensibilidade. Já a terapia ocupacional exerce um papel vital na adaptação do cotidiano desse indivíduo, criando formas para que ele continue trabalhando, cuidando da casa e mantendo sua vida social de forma independente. O objetivo principal é garantir que a doença não seja um fator de isolamento ou de perda da capacidade produtiva”_ .
Ainda conforme o Dr. Jacques Esmeraldo, _“o acompanhamento deve começar o mais cedo possível, preferencialmente logo após a descoberta da doença”_ . Através de exercícios específicos, orientações de autocuidado e o uso de órteses e adaptações quando necessário, *a reabilitação física ajuda a quebrar o estigma que ainda envolve a hanseníase*. O Crefito-6 destaca que a informação é a melhor ferramenta contra o preconceito e que o SUS oferece esse suporte multiprofissional. O conselho coloca sua diretoria e especialistas à disposição da imprensa para detalhar como o diagnóstico precoce, aliado à reabilitação, pode mudar completamente o futuro de quem convive com a doença no Ceará.

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