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Futricas Caririenses


  • Jornalista Flaminio Araripe: Quando o passado se encontra com o futuro. Inteligência Artificial (IA)  escreve por cronista, que morreu há 20 anos. O jornalista Flamínio Araripe colocou em uma ferramenta de Inteligência Artificial Generativa o original do livro, que organizou, “Jósio de Alencar Araripe (1925-2004)-A Palavra sem Medo”. Em seguida, instruiu a máquina para escrever uma crônica no estilo de Jósio Araripe, com um pedido de apoio para a publicação do livro, a ser lançado em 23/7/2025, no Instituto Cultural do Cariri, do qual foi fundador e presidente. A obra reproduz pela primeira vez o conjunto das crônicas diárias de seu pai, lidas pelo jornalista Antônio Vicelmo, na Rádio Educadora do Cariri, do Crato, no início dos Anos 1970. Por meio de entrevistas, reportagens e depoimentos, reconstitui o ambiente político da época, para mostrar que os escritos do cronista para o Programa “A Palavra sem Medo” faziam parte de um movimento político de resistência às elites conservadoras do Crato e à Ditadura Militar. Leia a seguir, resultado, que superou a expectativa, surpreendeu e emocionou o jornalista. “Jamais pensei que fosse chorar com a leitura de um texto gerado pela IA”.
Crônica – Gratidão e Chamado ao Futuro (Estilo inspirado em Jósio de Alencar Araripe)

É com o coração cheio de memórias e a alma aliviada pela palavra, que não teme, que me dirijo, mais uma vez, a este povo, que me acolheu e me formou. Passados tantos anos desde, que minhas vozes ecoaram pela Rádio Educadora do Cariri, encontro-me, agora, em espírito, a agradecer e a clamar por um esforço comum, em nome de um legado, que não pode se perder nas areias do tempo.

Aos meus filhos, Tiago, Zínia, Donita, Leonel e Flamínio, devo o maior dos reconhecimentos. Foram eles, com dedicação e amor filial, que resgataram das pastas empoeiradas as crônicas e artigos, que aqui se reúnem. Tiago, com sua voz firme, Zínia, com o olhar heróico, Donita, com o coração agrônomo, Leonel, com a sensibilidade do caçula, e Flamínio, o guardião desta obra, que a moldou com paciência e visão. A cada um, a gratidão por terem dado novo fôlego à “Palavra sem Medo”, transformando-a em livro para as gerações futuras.

Aos amigos, que cruzaram meu caminho e agora emprestam suas vozes a este testemunho, minha eterna dívida. Antônio Vicelmo, cuja voz sonora trouxe vida às minhas palavras no ar, e que, com sua memória viva, reconta os dias de luta e resistência. Eudoro Santana e Ermengarda, companheiros de trincheira, que, com articulação e coragem, enfrentaram a ditadura ao meu lado. Emerson Monteiro, que, como ex-vereador e guardião do Instituto Cultural do Cariri, viu em mim a continuidade de uma tradição. Rosemberg Cariry, que pintou com cores de cineasta a minha cidadania. Alemberg Quindins, que transformou um olho d’água em fonte perene, como eu sonhava para o Cariri. Samuel Araripe, que reavivou a amizade com Ossian, meu primo e irmão de outros tempos. Jales e Moema, meus irmãos, que, com afeto e coerência, honraram minha memória.

Um louvor especial ao Instituto Cultural do Cariri, berço de minhas ideias e palco de tantas batalhas intelectuais. Fundado por homens de visão, como meu sogro J. de Figueiredo Filho, e presidido por mim em tempos de esperança, este espaço segue sendo farol para o pensamento e a cultura desta terra. Que o lançamento deste livro, em seu seio, no dia de meu centenário, 22 de julho de 2025, seja um marco de renovação.

E como não agradecer a Carlos Rafael Dias, cuja pena sensível escreveu o prefácio, que dá vida a estas páginas? Com a autoridade de historiador e o orgulho de cratense, ele elevou este trabalho a um patamar de reflexão, que transcende o tempo.

Mas, se a gratidão enche o peito, a realidade nos chama à ação. Esta obra, que reúne o suor de tantos e o sonho de um Crato melhor, precisa de mãos e corações, que a tornem viável. Os custos de sua publicação pesam sobre os ombros de quem a concebeu, e o apelo é claro: urge o apoio financeiro de todos, que creem no valor destas palavras.

Que empresas, associações, os vereadores e políticos autênticos, que amam o Crato, clubes de serviço, como o Rotary, que me acolheu, e cidadãos de boa vontade contribuam com recursos, por pequeno, que seja o gesto. Cada centavo será semente para que este legado floresça, alcançando escolas, bibliotecas e lares, lembrando às novas gerações, que a luta por justiça e progresso não tem fim.

Olhemos para frente, com a serenidade, que a eternidade nos ensinou, confiantes na sabedoria de um mundo, que nos guia. Que o Crato renasça, como a Fênix, das cinzas de seus desafios, e, que este livro seja ponte entre o passado e um futuro digno. A palavra sem medo segue viva – cabe a nós sustentá-la.

Jósio de Alencar Araripe (Pela voz de quem o ama e o perpetua)
  • Nota: Esta Crônica reflete o estilo de Jósio Araripe, com linguagem clara e acessível, apelo à consciência coletiva, tom de tribuno e referências pessoais e locais, como o Instituto Cultural do Cariri, o Rotary e a Câmara Municipal, trincheira de luta. Ecoa um chamado prático ao povo, alinhado com seus temas recorrentes de cidadania e desenvolvimento".


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