Por Carmen Pompeu
| Emmnuel Macron e Marina Silva (Foto: Reprodução Facebook Marina Silva) |
Nem direita, nem esquerda. A pré-candidata da Rede, Marina Silva, desponta como o Emmanuel Macron - presidente da França - na atual disputa pela Presidência do Brasil. De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo, ela aparece como a que tem melhores chances contra Bolsonaro no segundo turno.
Leia a matéria da Folha:
Dois meses depois da prisão
do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seus adversários na
disputa pela Presidência da República continuam encontrando dificuldades para
conquistar a preferência dos eleitores.
Pesquisa realizada pelo Datafolha na semana passada aponta
o líder petista com 30% das intenções de voto e mostra que mais de um terço dos
eleitores se dizem sem opção ao analisar cenários em que ele fica fora do
páreo.
O instituto entrevistou 2.824 eleitores de 174 municípios
na quarta (6) e na quinta (7). A pesquisa é a primeira feita pelo Datafolha
após a paralisação
dos caminhoneiros, que causou transtornos em todo o país, provocou uma
crise no governo e abalou a economia.
Segundo o Datafolha, o deputado
Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que apoiou os caminhoneiros, mantém a
liderança da corrida presidencial nos cenários em que Lula está ausente, com
19% das preferências.
A ex-senadora Marina
Silva (Rede) aparece logo depois no levantamento, com até 15% das
intenções de voto. Ela aparece como a que tem melhores chances contra Bolsonaro no segundo turno.
O ex-ministro Ciro
Gomes (PDT), que oscila entre 10 e 11%, e o ex-governador Geraldo
Alckmin (PSDB), que tem 7%, estão tecnicamente empatados.
Embora Ciro apareça numericamente à frente nos resultados,
a diferença entre os dois pode ser menor por causa da margem de erro do estudo,
que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), que lançou
sua pré-candidatura com
apoio do presidente Michel Temer, tem apenas 1% das preferências, de acordo com
o instituto.
Os cenários pesquisados pelo Datafolha na semana passada
são diferentes dos que foram considerados pelo estudo anterior, feito em abril,
e por isso os resultados dos dois levantamentos não são perfeitamente
comparáveis.
O PT reafirmou na sexta (8) a disposição de registrar
a candidatura
de Lula, que cumpre pena em Curitiba pelos crimes de corrupção e
lavagem de dinheiro e deve ser impedido pela Justiça de concorrer.
A estratégia adotada pelo partido adia a definição do nome
que poderá substituir o ex-presidente se ele for barrado. Os dois mais cotados
para a vaga, o ex-prefeito Fernando Haddad (SP) e o
ex-governador Jaques Wagner (BA), aparecem com 1% na pesquisa.
A ausência de Lula fez cair o número de eleitores que o
mencionam espontaneamente quando consultados sobre suas preferências, mas seu
prestígio poderá ser decisivo para quem receber seu apoio. Nos cenários sem o
ex-presidente no páreo, mais de 40% dos seus eleitores dizem não ter em quem
votar.
Simulações feitas pelo Datafolha para o segundo turno da
eleição reforçam os sinais de que muitos eleitores não encontram alternativa
sem Lula.
Em cinco dos nove cenários em que o líder petista não
aparece, o número de eleitores sem opção, dispostos a votar em branco ou anular
o voto supera o de apoiadores do candidato vencedor.
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