O modo de morar no Brasil, principalmente nos grandes centros urbanos, passa por uma transformação silenciosa, porém profunda. Cresce o entendimento de que viver bem está menos associado ao tamanho do imóvel e mais à qualidade da relação com a experiência urbana. Caminhabilidade, acesso a serviços, cultura, lazer e a possibilidade de ocupar a cidade no dia a dia tornam-se fatores decisivos na escolha de onde morar.
Essa mudança de comportamento reflete uma nova percepção sobre o papel da casa. Antes vista como um refúgio isolado, ela passa a funcionar como ponto de partida para uma vida mais ativa e conectada ao entorno urbano. Reduzir longos deslocamentos, ganhar tempo no cotidiano e viver a cidade a pé deixam de ser exceção e se consolidam como desejo coletivo, especialmente entre moradores de grandes capitais.
Quarta maior capital do país, Fortaleza é um exemplo claro desse movimento. A cidade reúne clima favorável, vida urbana intensa e bairros consolidados, que favorecem a circulação a pé, a convivência e o aproveitamento da infraestrutura já existente. Nesse cenário, urbanismo e arquitetura assumem papel estratégico na construção de cidades mais humanas, onde o espaço construído se relaciona de forma natural com a rua, com as pessoas e com o tempo.
Para o engenheiro Aristarco Sobreira, presidente da A & B Incorporações, essa transformação exige uma mudança de mentalidade no setor.
- Morar bem não é se fechar, é se integrar. A arquitetura contemporânea precisa compreender, que as pessoas querem viver a cidade, não se proteger dela. Quando o projeto urbano respeita o caminhar, a convivência e o uso inteligente dos espaços, ele devolve tempo e qualidade de vida às pessoas, tanto às que habitam quanto às que circulam pelas ruas”, observa.
Segundo Aristarco, pensar o futuro passa, necessariamente, por soluções, que valorizem a proximidade e o uso consciente do território.
Segundo Aristarco, pensar o futuro passa, necessariamente, por soluções, que valorizem a proximidade e o uso consciente do território.
- O desafio não é construir mais, mas construir melhor. Projetos, que entendem a experiência urbana como extensão da vida cotidiana contribuem para um modo de viver mais equilibrado e sustentável”, afirma.
A redefinição do morar aponta para um caminho sem volta, com menos tempo entre paredes, mais vida urbana e mais experiências na cidade, transformando o imóvel não apenas em abrigo, mas em parte ativa da dinâmica social e urbana contemporânea.
A redefinição do morar aponta para um caminho sem volta, com menos tempo entre paredes, mais vida urbana e mais experiências na cidade, transformando o imóvel não apenas em abrigo, mas em parte ativa da dinâmica social e urbana contemporânea.

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