O coordenador do MBA de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Oliver Stuenkel, avalia a reunião dos presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, como um triunfo do presidente russo. Para o especialista, o fato de Trump negar a interferência russa nas eleições americanas de 2016 acirra ainda mais a divisão interna do governo dos Estados Unidos.
"Uma boa parte do quadro político dos EUA acredita que houve interferência dos russos na eleição de 2016. É uma ameaça à legitimidade de Trump. Para se defender, ele precisa dizer que a Rússia não interferiu. É um jogo complicado que junta a política interna e externa dos EUA", afirma Oliver Stuenkel.
O professor da FGV ressalta ainda que essa divisão interna nos EUA é boa para Putin. "Os próprios eleitores de Trump julgam que os órgãos federais das diferentes estruturas de poder dos EUA são o principal inimigo do presidente dos EUA. Esse fato inédito afeta profundamente a política externa dos Estados Unidos", explica o especialista em Relações Internacionais.
Oliver Stuenkel lembra ainda que os Estados Unidos desde o fim da 2ª Guerra Mundial foram um dos pilares da união dos países ocidentais e democráticos. No entanto, com o governo Trump, segundo ele, essa percepção começa a ser alterada.
"Trump já manifestou profunda admiração por ditadores. Na própria reunião com Putin, exaltou a parceria com Xi Jinping. Além da recente reunião com Kim Jong-un. Isso gera muita preocupação para a Europa que se prepara para uma nova configuração geopolítica, na qual não consegue enxergar os EUA como seu principal aliado", destaca Stuenkel, que afirma serem imprevisíveis as consequências dessa fragmentação da aliança ocidental.
"Uma boa parte do quadro político dos EUA acredita que houve interferência dos russos na eleição de 2016. É uma ameaça à legitimidade de Trump. Para se defender, ele precisa dizer que a Rússia não interferiu. É um jogo complicado que junta a política interna e externa dos EUA", afirma Oliver Stuenkel.
O professor da FGV ressalta ainda que essa divisão interna nos EUA é boa para Putin. "Os próprios eleitores de Trump julgam que os órgãos federais das diferentes estruturas de poder dos EUA são o principal inimigo do presidente dos EUA. Esse fato inédito afeta profundamente a política externa dos Estados Unidos", explica o especialista em Relações Internacionais.
Oliver Stuenkel lembra ainda que os Estados Unidos desde o fim da 2ª Guerra Mundial foram um dos pilares da união dos países ocidentais e democráticos. No entanto, com o governo Trump, segundo ele, essa percepção começa a ser alterada.
"Trump já manifestou profunda admiração por ditadores. Na própria reunião com Putin, exaltou a parceria com Xi Jinping. Além da recente reunião com Kim Jong-un. Isso gera muita preocupação para a Europa que se prepara para uma nova configuração geopolítica, na qual não consegue enxergar os EUA como seu principal aliado", destaca Stuenkel, que afirma serem imprevisíveis as consequências dessa fragmentação da aliança ocidental.
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